quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CAPIÍTULO IV - O Museu Municipal

Há tempos quando fui assistir à apresentação do livro de quadras de Júlia Mota no Museu Municipal desta cidade, fui confrontado à entrada com um penduricalho que dizia “bilheteira”. Eu até pensei que estaria a entrar, não num espaço de cultura e conhecimento, mas num campo de futebol.
Então para se visitar o nosso museu construído com os nossos dinheiros, vai ser preciso pagar bilhete? E que bilhete? Superior, bancada, camarote ou peão?
Alberto Santos na sua visão economicista que tem das coisas, ou de muitas coisas, optou pelo mais fácil, que é facturar. Optou pelo negócio. Já agora, os intelectuais da nossa praça, estão contra ou a favor desta caça ao dinheiro? Já sei, estão a favor… da “nossa magnífica câmara” como Alfredo de Sousa catalogou o actual executivo há tempos.
Podem dizer que as coisas custam dinheiro. Que é preciso pagar aos funcionários. Que é necessário fazer a manutenção daquele espaço. E que afinal de contas há já muitos museus neste país a praticarem este tipo de gestão empresarial.
Claro que sim. Mas…se a cultura, o conhecimento e o saber, custam dinheiro, a requisição de frotas de camionetas para as constantes excursões levando milhares e milhares de “velhinhos” a Fátima, ao Pombal ou à Batalha, são de borla?
Pois é, saber gerir os dinheiros dos contribuintes, é um serviço público dos mais importantes que tem uma governação central ou local, mas parece que nesta terra, não é assim. Pagar para visitar o museu é uma aberração, é uma injustiça. Não é assim que se projecta o nome de Penafiel para fora.

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