sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (4 e último)

Este quarto e último passo é para dar conta do seguinte: A determinada altura do seu discurso, o Sr. presidente da Câmara diz: "No fundo, queremos que muita gente e o país continuem a perguntar: porque é que determinadas coisas acontecem em Penafiel? Para daqui a algum tempo: “Ah… em Penafiel?!, claro, só podia ser, naquela magnífica cidade!”
Eu pergunto: o que é que aconteceu, ou o que vai acontecer em Penafiel, para provocar estes pontos de admiração? Algum concerto do Fernando Tordo, do Paulo de Carvalho, do Pedro Barroso ou do Jorge Palma? Claro que não. Não temos sala de espectáculo para isso. Teria sido então alguma alusão às bordalezas que insistentemente vão dando à costa? Ou espampanantes e caríssimos "enduros" e fotogénicas chegadas e partidas de Volta a Portugal em bicicleta?

Quanto à "magnífica cidade", de facto Penafiel podia sê-lo, não fosse este executivo estar acompanhado de arquitectos que só sabem arquitectar obtusidades paisagísticas. Não faltam por aí alguns “bons exemplos”.

No final da página quatro, lá está algo que tinha de estar. Eu penso que aqui já é falta de argumento. Ó Dr. Alberto Santos, isso já foi. Não era pior se virasse o disco. Porém lá foi dizendo:
"Há contudo alguns temas para os quais não assumiremos a nossa tolerância: Qualquer tentativa de assomo de grupos ou bandos como os que afligiram a vida dos penafidelenses nos anos 90, terá a nossa viva reprovação, repúdio e intolerância".
Nesta matéria era bom que o nosso executivo se virasse para os constantes assaltos e outras violências, de que a nossa cidade tem sido vítima. O Sr. presidente sabe muito bem que a insegurança em Penafiel aumentou exponencialmente. O Sr. sabe muito bem que a partir das oito da noite, não se vê um agente da GNR a percorrer a cidade, ficando esta à mercê de energúmenos nocturnos, que apenas querem derreter energias. Mas para este executivo o mal foi nos anos 90. Às tantas ainda poderão dizer que este recente assassinato em Rio de Moinhos foi perpetrado pelos “ratinhos” de outras eras.

E sobre o discurso do Sr. presidente da Câmara proferido na tarde de quarta feira, só digo que o achei triunfalista e arrogante o que para mim é uma surpresa. Aliás, tudo, ou quase tudo, era arrogância naquela sala. Vi vereadores "inchados" que pareciam cucos. Vi assessores pedantes e arrogantes. Vi presidentes de Junta que só o são no nome. Vi muita gente, apenas muita gente. Alguma substância, se calhar ficou lá fora…

Terminaria transcrevendo o final do discurso: “É com esta consciência do dever cumprido, que aqui chegamos hoje, e que queremos voltar a chegar daqui a quatro anos”.
Ó Dr. Alberto Santos, olhe que o Sr. não pode voltar a candidatar-se à Câmara, daqui a quatro anos. Quanto ao dever cumprido, creio que o senhor cumpriu os seus objectivos eleitorais, isso é verdade, mas o que falta é cumprir Penafiel. E sobre isso eu não tenho ilusões.

Até já, para continuar a falar da minha cidade, mesmo eivado de um suposto bairrismo paroquial. Não sei o que é isso, mas está bem…

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (3)

A terceira parte da intervenção do Sr. Presidente da Câmara foi para falar no centro da cidade de Penafiel: "Assim, (diz o texto) nos próximos tempos, o nosso burgo rejuvenescerá no projecto denominado CENTRO@SENTIDO, para o qual estão convocadas várias das suas forças vivas. Não temos dúvidas que daqui a quatro anos, todos os penafidelenses, terão ainda mais estima e orgulho na cidade de Penafiel".
Se a "correcção de mazelas que o tempo maculou a cidade", for igual às requalificações que já foram feitas, eu diria: não muito obrigado. É só olhar a pandemia do granito que se abateu sobre a cidade, que a deixou cinzenta, descaída, feia, doente...
Faz lembrar, e salvaguardando as devidas proporções, o que aconteceu no Porto, quando Rui Rio assassinou a Avenida dos Aliados. Penafiel está parecida, com aqueles calhaus a servir de passeios. É mau de mais para ser verdade.

O mais impressionante nesta história, é ouvir pessoas dizer que Penafiel está mais bonita. Eu não sei qual o conceito de beleza que esta gente tem. E para mal dos nosso pecados, parece que a "remodelação" vai continuar. Sr. Presidente da Câmara, o Sr. vai ficar na história de Penafiel como o grande predador de memórias. Eu lamento profundamente e a cidade também.

Vai dizer, se calhar que os recentes resultados eleitorais, lhe deram legitimidade para fazer o que entender deste nosso burgo. Eu acho que não.
Eu penso que um eleito de estragar não tem o direito.

Sr. presidente, ouve-se dizer por aí que a Praça Municipal vai ser alterada, ou antes, que vai ser destruída, dotando-a inclusive, de um piso como aquele dos passeios?

Um dia destes ainda vamos acordar e andar à procura de Penafiel...

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (2)

Na página dois do seu discurso, o Sr. presidente da Câmara, formula uma pergunta: "Como vamos poupar ao mesmo tempo que desenvolvemos o nosso território?"
Boa questão esta. Mas se Alberto Santos faz esta pergunta, é porque o verbo poupar nunca fez parte do seu vocabulário, nem da sua acção.

Será que vai deixar de gastar tanta verba, por exemplo, nas milhares de placas inaugurativas espalhadas pelo nosso território colocadas sem justificação, que não seja o nome do presidente perpetuado por tudo quanto é lado? Ou será que vai ser mais contido nas excursões para homenagear os avós do concelho?

Mais adiante é dito que: ... todos temos de colocar a razão à frente do sentimento bairrista e paroquial e decidirmos em função de critérios lógicos, para não virmos a ter equipamentos desnecessários e duplicados..."

