segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A NINFA DO DOURO

Manuel Araújo da Cunha é o nome de um escritor natural de Rio Mau, freguesia de Penafiel. Já publicou quatro livros. Eu ainda só li um, o último: "A Ninfa do Douro". Tenho um défice para com este artista das letras. Estou a dever-lhe algumas horas de atenção. Estou a dever-lhe a leitura dos outros trabalhos anteriores. Um dia destes coloco a escrita em dia.
Falar d´"A Ninfa do Douro", não me será muito difícil, até porque o livro é de leitura fácil e compreensível.
Li-o de uma assentada. Gostei deste trabalho que gira à volta, melhor, sobe pelo rio Douro acima. Aquelas descrições das terras por onde o douro passa, são de certo modo uma série de postais, belíssimos postais ilustrados, do nosso Portugal mais ao norte.
É magistral a forma como o autor interrompe a descrição da viagem por este rio acima, com um belo diálogo entre Rogério e uma cigana. Penso que assim Cunha retirou a possibilidade de algum monotonismo na leitura até Rogério chegar a Barca d´Alva.
A forma como termina, é bonita e um tanto inesperada, na medida em que se calhar muito leitor ou leitora espera no final da história um reecontro entre o protagonista e a sua querida amiga e amada de infância Laura.
Os meus parabéns ao escritor Manuel Araújo da Cunha. Espero muitos mais livros destes, e obrigado por me ter proporcionado algumas horas de bom tempo...
Não queria terminar perguntando: onde estavam os intectualóides desta terra no dia 27 de Novembro à noite?
Não apareceram. E a vereadora da cultura da Câmara Municipal?
Pois é, o escritor não era propriamente o Saramago, nem o Urbano, nem o Rodrigues dos Santos, nem o Virgílio Castelo, nem o Júlio Magalhães ou o...
Este escritor é Manuel Araújo da Cunha, é de Penafiel e eu fico todo feliz por isso...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PIRUETAS & CANCONETAS

Eis as duas figuras mais importantes deste país, juntas. Estes são os maiores emblemas e referências desta nação cada vez mais culta. Piruetas e canconetas são o que continua a dar...
Há tempos, mudaram a estátua do Zeferino de Oliveira, para um local com menos visibilidade, lá junto ao antigo Hospital. Como sabem Zeferino de Oliveira foi uma figura de destaque no que concerne à construção e financiamento do referido estabelecimento hospitalar. As pessoas sabem disso. O que lá puseram foi uma escultura de um xinês qualquer, para comemorar os 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel.
O que é que eu penso disso? Penso bem. O Zeferino nem sequer está vivo para reagir. O que é que ele pode fazer? Nada!
Coitado do benemérito penafidelense que anda de um lado para outro sem que alguém lhe dedique algum respeito.
Eu só me lembrei de falar disto, porque veio hoje no jornal algo que envergonha qualquer penafidelense sensato. A Santa Casa de Misericórdia anda num "diz que diz" sobre a muita ou pouca alimentação que fornece aos seus utentes. O que ela sabe fazer e bem, é despedir e fazer belos almoços e jantares para as figuras ilustres desta terra.
Eu não acredito nesta instituição, que recebe dinheiro de todos os lados, até da Câmara, e que era suposto estar ao serviço dos mais desfavorecidos, dos mais mais pobres.

Também gostava de saber o que lá vão fazer tantos "irmãos"! Nem sei para que servem!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

KNOW HOW...

