Não me podia esquecer desta torpeza, desta inanidade. Não podia deixar passar em branco um dos acontecimentos mais infames que por cá apareceu. Nunca imaginei que Penafiel descesse tão baixo.Este executivo “Penafiel Quer” fez regressar a esta terra um espectáculo, que outros políticos dos mesmos partidos, já tinham trazido nos idos anos 76/77. É caso para dizer: Tais pais… tais filhos.
Não satisfeitos com estes feitos, Alberto Santos e companhia, resolveram mudar um pouco e eis que fomos depois “Rodeados” com mais algumas animalescas virtudes. Foram as piores Agrivais de sempre.
Penafiel viveu de facto alguns momentos de terror, alguns tempos de escuridão, em que animais, sem serem tidos nem achados, foram torturados, foram gozados, derramando o seu sangue para gáudio de acéfalos penafidelenses. Alberto Santos na altura disse: “Há quem goste”, como se aquilo fosse uma questão de gosto. As touradas reflectem o atraso, isso sim, das gentes de um fraco país. Foi mau de mais para ser verdade.
Muitos pensarão: “Está preocupado com os touros e esquece-se dos homens, das mulheres e das crianças, que a cada minuto sofrem e morrem em circunstâncias ainda mais degradantes”. Nada disso. Eu preocupo-me com os touros e com os homens, mulheres e crianças. Preocupo-me com tudo o que vive, sente e sofre. Preocupo-me e ocupo-me. E é preocupando-me que me ocorre ter algumas certezas.
Penafiel não merecia ser invadida por alantejoulados e alantejouladas toureiros e toureiras. Não merecia ser invadida por esta foleira e apalhaçada marialvice. Penafiel ganhou nada com isso. Esperemos que não se repitam estas descidas às profundezas do inferno.
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