Aqui não percebi a mensagem. Só se Alberto Santos, estiver a chamar a atenção para a possibilidade da existência de, num futuro próximo, de um Shopping e dois campos de futebol para o nosso maior embaixador FC de Penafiel, um em Leiras, o actual, e outro na futura e nova centralidade em Novelas.

Este ponto dois termina, com uma ponderação que o Sr. presidente fez na sua intervenção para valores como a pobreza, a solidão, a empregabilidade e a habitação. Eu só pergunto: O que é feito da "rede contra a pobreza" que foi apresentada na Câmara com pompa e circunstãncia, em 2004?

Alberto Santos, como dizia há dias um amigo, é um bom gestor de ilusões. E as pessoas ainda não perceberam isso. Nem chegarão a perceber.

Até já...

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (1)

Eu queria falar aqui um pouco do discurso do Sr. presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos, proferido na cerimónia de tomada de posse de todos os eleitos em 11 de Outubro.
Começo por dizer que não gostei. Não gostei mesmo nada. Não gostei e passo a dizer porquê:

Praticamente no início do seu texto, diz assim, esperando não descontextualizar: "Os penafidelenses quiseram saber das propostas de cada projecto,(estamos a falar de eleições) detiveram-se na forma de fazer política de cada um dos protagonistas..."

Eu pergunto: mas que projecto, Sr. Dr. Alberto Santos? O Sr. não apresentou qualquer projecto. Depois teria havido algum votante na sua lista que se tenha preocupado com algum projecto para a partir daí exercer um voto consciente e eslarecido?

Os votantes, dirigentes e candidatos da coligação "Penafiel Quer" andaram preocupados, isso sim, foi se Sousa Pinto criticava ou não criticava, se Sousa Pinto era ou não maldizente. Se falava bem ou falava mal. Se era ou não do bota abaixo.

Mais adiante e ainda na primeira página eu retirei o seguinte: "Não nos perdoariam as futuras gerações se em vez de tratarmos do essencial, de agirmos pelo bem comum, de nos concentrarmos naqueles que de nós precisam para viver melhor, passássemos... procurássemos... ocupássemos..."

Claro que perdoariam, como perdoaram. O resultado está aí.

Para terminar esta primeira abordagem ao discurso do presidente da Câmara, faço notar o seguinte passo: "O povo, como sempre na sua diáfana sabedoria, sabe na hora certa separar o trigo do joio, sabe apartar a fruta da rama".

Aqui o meu silêncio é ensurdecedor...

Até já...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PENAFIEL, UMA TERRA DE AFECTOS

Hoje na cerimónia de tomada de posse do novo executivo camarário, a determinada altura da sessão, eu estava de pé e não havia mais lugares no auditório do museu. Entretanto chegou sua excelência o engenheiro Guedes da Aveleda e foram logo a correr buscar uma cadeira para o Sr. engenheiro se sentar. Eu continuei de pé. Tudo bem. Afinal eu preciso de crescer e o Sr. da Aveleda sempre tem um prestígio mais alto que o meu. Eu meço 1,70 e ele deve andar pelo 1,80.
Já tinham acontecido coisas destas quando cá esteve o José Saramago, em que o envolvido foi um Juiz, só que esta pessoa teve muito nível ao recusar um lugar nas filas da frente. Eu vi. Entretanto, Penafiel é uma terra de afectos, pelo menos há quem o diga.
Um dia destes vou falar do "discurso do método" de Alberto Santos, que hoje foi empossado mais uma vez como presidente da Câmara Municipal de Penafiel.

Não tenho foto da cerimónia. O Napoleão atrasou-se. Eu queria "gamar-lhe" uma...

sábado, 24 de outubro de 2009

O CATÓLICO DIRECTOR

Fiquei muito surpreendido (pensando bem, se calhar até não) por um jornal de Paredes, que por acaso até tem nome de telenovela da TVI, não ter trazido na sua última edição, qualquer reportagem, qualquer notícia sobre um dos maiores acontecimentos a que Penafiel já assistiu: a visita de José Saramago envolto numa "Escritaria".

Mas o seu director, um empedernido (apesar de jovem) católico, no seu editorial disse tudo. Não gosta dele, não gosta do Saramago e ficou muito ofendido na sua sensibilidade pelas palavras proferidas pelo Nobel da Literatura. Se calhar este senhor, deve ser mais um dos que aplaudiram em 1993, a inquisitória atitude de Aníbal, Lopes e Lara, quando proibiram o "Evangelho Segundo Saramago" de participar num prémio de literatura internacional. Deve ser um tipo de atitude que conhece muito bem, na medida em que...

Há cerca de meio ano, eu ainda escrevia no tal jornal de Paredes. Então, e apropósito de nomes de rua de Penafiel eu disse (escrevi) num texto que o nosso padre Albano nem nome de rua merecia. Então o democrático director, cortou religiosamente essa frase porque, (disse ele) tinha muito respeito pelos párocos. Não acreditam? Acreditem que foi verdade.

Não vou falar do meu despacho pela porta fora, como cronista das páginas desse mesmo jornal. Já tudo foi dito acerca disso, em que elementos da democrática coligação "Penafiel Quer" também tiveram a sua cota parte de responsabilidade neste triste e salazarento episódio.
Por isso não me admira que o Sr. Director tenha "escondido" o Saramago, porque este não acredita em Deus nem na Bíblia.
Engraçado que eu também não...

AS BRIGADAS HIGIÉNICAS

Isto é uma foto que eu tirei a uma parte de um texto que vem num jornal de Paredes, assinado por um maníaco anti-animal. Tadinhas das crianças provincianas que não mais poderão contactar com o que apenas vêm pela televisão.
Sabe senhor maníaco anti-animal, estas brigadas higiénicas estão a pensar em sugerir aos Cardinais e Chens deste circense país, que em vez de leões, macacos ou tigres, utilizem "burros", como alguns que eu conheço, que andam por aí a aplaudir touradas e outros espectáculos de tortura...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ALBERTO SANTOS COMUNISTA?????????