Este recorte de jornal, faz parte de uma notícia que fala a propósito da abertura do Infacts que funcionará a partir de Janeiro no antigo Magistério Primário, em Penafiel.
O que eu não sabia, era que lá vendiam know how. Fiquei tão feliz. Ao tempo que eu ando atrás dos know how. Eu nem acredito que em Penafiel já haja know how. Vejam lá como a nossa terra se vai desenvolvendo. Qual Bracalândia, qual Shopping, qual carapuça. Vamos todos ter que nos habituar a esta coisa dos know how.
Não vou deixar passar mais tempo e vou lá a ver se me arranjam um quarteirão deles. Aquilo é mesmo bom para acompanhar um arroz de tomates, ou feijão frade com molho verde...
Espectáculo!...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AS ÁRVORES DA AV. PEDRO GUEDES

Agora que o S. Martinho já terminou, vamos voltar às questões que mais interessam o cidadão penafidelense, concretamente os da cidade.
O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Penafiel, aquando da tomada de posse para mais um invisível mandato, disse que ia construir um centro escolar. Bom. O Sr. presidente da Câmara tem dito que vai construir mais nove centros escolares no concelho. Em que ficamos? Quantos são? Nove ou dez? Se for à dúzia é mais barato.
Já agora, eu só gostava de perguntar ao Sr. presidente da Junta desta cidade, se sabe quantas árvores faltam em apenas 200 metros da avenida de Pedro Guedes? Claro que não sabe. Se calhar em meia dúzia de anos a única vez que por lá passou foi agora aquando das eleições.

domingo, 15 de novembro de 2009

UM "CAPA NEGRA" IDIOTA...

No dia de S. Martinho de tarde, parei a conversar no meio da rua e daquele "pobo" todo, com um rapaz que trazia uma capa negra de estudante. A dada altura da conversa, veio uma frase preversa: "O Saramago é um idiota", disse ele.
Quem fala assim não é gago, quanto mais aluno do ensino superior. O que Saramago não é, é isso mesmo. Idiota porquê?
Reparem na foto que acompanha este texto. Para onde vai toda aquela gente? Claro que vai para os copos. E por onde tem de passar? Pois tem. Tem de passar por um túnel onde está cravada numa das paredes uma frase do Nobel da Literatura. Se calhar o autor de "Caím" não pensou nisso? Idiota, qual idiota?...

É evidente que a frase do aluno do ensino superior, dará para um outro texto bem mais sério e complexo. Vamos ver se volto ao assunto Saramago, até porque ainda não li o "Caím"...

PELO S. MARTINHO, O S. MIGUEL DA CÂMARA

A Câmara Municipal de Penafiel sabendo muito bem que "beber vinho é dar o pão a um milhão de portugueses", nada fez melhor que instalar a "Tasca dos Borrachões" na feira de S. Martinho. Esta feliz ideia já tem alguns anos. O povão fica todo feliz. Só tem é que comprar uma caneca de 4 euros ou uma tigela de 2,50. Porque o vinho é de borla. Deve ser é um rico negócio para o fabricante e vendedor destas canecas e tigelas com a romântica palavra "Sentir Penafiel". A Câmara Municipal pelo S. Martinho faz o S. Miguel.
Quem não deve gostar nada disto devem ser os outros tasqueiros, tanto os de Penafiel residentes, como os que vêm de fora, que se vêm instalar no Campo da Feira. Trata-se de facto de uma concorrência desleal. Quanto é que a "Tasca dos Borrachões" que é da Câmara, paga de imposto à Câmara Municipal?
Gostava de saber destas contas. Se o Sr. vereador das feiras me esclarecer, eu prometo arranjar outro nome para substituir o nome da "Tasca dos Borrachões", por um outro menos preverso.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UMA IDEIA LUMINOSA

Valeu a pena a Câmara municipal ter dado uma valente poda nas árvores à sua frente. Valeu a pena correr com a passarada.
De facto o nosso município precisava de ser iluminado. Já há algum tempo que andava às escuras...

S. MARTINHO, BLUSÃO COM VINHO

A quem é que eu vou apresentar a conta? Alguém vai ter de me pagar um blusão novo. Parece-me que o Sr. Vereador Adolfo Amílcar vai entrar nas quentes. Eu explico:
No dia de S. Martinho de tarde, eu e um amigo fomos à procura do artesanato no Largo da Misericórdia. O meu amigo queria comprar um pião. Eu cismei que queria comprar um carro de bois em madeira numa carpintaria. Mas afinal artesanato em carpintaria tinha mudado para o quelho de Pussos.

