segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CAPÍTULO XVI - Os Assessores da Câmara Municipal de Penafiel

A nossa Câmara Municipal tem muitos assessores. Muitíssimos. Muito mais que os que devia ter. Há quem fale em 25. Não sei se é verdade este número.
É raro eu entrar na edilidade. Mas quando lá vou, constato a imensidão de pessoas bem pagas que fazem pouco ou nada. Eu não sei se é verdade se o trabalho deles é levar o café, o chá ou a laranjada aos gabinetes dos vereadores e presidente. Eu só sei que é muita gente a andar de lado para lado a passar modelos e a ganhar uma valente nota, tudo à conta do erário público.
Mas o que mais incomoda nesta matéria é, quando questionados com esta situação de excesso de assessores, os senhores presidente e vereadores, vêm com uma lacónica resposta: “a lei prevê”. Com se isto dito assim, justificasse tudo. Profundamente lamentável o uso e abuso de dinheiros públicos em meras futilidades. Sim porque se calhar a maior parte dos assessores até se estorvam uns aos outros.
Em outros executivos anteriores isto não acontecia. Os assessores eram os próprios funcionários da Câmara. Toda a gente sabe isso. Mas Alberto Santos veio inaugurar uma forma de gastar dinheiro sem conta, peso ou medida. Se houver medida ela é feita à imagem de um executivo e nunca à imagem de uma terra. Da nossa terra. Da nossa Penafiel, que é no fim de contas a principal prejudicada.

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