Se não é comunista, então o que é? Não me refiro a José Saramago, estou a falar de Alberto Santos, o nosso presidente da Câmara. A sorte dele nas eleições, foi ter realizado estas “Escritarias” depois de 11 de Outubro, senão era como diz o outro: Já foste!

Esta malta de direita (a maioria) toda virada para o aimeudeus, fazia-lhe a cama. Fazia uma campanha eleitoral contra ele, que o presidente em vez de ir cantar vitória para o Campo da Feira, ainda acabava numa inquisitória fogueira. Penso que Alberto Santos calendarizou bem as coisas, não fosse Deus tecê-las.

Mas é comunista porquê? É comunista e está mesmo à vista de óculos.

Então logo nas duas primeiras “Escritarias” que se realizaram em Penafiel, vieram cá dois ateus, dois vermelhos, dois comunistas de primeira linha. Primeiro foi o estalinista Urbano e agora o anti-cristo Saramago. E depois sabem quem veio a acompanhar estes dois “comunas”? Foi um outro “comuna”: o José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores.
Alberto Santos não traz cá no próximo ano o “Manuel Tiago” porque o Álvaro Cunhal já nos deixou, porque senão era mais um terramoto com epicentro nesta cidade. Não havia escala de Richter que aguentasse.

Penafiel foi de facto epicentro de um terramoto, com Saramago a fazer algumas considerações, quanto a mim pertinentes e correctas, mas que virou tsunami, tenha-se em conta as reacções da velha e caduca igreja católica, com a padralhada logo a rezar mais alto: “Vozes de burro…”
Mas parece que os ecos do autor de “Caim”, chegaram a Jeruzalém. E agora? E se os judeus vierem por aí abaixo e lançarem umas “bombocas” em cima da Igreja da Misericórdia. Nem o Museu se safava. Também não fazia mal, era da maneira que já não pagávamos bilhete para lá entrar.

Ainda para ajudar a à missa, (salvo seja), a sorte de Saramago, de Alberto Santos e de Penafiel, é que Ariel Sharon está em coma há quatro anos e não leu “A Escrava de Córdova”. Vejam a nossa sorte. Não ficava pedra sobre pedra. É que o primeiro trabalho do novel escritor penafidelense é um hino à sociedade árabe. Ainda tínhamos de pedir socorro a um qualquer Azebulah.

Mas se algum atentado terrorista ocorresse em Penafiel, de quem era a culpa? A quém é que iríamos pedir contas? Bem sabemos que José Saramago foi quem falou. Que foi o Nobel quem escandalizou o mundo católico, com as suas afirmações. Que foi o “lanzarote” quem abanou algumas mentes inertes no escuro da ignorância. Mas quem o trouxe a Penafiel? Quem o convidou? Pois foi. Foi o “camarada” Alberto Santos que é useiro e vezeiro nestas coisas.
É que já foi a terceira vez que o nosso presidente “vermelho”, abriu as portas desta nossa cidade ao autor d´ “O Evangelho…”, o tal livro que os “laranjas” Silva, Lopes e Lara vetaram, que proibiram que concorresse a um prémio literário internacional em 1993. Lembram-se? claro que não se lembram.

Eu que até nem sou muito favorável às “Escritarias”, porque penso que aqui, há mais cultura da festa, do que festa da cultura, dou um “Bom” a este evento. Valeu a pena a esta cidade que foi grande, sendo ela pequena.

Não queria terminar este texto sem deixar no ar esta questão. Se de facto Alberto Santos é comunista, por que é que leva os avós de Penafiel à missa em Fátima? Vá-se lá saber…

Ilustro este texto com uma foto que é um hino ao amor. Saramago bebeu Pilar de uma trago…

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

UMA DESGRAÇA MOURA

Vou aqui reproduzir um texto de opinião que veio publicado no DN, desse grande intelectual, poeta, romancista, tradutor, ensaista e fascistóide, social democrata que dá por nome de Vasco Graça Moura:
Depois se quiserem ler algumas reacções a este mesmo artigo é logo a seguir.

Então lá vai disto:


"Em matéria de eleições, sempre houve que distinguir entre legitimidade e razão. Não pode discutir-se a legitimidade dos resultados das legislativas. Já não é assim com a apreciação da razão que assista a quem votou neste ou naquele sentido. Se assim não fosse, não poderia discutir-se o resultado da eleição de Adolf Hitler em 1932 e as suas macabras consequências.
Por isso, não tenho uma vírgula a alterar ao artigo que publiquei há duas semanas no DN sob o título de "Mais do mesmo" e que me valeu as iras furibundas de uma harpia radiofónica e destemperada que não percebeu nada do que leu.
Não tenho tempo nem pachorra para armar em Pigmaleão de gajinhas analfabetas e espevitadas, mas sempre lhes direi que não é verdade ter ficado nos últimos lugares dos rankings, aliás absurdos, que a imprensa fez do trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu (as críticas que Jamila Madeira em tempos fez sobre o assunto são modelares e não vale a pena voltar a pegar nisso).
E tão pouco é verdade que, na área da cultura, segundo a conspícua criatura vociferava na rádio, se tenha esperado em vão que eu tivesse feito alguma coisa. Entre muitas outras matérias de que me ocupei, não apenas na área da cultura, e de que dão sumária conta as 500 páginas do meu livro AnotaçõesEuropeias (Lisboa, Bertrand, 2008), encontram-se os relatórios de que fui autor relativamente a dois diplomas essenciais para as políticas culturais da União: trata-se dos relatórios relativos aos programas-quadro Cultura 2000 e Cultura 2007-2013. Disto têm sobejo conhecimento todas as estruturas interessadas de agentes e operadores culturais nos Estadosmembros, incluindo Portugal e os gabinetes dos seus sucessivos primeiros-ministros e ministros com intervenção nessa área...
Mas não vale a pena gastar cera com ruins defuntas. O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou. Levará o País aceleradamente na pior das sendas. O Presidente da República não tem, nem pode ter, a mínima confiança na personalidade que vai ser forçado a indigitar para primeiro-ministro e, por identidade de razão, no seu Governo. Isto nunca poderá dar bom resultado.Outra evidência é a de José Sócrates nem sequer precisar de se preocupar com o recrutamento de novos ministros. Se ganhou as eleições com a inqualificável porcaria do Governo a que presidiu durante quatro anos - e era impossível ter governado pior -, bem pode continuar a esperar que em próximas eleições as coisas se passem de igual modo, pelo que mais lhe vale não mexer na equipa vencedora…
Sócrates não só é de uma incompetência clamorosa e verbosa, como é absolutamente incapaz de qualquer espécie de boa governação. Contaminará todos os membros da sua equipa que porventura tenham a veleidade de alterar o presente estado de coisas e de tirar o País do buraco sem remédio em que os socialistas o meteram. Se não contaminar, tratará de os pôr na rua ao fim de dois ou três meses, como aconteceu com Campos e Cunha.
Com esta ou outra qualquer tropa fandanga, Portugal está condenado à demagogia e ao facilitismo, à propaganda desenfreada da acção do Governo, a catadupas de medidas avulsas e desconexas, sem fundamentos sérios, sem pertinência e sem resultados positivos, ao desagregar do pouco que ainda se mantém de pé, à ruína completa de todas as dimensões da sua vida colectiva, à descaracterização total da sua identidade e até ao risco sério do fim da sua independência.
Por tudo isso, é essencial que Manuela Ferreira Leite cumpra o seu mandato até ao fim. Para já, no ensejo da discussão do Orçamento do Estado, só ela estará em condições de traduzir politicamente e tecnicamente na Assembleia da República as objecções de fundo que o projecto de Orça- mento não deixará de suscitar. Terão necessariamente de ser do seu comando e da sua responsabilidade, como chefe do maior partido de oposição, as reacções ao documento e a demonstração dos seus erros ou dos seus vícios ocultos. E, last but not least, a preparação das bases de uma continuidade consequente do PSD na oposição. É preciso acabar depressa com o próximo Governo!"

In DN - 14/10/2009



GeorgeRupp
14 Out 2009, às 12:26 - Portugal - Lisboa
A profunda estupidez deste artigo, revelando uma raiva descontrolada, demonstra "ad nauseam" a absoluta necessidade de VGR se dedicar a tempo inteiro a outras actividades, para as quais tem inegavelmente mais talento.

SeverinoSenior
14 Out 2009, às 12:10 - Portugal - Faro
Pouco letrado e apenas com a "Escola da Vida",eu responderia ao Homem da Cultura,Vasco Graça Moura,em duas curtas frases:- Sobre a sua obra...."quando o seu trabalho falar por Si,...não o interrompa"!. No problema do eleitorado:- "Substitua-se o Povo em vez dos dos Politicos"!. Parece-me um lema ditadorial!!!

Reinaldo Santos
14 Out 2009, às 12:07 - Portugal - Porto
O DN não pode ter um critério tão permissivo aos seus "opinadores", que lhes permita insultar duma forma tão suez , todo um povo, "a que este VGM" nos vem habituando. Com esta mente preversa e doentia,sinto-me ferido na honra, como qualquer português, motivo bastante para o processar juridicamente. Aguardo adesões e atitudes firmes do DN e ERC.

Nick Bolas
14 Out 2009, às 11:29 - Portugal - Lisboa
Concordo no fundamental com o artigo. O autor devia no entanto tentar perceber as razões pelas quais o povo português não percebeu a urgência da situação em que nos encontramos. Também me parece que é, cada vez mais, uma voz isolada neste jornal. Não me parece que os seus artigos interessem a militantes do PS.

vitor fortes
14 Out 2009, às 10:19 - Portugal - Lisboa
Defender cavaco na questão das escutas, ou culpar socrates pelo assunto, é tão profundamente estupido que nem merece comentário. VGM percebeu o que disse cavaco? é que só quem não entenda do assunto é que percebeu. e isso diz tudo. o que mais odiei em cavaco, foi que me pôs a concordar com a odiosa Ana Gomes: o presidente está xéxé, é patético e é preciso ter paciência.

Francisco Brotas
14 Out 2009, às 10:02 - Portugal
Relativamente aos comentários que faz sobre as eleições,não posso estar mais em desacordo.O Dr Salazar,se fosse vivo,decerto aplaudiria de pé.Eu compreendo que esteja mal disposto por o seu partido não ter ganho as eleições,mas não é preciso começar a disparar em todas as direcções.Saber perder é uma virtude.E deixe de chamar estúpido ao eleitorado.Afinal o povo é quem mais ordena.

DELFIM GOMES
14 Out 2009, às 09:52 - Portugal - Lisboa
"Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão ?"O povo só não revela estupidez quando vota nos "nossos"!.Democratas destes,não,obrigado !

Silva Ferreira
14 Out 2009, às 09:29 - Portugal - Lisboa
Este Senhor que se diz da área da cultura , é na verdade uma criatura sem educação nenhuma e com uma mentalidade obtusa, então só porque as pessoas não têm a mesma opinião dele são apelidadas de estúpidas, será que a inteligencia e a capacidade de opinar é só propriedade deste Senhor? relativamente ao seu partido o Senhor ainda não consegui perceber que os eleitores não o querem no governo?para u

Swimfan
14 Out 2009, às 08:55 - Switzerland
Para que conste: em Portugal, nunca votei socialista ou social democrata. Compreendo a frustração de VGM tendo em conta a "cruzada" que tem feito por Manuela Ferreira Leite, mas comparar, ainda que por sugestão, as últimas eleições legislativas com as que ditaram a subida ao poder de Hitler, deveria envergonhar quem assim pensa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O CIRCO SEM ANIMAIS