Lá fomos. O problema é que tivemos de atravessar a "tasca dos borrachões". Tivemos que passar pelo meio deles, que eram aos milhares. Às tantas alguém de caneca "Sentir Penafiel" em punho, rodou sobre si e pimba vinho para cima de mim. O meu blusão que é azulado ficou com mais algumas cores.

De quem é a culpa? Para mim o culpado é o vereador responsável pelas feiras, Adolfo Amílcar, que não tinha nada que colocar o artesanato junto da copofonia. O artesanato devia estar no Largo da Ajuda. E a pingoleta está muito bem no local onde agora a puseram. Assim sim.

Agora tirem o artesanato dali.

Quanto ao blusão, a sorte do Sr. Vereador é que eu vou comprar um blusão aos chineses e a coisa pode ficar barata. Embora eu ache que a Câmara não deve ter problemas de dinheiro, porque a venda de tigelas e canecas, deve ser um negócio da china. As três funcionárias municipais não tinham mãos a medir...


Este texto é pura ficção...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CALÇADA À PORTUGUESA

Isto é calçada à penafidelense...


E isto é calçada à portuguesa...

CALÇADA À PORTUGUESA

Se isto é granito...


Isto é mais bonito...

CALÇADA À PORTUGUESA

Isto é calçada à penafidelense...

Isto é calçada à portuguesa...

Esta é calçada à penafidelense...


Esta é calçada à portuguesa...


CALÇADA À PORTUGUESA


Esta é calçada à penafidelense...

Esta é calçada à portuguesa...

Este Largo é em Penafiel


Este largo é em Barcelos
Esta rua é em Penafiel
Esta rua é nas Caldas da Rainha

sábado, 7 de novembro de 2009

OS CRUCIFIXOS

Que grande chatice. O Tribunal dos Direitos Humanos condenou a Itália por exibir nas escolas públicas o crucifixo. Lá vai o catolicismo pró maneta. Cruzes canhoto.

Quem não gostou nada da conversa foi o primeiro ministro italiano. Um modelo de cidadão, este Berlusconi. Não sei se já viram um vídeo dele que correu mundo, em que demonstra todo o seu civismo e educação, perante uma agente da autoridade.

Aqui em Portugal, e em Penafiel concretamente, quem já falou disto foi o "nosso" Lobo Xavier, que se escandalizou todo sobre a retirada daquela "coisa" das paredes das escolas.

Eu só digo que "aquilo" nunca lá devia ter parado. A mim aquilo faz-me lembrar as bruxarias, os exorcismos, o oculto, o negro, eu sei lá que mais. O crucifixo é algo de que não gosto absolutamente. É algo de fúnebre...

Houve um porta voz de uma qualquer instituição católica, que já disse um dia destes, que "qualquer dia vão querer retirar o sinal mais da matemática". Enfim, "vozes de burro..."

Se fosse noutros tempos, ou seja, na Itália nazi de Moussulini, ou no Portugal fascista de Salazar, estas divergências não aconteceriam, claro...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ANTONINO DE SOUSA SHOW

