quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

65 ANOS DO HOLOCAUSTO

FAZ HOJE 65 ANOS QUE OS ALIADOS CHEGARAM AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE AUSCHWITZ. PARA NÃO ESQUCER O HOLCAUSTO, AQUI FICAM ALGUMAS IMAGENS DA MAIOR TRAGÉDIA DO SÉCULO XX.





NA ROTA DOS VELHOS ANÚNCIOS

1956

O LIVRO VERDE DA MOBILIDADE

A Câmara Municipal de Penafiel apresentou recentemente e com a pompa habitual, um Plano Estratégico de Mobilidade da Cidade de Penafiel (PEMCP). Trata-se de um livro profusamente ilustrado e bem feito. Se calhar, um luxo pouco acessível ao comum dos mortais penafidelenses.
Do que eu compreendi, parece que vão haver profundas alterações e não apenas “correcções de mazelas”, como disse há tempos o nosso presidente da Câmara, Dr. Alberto Santos.
Todo o penafidelense bairrista, mesmo o de paróquia, quer é que esta terra progrida e ande para a frente, e eu tenho sérias dúvidas se os 10 milhões de euros que se vão gastar nos próximos cinco ou seis anos, sirvam para tirar Penafiel da “cepa torta”. Estou em crer que estes dois milhões de contos vão dar apenas para umas caríssimas operações de cosmética, que não irão ao encontro da promessa de uma cidade mais atractiva daqui a quatro anos, como promete a vereadora da mobilidade, eng.a Paula Teles.
É que esta requalificação já começou há alguns anos com a pandemia do granito que se abateu sobre os passeios da principal avenida da cidade, acinzentando-os mortalmente.
E que melhoramentos poderão advir deste PEMCP se como diz a minha opinião, já começaram mal? Os passeios estão largos, estão espaçosos, mas com aquele piso, estão feios. E depois, largura não é formosura. Estes passeios são autênticas ciclovias. As bicicletas têm de facto muita mobilidade num espaço que era suposto ser só para peões. Fico sem fala quando me dizem que a zona que vai do Café Bar até à Nova Doce está mais bonita. Cada um tem o seu conceito de beleza. Mas há muita gente, cujo conceito de beleza está ligado à cor partidária e por aí eu não vou.
Não sei o que vão fazer na Praça Municipal, mas parece que vão suprimir três ou quatro árvores a um dos nossos maiores ex-libris e retomar a cor mortiça do granito no resto dos passeios. Lamento que assim seja.
Na Praceta da Alegria é de facto necessária uma intervenção no que diz respeito ao estacionamento. Aquilo é uma bagunça de todo o tamanho. Mas é mirabolante a instalação (tanto quanto me parece) de uma passagem aérea e elevador, do antigo Posto de Turismo até à zona dos correios e finanças. As pessoas podem e devem andar a pé. Quem não quiser descer as escadas, vai à volta de um lado e ou do outro. Também não estou a ver uma rotunda junto às escolas Conde de Ferreira. O espaço é escasso, só se ela for do tamanho de uma moeda de um euro.
Saúdo a requalificação na zona de Puços. Qualquer intervenção naquele local será sempre positiva. Mas depois como vai ser feita a ligação da cidade para lá?
A zona das Lages vai dar uma grande volta, com tudo aquilo que para lá se prevê. Até uma praça de homenagem a António Nobre. Sim senhores. António Nobre, que não deixa de andar no colo de quem manda nesta terra. Foi assim no tempo do PS, é assim no tempo desta coligação de direita. António Nobre, claro, quem mais podia ser? Só se fosse o Daniel Faria.
Porque é que não transformam aquele local das Lages, num parque de estacionamento e campo da feira, “limpando” a cidade deste desusado e feio comércio de barracas?
Quanto à mobilidade em forma de automóvel, não entendo o desvio do trânsito, que vem do antigo hospital para a Rua Faião Soares e Rua do Bom Retiro, se bem que esteja de acordo que quanto menos trânsito na cidade, melhor. É que o fluxo de automóveis pode ser demasiado intenso, para umas ruas tão estreitas. Já agora quero dizer que o sentido do trânsito na rampa das freiras, está na minha opinião ao contrário. Deviam deixar sair e não entrar automóveis na cidade. E depois descer é mais fácil que subir, produzindo menos CO2.
Na rua da Saudade, o que lá fizerem, ficará condicionado pela insólita construção de um prédio quase no meio da estrada, que veio estragar tudo.
Como se pode compreender que queiram virar a cidade do avesso, quando ela já tem já o seu direito próprio há 240 anos? Não queiram transformar uma “velha” cidade , numa “coisa” nova.
Tenho para mim que para alindar a cidade, não era preciso tanto estardalhaço. Eu não precisaria de muitas palavras, nem tantas páginas para dizer como ficava linda e atractiva a nossa cidade. Não precisaria de tanta cerimónia, tanto holofote, tanto flash. Só me bastava um conjunto de sensibilidades em tamanho natural. E Penafiel seria com certeza, como dizia a brincar Justino do Fundo, a melhor terra do mundo.
Quando há seis ou sete anos, se iniciaram as obras de requalificação urbanística nesta cidade, Penafiel perdeu uma grande oportunidade de ser mais feliz. Penafiel perdeu muito, Penafiel morreu um pouco.
Eu sinceramente não acredito neste “livro verde da mobilidade”. Penafiel não vai ficar mais linda, nem mais atractiva. Vai ficar ao gosto de engenheiros, arquitectos e políticos, cujas cultura e sensibilidade andam perto de gostos partidários e longe do bom gosto e do bom senso, basta olhar para alguns exemplos que por aqui já deram à costa.
Só me resta lamentar e morrer de inveja quando olho para outras pequenas cidades deste país.