O dia 12 de Outubro foi um dia muito importante para mim. Muito importante, de facto. Devo dizer que foi um dia histórico. O que aconteceu tornou todos os resultados das eleições autárquicas uns simples fait-divers. Quero lá saber se Alberto Santos ganhou, ou se Sousa Pinto perdeu. O que eu sei é que a partir de ontem, é proibido por lei, o uso e a exibição de animais nos circos. A partir de ontem, quem gostar de circo vai ter se contentar com as piruetas dos homens e dos palhaços. Estou muito feliz. Muito mesmo...
Pode ser que com isto esteja mais perto o fim de qualquer tipo de touradas e dos rodeios que a nossa "magnífica" câmara municipal há tempos trouxe a Penafiel, lembram-se?
Só queria que vissem bem a foto que acompanha este texto.
O domador foi pó c...
Teria sido o Chen ou o Cardinali?
Vivam os animais. Vivam as pessoas, que respeitam os animais. Um abraço aos meus amigos Meireles, Ildebrando, Maria José e em especial à Senhora Margarida que está lá no céu a aplaudir esta medida...
Já agora se o Dr. Alberto Santos ler este blogue, eu peço-lhe, que não faça a poda das árvores em frente à câmara municipal. Deixe os pássaros procurar calma e naturalmente outro local para ficar...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

OBRIGADO PENAFIEL !

Não tem que agradecer, Dr. Alberto Santos.
Eu não sei até que ponto aquele painel se justifica. Eu acho que até é algo abusivo. Vamos por partes: O Sr. presidente da Câmara Municipal, agradece a Penafiel pela sua eleição, logo está agradecer a quem votou em si. Logicamente que não está a agradecer a quem não lhe deu voto. A questão é esta: de que terra serão as pessoas quem não votaram em si? E olhe que foi a maioria!
É verdade, a maioria dos eleitores penafidelenses não o reelegeu. Portanto o Sr. Dr. Alberto Santos, não tem que agradecer a Penafiel, mas sim aos 30 mil eleitores desta terra que lhe deram o voto de confiança.Sr. presidente da Câmara, Sr. Dr. Alberto Santos, de facto o Sr. ganhou as eleições. Mas a haver derrotados, esses não foram os que em si não votaram. A grande derrotada foi a nossa terra, foi a nossa cidade, foi Penafiel. O futuro (e queria estar enganado) o vai confirmar. Tendo em conta os oito anos anteriores...
Voltando atrás. Afinal de que terra serão os que não votam em si?

domingo, 4 de outubro de 2009

FIM DO FOLHETIM - Mentir Penafiel

Chegou assim ao fim esta trepidante aventura, em que se contaram, em que deu nota das trinta razões para não se votar em Alberto Santos nas próximas eleições autárquicas.
Falei de muitas coisa. Não falei de tudo. Não mencionei por exemplo, os problemas relacionados com o ambiente, o esbanjamento de dinheiros públicos, o défice democrático, a baixa eleitoralista do IMI, a toponímia, os comícios municipais, a bracalândia, o teleférico, o prédio dos machadinhos, o esquecimento” de funcionários da edilidade por razões ideológicas, o caldo e a bordaleza etc., etc.
Agradeço a todos os que me leram. Quem gostou, tudo bem. Quem não gostou, que ponha na beira do prato, que eu também não gosto de muita coisa que por aí se vai dizendo, fazendo ou não fazendo.

Pode ser que depois das eleições, eu venha aqui falar de algumas razões porque se devia ter votado em Alberto Santos...

CAPÍTULO XXX - Tanto Espaço Abandonado

Neste folhetim eu teria que incluir um capítulo dedicado ao grande espaço camarário que está defronte às Mercearias Pedro, na rua Abílio Miranda.
Há tanto tempo que ali está imprestável. Serve de vez em quando para colocar os carros dos bombeiros ao sol.
Houve quem quisesse ali construir uns novos Paço do Concelho que não me pareceu uma grande solução. Câmara temos nós que chegue. Temos e de que maneira, tanta que Alberto Santos até se deu ao luxo de ceder o espaço do antigo magistério para a ensino superior.
Alberto Santos não pega naquele espaço porquê? Porque não constrói ali alguma coisa que venha a beneficiar esta terra e os penafidelenses? Será que já estamos bem servidos de tudo? Não temos carências ao nível mais básico? Está tudo bem então?
Claro que não está tudo bem. É evidente que há muitas coisas que faltam em Penafiel. Por isso é que eu vim para aqui com este folhetim. Eu vou falar de algo de extrema importância. Vou lançar um lamiré, correndo o risco de ser um tanto demagogo ou delirante, o que não me parece, porque nada é impossível.
O Dr. Alberto Santos, ou alguém do seu executivo, precisou de cuidados médicos no hospital Padre Américo? Nunca lá esteve nessa qualidade? Vá lá e veja o que se passa. Se lá for nem acredita como aquilo funciona. Eu só digo e não exagero. Até tenho medo de lá ir. São montes de doentes em cima de montes de outros doentes à espera de chamada. Muita gente espera muito tempo, para ser atendida. Uma desgraça. Uma miséria. Até faz doer tudo e muito.
Mas o Dr. Alberto Santos não vai lá. Não sabe, que é necessário mais uma unidade hospitalar em Penafiel para suprir problemas como estes. Penafiel não tem unidades de saúde que chegue. Esta falta é gritante.
No espaço da antiga serração, podia-se criar, em articulação com o poder central, um banco de urgências, para libertar o hospital do Vale do Sousa da asfixiante afluência de uma região inteira que só prejudica a saúde dos mais pobres. Alberto Santos não é arrojado, não tem coragem, nem apetência para resolver problemas como este. Um problema gravíssimo afinal.