Li hoje mesmo (04/11/09) um artigo de opinião no jornal “Repórter do Marão”de autoria de Antonino de Sousa, vereador da Câmara Municipal de Penafiel, com o título “Saramago Show”.
Eu não vou tecer aqui qualquer comentário sobre José Saramago ou sobre a Bíblia. Até porque para falar duma instituição como é o nosso Nobel da Literatura e de um livro como a Bíblia, é preciso muita bagagem e a minha cabe apenas num Fiat 600.
Escrevo estas linhas, para fazer um reparo a algumas linhas que o Dr. Antonino escreveu. Então é assim:
A determinada altura do texto em questão, o colunista penafidelense diz: “Li, de resto, em vários locais que Saramago tem o direito de dizer os disparates que quiser sobre Deus, as religiões e a Bíblia. Pois claro que tem. Somos um país livre, democrático e tolerante. E felizmente, não li em lado nenhum que Saramago devia ser amordaçado. O mesmo não sucederia se vivêssemos sob o comunismo, doutrina que Saramago serve e que provocou milhões de mortos às mãos dos seus sequazes.”
Ó Dr. Antonino de Sousa que grande calinada que o Sr. deu, para não dizer valente disparate que o Sr. disse. Pense bem. Se calhar enganou-se. Mas pronto, um engano qualquer um tem, seja ele advogado, vereador, sapateiro ou trolha.
Então acha que um ateu comunista não poderia falar se vivêssemos sob o comunismo? Acha que um regime comunista iria amordaçar Saramago, por este falar contra Deus, contra as religiões ou contra a Bíblia?
Se pelo contrário, o senhor dissesse que José Saramago ao fazer as considerações que fez, iria logo para o Tarrafal se vivêssemos num regime católico-fascista, tipo Salazar/Cerejeira, eu ainda estaria de acordo. Se o senhor dissesse, que Saramago era logo queimado vivo, se vivêssemos num regime, em que a inquisição católica matava apenas quem ousasse apenas pensar, eu assinava por baixo. Assim não.
Dr. Antonino de Sousa, o que o senhor disse no jornal, é um erro tremendo que só desprestigia quem o profere.
Se calhar foi com a pressa em dizer na mesma frase que o comunismo matou não sei quantos milhões de pessoas. Já agora não esqueça o que andou por aí a fazer o cristianismo e posteriormente o catolicismo. Tenha cuidado com os critérios.
Depois, Dr. Antonino, já que o senhor falou em liberdade e democracia, que regime era aquele liderado por Cavaco Silva em 1993, quando Santana Lopes e Sousa Lara, vetaram o livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” de José Saramago, de concorrer a um prémio literário europeu? Teria sido comunista?
Eu sei que o Dr. Antonino de Sousa é de direita, que é um anti-comunista primário, mas o que desconhecia é que era um católico, assim a puxar ó para trás...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AUTISMO EM PENAFIEL

MAIS UMA VEZ OS HOMENS IGNORARAM OS ANIMAIS. O QUE NÃO ADMIRA, POIS SÃO OS MESMOS QUE TROUXERAM A ESTA PACÍFICA TERRA, UM DOS ESPECTÁCULOS MAIS VIOLENTOS QUE EXISTE EM PORTUGAL: A TOURADA...
DEPOIS HÁ QUEM DIGA QUE PENAFIEL É UMA TERRA DE AFECTOS!
NÃO DIGO MAIS NADA, PORQUE É CHOVER NO MOLHADO.
SÓ FICA NO AR ESTA PERGUNTA: PORQUE RAZÃO SE GANHA ELEIÇÕES COM TANTA FACILIDADE?...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

EM TERRA PELADA NÃO CANTAM AVES!



PENAFIEL E LAMEGO IRMÃS NA DESVENTURA!
Acidentalmente encontrei este texto, que na minha pespectiva serve à medida para me referir a Penafiel, que há tempos decidiu plantar árvores de granito, como as fotos denunciam. Pelos vistos não é preciso ir a Lamego para ver uma terra pelada. Em Penafiel se não houver árvores de granito, fica a nudez do chão granítica, o que de facto é lindíssimo. Aliás a nossa terra está cada vez mais bonita. Ó poetas e pintores desta terra venham cá para fora pintar estas ruas, avenidas e praças que elas estão capazes de desafiar qualquer paleta...