Este texto foi publicado na última edição do jornal "Repórter do Marão".

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

1959

A BANDEIRA DA MOBILIDADE

A bandeira dourada da mobilidade está descaída. Está meia haste. Será do tempo ou da mobilidade que está meia feita e meia por fazer? Vá-se lá saber...

domingo, 17 de janeiro de 2010

PUBLICIDADE DE ONTEM

Estou numa onda pacífica. Estou numa onda de dizer bem, de mostrar aquilo de que eu gosto, mais aquilo de que sou a favor e por aí fora. Agora não sou do contra, agora sou todo pró..
Aqui ficam algumas imagens de publicidade de outrora de que eu não gostava, mas agora considero umas pérolas...

1967

1964

Anos 40

1959

Anos 50

1959

1936

Anos 50

1907

Anos 50

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

DISTO É QUE EU GOSTO

The Monkes

Gina Lolobrigida

Ginger Rogers

Glenn Miller

Rita Pavone

Sara Montiel

Doris Day

Gary Cooper

Mylene Demongeot

Marylin Monroe

Lauren Bacal

Laura Antonelli

Casablanca

Charlie Chaplin

Brigitte Bardot

Bette Davis

Sandra Bullock

Meg Ryan

Sofia Loren

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Primeira Maravilha...

Cláudia Cardinalle

DISTO É QUE EU GOSTO.

Estive mais de uma semana sem poder dar ao dedo, não podendo assim alimentar este pantomineiro blogue. O meu computador andou com uma gripe FDP. Esteve de baixa, mas ainda não foi desta para melhor. Ei-lo aqui fresquinho como um café tirado na hora.
Começo por dizer que vou virar o disco. Se normalmente aqui falo e mostro o que não gosto, vou agora mostrar e falar de"coisas" de que gosto muito, porque a vida também é feita de coisas maravilhosas.
Até já, então...