CAPÍTULO XXIX - As Placas Inaugurativas

Não tenho dúvidas. Penafiel inventou uma nova modalidade na área do atletismo. Sabemos pois da existência nesta área desportiva, do lançamento do peso, do martelo e do dardo. O que desconhecíamos era o lançamento de primeiras pedras em que o nosso executivo é mestre.
Quase todas as semanas deste ano houve provas destas. E a entrega-las à posteridade, para além das fotos dos jornais locais, estão as respectivas placas referentes a tais cometimentos.
Serão milhares estas placas pelo concelho. Serão milhões se a estas juntarmos as placas relacionadas com reabilitações, recuperações, requalificações e outras manifestações. A mais pequena obra tem direito à sua placa. Eu nunca tinha assistido a semelhante obsessão pela colocação destas tabuletas por tudo quanto é canto desta terra. Um bom negócio para o fabricante, que não deve ter mãos a medir.
É o culto da personalidade, em que o nome é mais importante que a própria obra. Veja-se a diferença de atitude entre dois presidentes desta terra. Um, Justino do Fundo, que foi quem construiu e inaugurou o pavilhão Fernanda Ribeiro, em que a placa inaugurativa não contém o seu nome. Outro, Alberto Santos, que apenas fez obras de reparação no mesmo pavilhão, teve direito a uma placa com o seu nome gravado.
Paradigmático…

CAPÍTULO XXVIII - As Condecorações Camarárias

Eu tinha que trazer aqui as homenagens, nomeações e condecorações que todos os anos são atribuídas e distribuídas pela Câmara Municipal, no dia da cidade, no dia 3 de Março.
Já vem de trás uma certa mania de condecorar a torto e a direito, assim tipo “Foge cão, que te fazem barão. Para onde se me fazem, conde”.
Lembro-me de há uns anos este executivo, não sei porque carga de água, ter homenageado e condecorado um ex-presidente de Câmara, que por acaso foi o principal responsável pela destruição da antiga Praça do Mercado. Houve um ano que se condecoraram uns tantos padres. Vá-se lá saber porquê. Fiquei com sérias dúvidas quanto à justeza da atribuição desse galardão a esta gente. Mas tudo bem. Por aí não veio mal ao mundo. O mal foi a dualidade de critérios que veio a seguir. E então o nome de Justino do Fundo, não estava em agenda? Não se lembraram dele porquê?
Alberto Santos foi alertado para o seu nome que merecia igual tratamento. O executivo não quis saber, ignorou, tendo todo o tempo do mundo para o fazer ainda com vida, e com isso fazer justiça a um nome que fica para a história de Penafiel. Mas o silêncio foi total.
Veio a morte de Justino do Fundo, autor de uma obra ímpar nesta terra e então a edilidade logo tratou de disponibilizar uma data para a respectiva homenagem póstuma deste ilustre cidadão. Foi tarde e a más horas. Alberto Santos e companhia não estiveram à altura dos acontecimentos. Foi uma tremenda injustiça que foi praticada por este executivo. Foi um mau serviço prestado a Penafiel e a um dos seus maiores servidores.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CAPÍTULO XXVII - Museu Municipal de Penafiel (2)

Volto ao Museu Municipal de Penafiel. Desta vez é para falar do discurso do Sr. presidente da Câmara Municipal, Dr. Alberto Santos aquando da inauguração deste tardio equipamento cultural.
Na sua intervenção, Alberto Santos diluiu, esbateu ostensivamente o nome do principal responsável desta referência da nossa cidade e do nosso concelho. Ao mencionar vários nomes como potenciais autores deste empreendimento, como Justino do Fundo, Abílio Miranda e até Pedro Guedes, se calhar ainda podia ter recuado mais longe, o presidente da edilidade não quis reconhecer o nome de Agostinho Gonçalves (embora tivesse falado nele) com o grande mentor daquele novo espaço do conhecimento penafidelense.
Claro que Alberto Santos teve mérito no acabamento da obra. Mas tem tanto como Agostinho Gonçalves teve ao terminar as obras da Biblioteca Municipal, que foi obra de Justino do Fundo.
Não acho que seja importante saber-se quem fez ou deixa de fazer. Mas como os políticos gostam de ver o seu nome em tudo quanto é sítio, como se geram enorme discussões pela obra feita, aqui deixo este reparo para que se veja ou tente ver as coisas como realmente devem ser vistas.
Gostaria ainda de lembrar as palavras do Dr. Fernando Malheiro. “Os políticos, em vez de fazer festa, deviam era pedir desculpas pelo tardiamento da abertura de certos equipamentos básicos”. Acho que tem toda a razão.

CAPÍTULO XXVI - As Esplanadas da Cidade

Num dia do mês de Junho, a população foi confrontada com uma movimentação completamente inédita: a distribuição de mobiliário de esplanadas por cafés e restaurantes da cidade.
Devo dizer antes de mais que eu sou a favor das esplanadas embora não tenha grande predisposição para lá estar sentado à espera que a vida passe. Mas que gosto de as ver todas esplanadas por aí fora, gosto de facto.
Mas o que me fez e faz alguma confusão, é que esta atribuição de cadeiras, mesas e chapéus de sol com aquela tão famosa frase “Sentir Penafiel” teve um carácter gratuito.
Eu pergunto, de graça porquê? Por acaso a Câmara deve alguma coisa aos comerciantes de cafés e restaurantes? Os cafés, as imperiais, os pirolitos, as laranjadas passaram a ser de borla? Que eu saiba não. Ah está bem! Dizem-me aqui ao lado que é ano de eleições. Pois é, está tudo dito.
Para mim, a atenção que a Câmara devia ter em relação aos cafés e restaurantes da cidade era isenta-los de impostos durante o verão. Já era bem bom.
Depois e na minha opinião, se aquele mobiliário é arrojado como o Sr. presidente da Câmara, Dr. Alberto Santos disse, talvez tenha razão. De facto é preciso ter algum arrojo em apresentar umas esplanadas tão pobrezinhas na cor e no desenho. Penso mesmo que alguns cafés e restaurantes já antes tinham melhores mobiliários, logo mais airosas esplanadas. Que o digam o Cantinho, o Alvorada, a Nova Doce ou Aliança, por exemplo. Se calhar foi para dizer com o cinzento dos passeios…