«Eu adoro Lamego, mas, qualquer dia... deixo de lá ir. Consta-me que a velha cidade, para se modernizar, adoptou o único processo modernizador conhecido em algumas cidades e vilas portuguesas. Esse processo consiste em arrancar árvores e pôr no lugar delas o cimento armado em forma de pias, gamelas, caixotes, alqueires, quartas, meias-quartas e tudo o mais que seja frio, chato, liso, cúbico, prismático. Lamego, pelo que me consta, vai ficar sem uma árvore para ficar com miríades de pias - salvo seja. (...) Não concebo esta cidade sem grandes troncos e copas guedelhudas. Sinto mais que se derrua uma árvore do que se destrua monumento de outra espécie. (...) Pedras, só pedras, sem a doçura de uma mancha verde, só servem para cansar a vista. Lamego sem árvores é uma velha com o caco ao léu. É uma caveira. Poderá rir, mas, a respeito de sorriso, disse! (...)

O que acontece em Lamego tem acontecido em quase todas as terras do país. Os grandes reformadores de província reformam, destruindo. Se precisam de construir uma choupana, destroem um palácio. Se lhes falta um jardim, cortam um bosque. Se querem erigir um candeeiro, abatem uma árvore. (...) O lado perigoso da maior parte dos vícios reformatórios sertanejos está na complacência de toda a gente com eles. Se o maioral de uma terra quiser secar o rio que banha essa terra, ninguém lhe impede a obra secativa. Nas farmácias e nas barbearias, toda a gente murmura contra a mão secadora, mas, se essa mão surgir de repente a pedir uma barba ou uma pastilha, toda a gente a beija.

Não me parece nobre de mais esta atitude dos murmuradores. Nobilíssimo seria que procurassem o lorde maior e lhe dissessem:- Senhor, não seque o rio! Deixe-o continuar húmido. Olhe que um rio, senhor, parece-nos que tem alguma utilidade...

Quem diz rio diz árvores; tanto diz economia como diz beleza - diz quanto é sagrado.»João de Araújo Correia, Três meses de inferno (1947)P.S. (de 2004).

E que entendimento têm hoje das árvores no espaço urbano os novos autarcas do Portugal democrático? É caso para dizer: mudam-se os tempos, ficam as más vontades. Porque, embrulhada num novo discurso, quantas vezes enfeitado com chavões ambientalistas, persiste a vontade de modernizar a régua e esquadro, com sacrifício de todas as árvores que não se encaixem na geometria do projecto. As vilas e cidades de Portugal parecem, cada vez mais, cenários postiços acabados de inaugurar: não há uma árvore que as ligue ao seu passado.

Para dar mais um triste exemplo, foi noticiado anteontem no Público que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim aprovou a construção de um parque de estacionamento subterrâneo ao longo de uma avenida com 1 Km de extensão. (Os parques subterrâneos são a nova fétiche dos autarcas portugueses: já não têm conta as praças destruídas e as árvores derrubadas por essa praga.) A notícia informa que «à superfície irá desaparecer a actual faixa central para peões - onde pontificam grandes e frondosas árvores cujas raízes tornaram o pavimento ondulado». Quantas árvores isso dá: 50, 100? A oposição votou contra, mas, pelo conteúdo da notícia, ninguém considerou que o abate de tão grande número de árvores adultas fosse razão para desistir da obra. Terá algum vereador, num assomo de desculpável lirismo e só para constar do livro de actas, ousado exprimir alguma leve compunção? Ou não pode usar-se de indulgência, ainda que retórica, com árvores que se atreveram a «tornar o pavimento ondulado»?

A conclusão é que há um assunto em que toda a nossa classe política - a de ontem e a de hoje, a de esquerda e a de direita, a de todas as cores do arco-íris e de todos os pontos do compasso - está em perfeito acordo. Esse credo unânime foi há tempos brilhantemente sintetizado pelo Arq. Ricardo Figueiredo, recém-desempossado vereador da Câmara do Porto: «Há que acompanhar a evolução natural das coisas. Uma obra não vai deixar de ser erguida por causa de meia dúzia de árvores. Há que ajustar e modernizar (...)»

domingo, 1 de novembro de 2009

MILAGRE EM PENAFIEL

UM MILAGRE ACONTECEU
NESTA TERRA COM CERTEZA!
O GRANITO O LUGAR DEU
À CALÇADA À PORTUGUESA!