domingo, 3 de janeiro de 2010

CARTA ABERTA AO SR. DIRECTOR DO JORNAL VERDADEIRO OLHAR

Ex.mo Sr. Director do jornal “Verdadeiro Olhar”
Sr. Francisco Coelho da Rocha

A redacção do seu jornal elegeu o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos, como a Personalidade do Ano (2009) no Vale do Sousa. Nomeação essa que, julgo, o Sr. Director não estar de acordo, tendo em conta as considerações que fez na minha presença e no seu gabinete, em relação ao autarca penafidelense em Fevereiro ou Março deste ano. Não se lembra? Claro que se lembra. Pois foi, o Sr. disse que Alberto Santos, era um dos piores presidentes de Câmara que Penafiel já teve. Disto não se pode fugir. Não se trata aqui de algum ressabiamento da minha parte, por eu ter levado um chuto do seu jornal. Nada disso. Não gosto do papel de vítima. Não me serve essa casaca.
Quanto à sua redacção, só mostra que os seus jornalistas (desculpe lá Roberto Bessa Moreira, já que tenho por si grande estima e consideração) andam um tanto distraídos, ou mal informados.
Segundo a redacção do seu jornal, Alberto Santos em 2009, fez regressar o ensino superior a Penafiel, criou nesta terra o Instituto de Investigação Ibérica, ganhou a batalha legal em relação ao Penafiel Center Stadium, a ser instalado em Novelas, inaugurou o Museu Municipal e venceu mais umas eleições autárquicas. Só não fez o pleno porque o “Paraíso da Brincadeira´” só vai ser inaugurado em Março. (aposto que esta cerimónia vai ser incluída no programa de comemorações dos 240 anos de elevação de Penafiel a cidade).
Só por isso o consideraram a “figura do ano”? Então e o resto, Sr. Director e senhoras e senhores jornalistas? Assim, como pode ser verdadeiro o vosso olhar em relação ao político e à pessoa do Sr. Presidente de Câmara? Esqueceram-se ou não sabem, de outras “coisas” que se calhar, iriam reforçar ainda mais esta vossa nomeação.
Por isso, aqui vos deixo um rol de actos e medidas protagonizadas por Alberto Santos em 2009, correndo é certo, o risco de me repetir, porque já falei destas matérias noutras ocasiões.
Assim temos: Içou a bandeira dourada da mobilidade da qual se diz que Penafiel é pioneira, mas que na prática, ainda não tem. Inaugurou um Museu de que, cuja obra apenas terminou, porque a sua localização e projecto, são de outra gente. Inaugurou um edifício (actual Instituto de Investigação Ibérica) cuja arquitectura é um atentado à paisagem penafidelense e à cultura em geral. “Inaugurou” um outro edifício na Rua da Saudade, que é outra aberração paisagística. Distribuiu mobiliário urbano (esplanadas) gratuito, em ano eleitoral, pelos cafés e restaurantes da cidade. Impôs pagamento à entrada do novo museu, numa atitude economicista e anti-cultura. Levou a passear a França, os presidentes de Junta de Freguesia de Penafiel protagonizando um esbanjamento de verbas considerável. Pagou com dinheiro dos contribuintes mais uma viagem a Fátima, a avós e não avós, a pobres e não pobres. Distribuiu “lindíssimas” placas toponímicas (pretas e cinzentas) um pouco por todo o concelho. Aplicou o negro alcatrão nos arruamentos da Vila Gualdina, contrariando dessa forma a sua própria tendência e apetência para o granito, com que acinzentou os passeios da cidade. Homenageou a título póstumo, ou seja tarde e más horas, em 3 de Março último, o ex-presidente de Câmara, Justino do Fundo com a medalha de ouro da cidade, quando podia ter acontecido com ele em vida. Teve todo o tempo do mundo para o fazer. E não me podia esquecer, que ignorou os grupos de teatro penafidelenses, ao contratar uma parelha de mímicos alemã, para actuar no Pavilhão da Agrival, no dia mundial do teatro.
Sr. Director, senhoras e senhores jornalistas, isto também aconteceu em 2009 e foi protagonizado pela vossa “Personalidade do Ano”.
Quanto aos acontecimentos que na vossa opinião contribuíram para a atribuição do Prémio Verdadeiro Olhar, eu só pergunto: o Penafiel Center Stadium é bom para Penafiel? O comércio tradicional penafidelense responderá mais tarde. E os projectos de teleféricos, “passereles aéreas”, elevadores e plataformas, que se prevêem para a cidade e que vêm publicados no luxuoso e pomposo livro verde da mobilidade, não serão mirabolantes?
Mas há mais “coisas” que Alberto Santos fez e não fez. Vamos às que fez: Fez campanha eleitoral no dia de reflexão para as eleições legislativas, na inauguração da Feira do Livro da AEP. Fez concorrência desleal a tendeiros, restaurantes e cafés da cidade, com aquela história da prova de vinhos gratuita no S. Martinho. Deixou que se destruísse o prédio dos “Machadinhos”, que podia ser uma mais valia para esta terra, se se pensasse na sua aquisição e recuperação. Continuou a ignorar o espectáculo degradante do espaço do antigo Cine-Teatro S. Martinho. Ignorou as várias dicas na Assembleia Municipal, sobre a mudança do feriado municipal para o dia 3 de Março. Abriu as portas do novo Museu a uma exposição de pintura durante quatro longos meses, remetendo outros pintores, outras exposições para a Biblioteca que não tem as mínimas condições para mostrar esse tipo de cultura.
Depois, também não fez algumas “coisas” como foram os casos de:
Não explicou a coincidência das presenças em Janeiro, de Mikael Carreira no sétimo aniversário da sua tomada de posse como presidente da edilidade e de Herman José na sua apresentação em Junho, como candidato da coligação “Penafiel Quer” à Câmara, em Paço de Sousa, com a presença posterior destes animadores na Agrival.
Não aboliu os funerais a pé, dentro da cidade, que são um tremendo obstáculo à tão propalada mobilidade que se deseja para Penafiel. Não deu sinais do local, onde poderá vir a ser instalado o novo cemitério da freguesia de Penafiel, sabendo-se como se sabe, que o actual está a rebentar pelas costuras. Não se pronunciou sobre o que vai fazer com o espaço da antiga serração. Não arborizou a cidade. Não resolveu a contento de moradores e comerciantes, o problema do trânsito da zona pedonal. Não se pronunciou sobre o que vai fazer com o espaço do Estádio 25 de Abril, tendo em conta a sua deslocação para Novelas. Não recuperou a esplanada do Jardim do Calvário, etc., etc..
Sr. Director e senhores e senhoras jornalistas, como podem constatar aqui, havia matéria mais que suficiente para dar outra plenitude, outra dimensão ao Prémio “Personalidade do Ano” do jornal Verdadeiro Olhar. Jornal este, que um dia de 2009, deu um “democrático” biqueiro no traseiro de alguém que a coberto de “artista plástico”, andava a fazer campanha eleitoral a favor da candidatura de Sousa Pinto à Câmara Municipal de Penafiel.
Fico-me por aqui, antes que elabore mais uma lista do que fez e não Alberto Santos por esta terra…
Ah, já me estava a esquecer de dizer que no espumoso e voluptuoso livro verde da mobilidade, em 2009 apresentado, vem assinalado a criação de uma praça de homenagem a António Nobre, o que me parece nada razoável. Alberto Santos devia ter-se lembrado de Daniel Faria mais uma vez.

Até sempre

Cumprimentos