CAPÍTULO XXV - Os Passeios da Cidade

Para quem só via o cinzento do tempo dos socialistas, precisa de tratamento quem anda curto das vistas. Diz alguém que eu bem conheço.
De que cor são aquelas coisas largas que estão perto das montras do nosso comércio tradicional? Claro que são cinzentas pintalgadas de pastilhas elásticas por todo o lado. São assim os nossos modernos passeios.
Haverá alguém que de boa fé ou não comprometido com as politiquices desta terra, goste do serviço que ali está? Eu acho que não. Basta ter alguma sensibilidade. A mais importante avenida de Penafiel está feiíssima. Foi mais um atentado, é mais um atentado à nossa penafidelidade. Perdeu-se ali uma grande oportunidade de requalificação, de uma verdadeira requalificação daquele espaço.
Alberto Santos perdeu uma grande oportunidade de fazer uma obra que, esta sim, esta é que falaria por si: uns passeios não tão largos (menos dois metros de cada lado), com calçada à portuguesa, decorados com motivos alegóricos penafidelenses. Deveria ter coragem de ter alargado o separador central, calcetado com granito em pequeninos cubos de várias cores e plantado árvores de dez em dez metros. Agora é só imaginar a beleza que dali sairia.
A Câmara quis homenagear o granito, dotando os nossos passeios com aquela cinzentice que não lembra a ninguém. Ali está mais um mau serviço prestado a Penafiel.
Já agora porque não homenageou o granito nas ruas da Vila Gualdina, que as atapetou com o negro, quente, e inestético alcatrão?

CAPÍTULO XXIV - O Prédio da Saudade

Ora aqui está mais uma das muitas jóias que Penafiel possui. Esta é mesmo de estaleca. Só lhe falta a colocação numa das paredes exteriores, da histórica frase “Sentir Penafiel”, assim a modos como se tratasse de um pavilhão gimnodesportivo.
Já muito se falou disto. Mas o mais interessante é que há gente que consegue gostar deste pinasco. Há quem diga que os gostos são relativos. Mas eu digo que a cor partidária estraga o gosto e altera a visão a muita gente. Por sua vez, os responsáveis por este trabalho tão fadista, dizem que está conforme a lei e ponto final.
Eu não sei como é que uma lei pode ter duas ou mais interpretações. Porque é que em matéria de construção, e aqui nesta zona, uns recuam e outros não? Assim como também não entendo como em matéria de harmonia urbanística, esta ande de todo arredada por estes lados.
Por outro lado sei muito bem que estas obras falam de facto por si. Assassinaram assim uma rua, uma estrada, uma entrada na cidade e toda a possibilidade de alargamento de horizontes, na zona da Saudade.
São estas as marcas dos mandatos de Alberto Santos, que vão deixando Penafiel mais pobre e mais triste.
Uma nota final para estranhar como é que Penafiel recebe tantos prémios urbanísticos, qualidade de vida e mobilidade. Vá-se lá saber. Eu não sei…

A foto é de autoria de Fernando José de Oliveira

CAPÍTULO XXIII - As Placas Toponímicas

Mais uma vez o cinzento a imperar. Mais uma vez o mau gosto a maltratar Penafiel. As placas toponímicas de Paredes, por exemplo, não sendo nenhumas obras de arte, estão melhores que as nossas. E as do Marco de Canaveses, estão muito melhores que as de Paredes.
Penso que a Câmara devia ter dado uma volta para ver como param as modas nesta matéria. Copiar coisas bonitas não é feio, nem parece mal. Nem copiar os nossos responsáveis autárquicos sabem. Quando foram a Paris, podiam ter trazido alguma novidade, o que não aconteceu.
Letras pretas em fundo cinzento, é inestético e não tem boa visibilidade. Eu ainda vou por letras pretas em fundo branco, como na foto acima. Actualmente, algumas placas têm caracteres a mais e muito pequenos.
Eu cheguei a falar disto. Eu cheguei a escrever para a Junta de Freguesia de Penafiel e Comissão Toponímica já há algum tempo. Dou o exemplo da rua Dr. José da Paz junto ao Intermarché e do seu irmão no Cedro. As pessoas têm que parar para ler aquele texto. Uma placa toponímica funciona como um cartaz, que não é para ser lido e sim para ser visto.
Mais uma vez Penafiel no seu melhor. Mas os responsáveis desta nossa urbe, lá vão cantando e rindo, ignorando tudo e todos, na paz Angélico (a)...

CAPÍTULO XXII - O Edifício do Paço

Não duvido que aquele espaço seja ou venha a ser muito positivo para a cidade de Penafiel. Não duvido que o interior do edifício do Paço esteja uma categoria. Até porque o regresso do ensino superior a Penafiel é sempre de aplaudir. Mas também não duvido que o seu exterior seja lamentável, seja um atentado à paisagem penafidelense.
Como se pode confundir o velho com o novo. Eu aceito o modernismo, quando ele é de raiz. E respeitar o classicismo é respeitar a matriz, diz alguém e tem razão.
Poderão alvitrar, que há quem goste e quem não goste, como se estivéssemos a falar de gastronomia. Podem dizer que é subjectivo, como aquilo estivesse confrontado com algum grau de subjectividade. O que ali está é de facto uma obra de muito mau gosto. Todos nós sabemos que de obras estava a precisar. Mas o que não precisavam era de aquele espaço encaixotar. Está ali uma obra que não dignifica quem quer que seja, seja quem traçou, seja quem assinou tal projecto. Aliás, aquilo até está torto. A obra moderna, não está paralela com a antiga fachada. Isto não devia ter acontecido. Como diziam na antiguidade: até as coisas úteis podem ser belas”. Mas em Penafiel isso não acontece. E não é só por esta obra. Há mais, a gritar em plenos pulmões da sua feiosidade. E se calhar ainda vamos ver mais coisas tristes, como esta. De modernidade em modernidade, Penafiel lá vai sucumbindo.

CAPÍTULO XXI - A Nova Centralidade de Novelas

Penafiel vai ter uma nova centralidade. Vai ser ali nas fraldas da cidade. Novelas foi a freguesia contemplada. Quando a cidade se desertifica abre-se eventualmente um novo espaço de dispersão que sinceramente não acredito. Aquilo não vai ser nenhum centro de atenções, apesar das promessas de um Shopping, de um estádio, mais habitação e arranha-céus marcante.
É evidente que ponho em causa estes empreendimentos privados. E há razões para isso. Para quê um novo campo de futebol. O actual campo de Leiras está assim tão ultrapassado? Acho que ainda está ali para as curvas, isto é para as descidas e subidas de divisão. E depois ainda há pouco tempo se gastou umas centenas de milhar de euros a construir uma nova bancada. É necessário uma nova catedral de consumo? Também acho que não. Há já nesta zona do Vale do Sousa, espaços comerciais às moscas. Toda a gente vê e sente isso. E quanto à habitação? Se há crise na construção civil é porque há muita oferta neste sector. Se há muita oferta é sinal de que nesta matéria o melhor era estarmos quietos. E o propalado arranha-céus é para quê? Marcante porquê? Será só para dar emprego? Não vamos por aí.
Tenho a informação que naquele espaço em Novelas era suposto instalar-se equipamentos públicos, e não vaidades privadas e desnecessárias.
Penafiel precisa de facto de se abrir mais um pouco. Mas penso que este não é o melhor caminho.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CAPÍTULO XX - O Cine-Teatro S. Martinho

Aqui está um dos maiores falhanços de Alberto Santos, como presidente da Câmara desta terra. Nunca se incomodou com esta vergonha no coração da cidade. Um presidente e bairrista penafidelense, nunca devia ter voltado as costas a este buraco no centro do nosso mundo. Nunca se incomodou de aquilo já ter sido parque de estacionamento. Nunca se incomodou de também ter sido “tasca dos borrachões”. Não se incomoda de todos os dias por ali passar e ver um dos emblemas mais pobres e decadentes de Penafiel.
Oito anos depois do Cinema ir abaixo, Alberto Santos nunca disponibilizou verba para adquirir aquele espaço. Outras câmaras, não interessa quais, mais sensíveis nesta matéria o fizeram. Penafiel ficou para trás. Em vez de esbanjar fortunas em coisas mais que duvidosas, não interessa nomear, o executivo “Penafiel Quer” podia e devia ter feito ali qualquer coisa. Não fez. Alberto Santos, deve pensar que aquela história é coisa de velhos saudosistas. Não é não. O cinema ainda diz muito a muita gente. E aos mais novos, abrir-se-ia um novo espaço, uma nova realidade. E a cidade ficava mais completa, ficava mais cidade. Mas o que na verdade interessa para Penafiel, é o enduro, é o futebol, é a bordaleza, é a Volta a Portugal, são as excursões, são os papa-chiclas e outras coisas alimentares.
Dr. Alberto Santos, já agora OLHOS NOS OLHOS, diga-me como é que A OBRA FALA POR SI!

CAPÍTULO XIX - Dias Mundiais das Artes

Esta Câmara Municipal sempre foi avessa a comemorar dias mundiais das artes. Sempre passou ao lado da poesia, por exemplo. Nunca se lembrou de organizar um ou outro recital desta modalidade literária. E no Teatro? No teatro as coisas nunca foram melhores. Vou dar dois exemplos:
Vamos primeiramente lembrar o que sucedeu há três ou quatro anos em Penafiel. No dia Mundial do Teatro, que se celebra em 27 de Março, a minha terra em vez de assistir a um normalíssimo festival de teatro, porque tem grupos para isso, sabem a que é que assistiu? A um seminário sobre futebol. Muitas horas a falar daquilo que o “povão” mais gosta. Teatro, qual teatro. Isso é coisa de e para intelectuais de meia tigela.
No ano passado, a Câmara Municipal, sabendo que tem em Penafiel, vários grupos de teatro: Grupo Cénico Alma Juvenil, Teatro do Carmo Artes, Grupo de Teatro de Novelas e outros, porque eu sei que há mais pelo concelho, foi buscar uma parelha de palhaços alemães para fazer uma hora de mímica no pavilhão das feiras. Mais uma vez se gastou dinheiro com gente de fora, quando tem prata da casa que vale ouro.
Penafiel de há uns tempos atrás, não tem tido grandes oportunidades de assistir a teatro, não porque lhe falte uma sala de espectáculo digna desse nome, mas porque os poderes desta terra não têm grande sensibilidade para esta arte.
E no dia Mundial do Livro? Quantas feiras do livro a edilidade organizou? Zero.

CAPÍTULO XVIII - Visita a França

No princípio deste ano, uma imensa comitiva penafidelense, rumou a Paris. Foram perto de cinquenta os excursionistas. A “bandeira” mais representativa do concelho que levaram, foi a da “Penafiel Verde”.
De início eu pensei que eles tinham ido lá para jogar as cartas, à lerpa, ao “burro em pé”. Mas não foi nada disso. O que eles lá foram fazer, foi levar, mostrar, divulgar a cultura penafidelense. Mas, cultura da fina. Foram cantar. Mas cantoria da melhor. Qual Tony Carreira, qual quê. A mais famosa sala de espectáculos do mundo, o “Olímpia de Paris” abriu as portas a um grande festival de karaoke, um tipo de música muito dado por terras albardeiras. E Penafiel como tem um excelente grupo de karaoquenses, basta vê-los a ensaiar na Agrival, nem olhou para trás.
Paris até estremeceu. Paris ficou apaixonado com tanto charme. A Torre Eifel ficou de rastos. Foi um sucesso estrondoso, com a sala à pinha de presidentes de junta, a aplaudirem delirantes.
Nessa viagem cultural, até nem gastaram muito. Segundo o presidente da “Penafiel Verde” foram só 15.000 euros, porque quem encostou a barriga ao balcão foram os franceses. E depois aquela verba não tem grande expressão. São trocos para a Câmara Municipal. Muito mais recebe a pobretanas da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel todos os anos.
E foi assim a viagem a França. Foram contentes e vieram felizes…