domingo, 27 de dezembro de 2009

A MOBILIDADE EM PENAFIEL

Estão a ver? Afinal quem tinha razão? Eu. Só eu e mais ninguém. Nem a Câmara Municipal de Penafiel...
Estas duas, numa só foto, vem no sumptuoso, luxuoso, majestoso, vistoso, estrondoso, fabuloso, esplendoroso, pomposo, volumoso livro de apresentação do Plano Estratégico de Mobilidade da Cidade de Penafiel.
Ainda bem que viram isso. De facto o ANTES é muito mais belo que o DEPOIS. Largura é gordura e gordura não é formosura...

Voltarei a este assunto. Ainda estou a ler o livro a ver se percebo alguma coisa. Aquele livro verde da mobilidade foi feito só para arquitectos, engenheiros, técnicos e políticos. Eu como não tenho nenhuma destas qualidades, lá terei de me desunhar para ver se tiro dali algum sumo que se beba... melhor, que se compreenda!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL

Quando chega o Natal, toda a gente é boa pessoa. Um lembra-se do outro. Fulano chega-se a beltrano. O rico olha para o pobre. O governo aumenta aos reformados 3 euros. Os sem-abrigo têm mais companhia. Os políticos e directores de jornais, mais macios aqueles, mais simpáticos estes, até desejam a todos um SANTO Natal. Se a hipocrisia fosse rabanadas, esta terra era uma mesa farta.
É isso que eu não faço. Não sou hipócrita e não desejo a quem quer que seja um SANTO Natal. Aliás eu só desejo um bom Natal a quem merece. Exactamente, a quem merece. E quem é que merece? Conheço muito boa gente que merece um belíssimo Natal. E eu sou um deles.
De facto eu mereço um Feliz Natal. E mereço um excelente Natal, porque, por exemplo, não dei um chuto no cu, a nenhum cronista que escrevia num jornal da nossa região. Não desenhei, nem assinei aquela “coisa” que está agarrada ao antigo magistério primário. Não arquitectei, nem assinei aquela “obra de arte” lá na Rua da Saudade. Não sou o responsável pelas “lindíssimas” placas toponímicas (nome de rua) que foram distribuídas pelo concelho. Não andei a distribuir mobiliário urbano (esplanadas) gratuitas, em ano de eleições, pelos cafés da cidade. Não usei dinheiros públicos para levar idosos e não idosos a Fátima. Não esbanjei verbas dos impostos de quem trabalha, para dar almoços e jantares a pobres… e a ricos. Não fui eu que icei as bandeiras prateada e dourada, da pseudo mobilidade. Não fui eu que inflacionei o preço em cerca de 300 por cento, da colecção de postais da cidade, pintados por F. Beçamor. Custavam 2,50 e agora custam 10 euros. Pelo menos foi quanto eu paguei há dias no posto de Turismo, no Museu Municipal.
Como não fui eu quem fez estas coisas, mereço de facto um Feliz Natal e um ano novo, com menos barbaridades…

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DIREITITES DE ANTONINO DE SOUSA

Já me começa a faltar a paciência para ler as “direitites” do Sr. vereador, Dr. Antonino de Sousa. Deve ser doença. Como é que uma pessoa tão jovem consegue ser tão “velha” ideologicamente. Agora deu-lhe para contabilizar os mortos às mãos do comunismo, chegando mesmo ao ponto de consultar “O Livro Negro do Comunismo”.
Dr. Antonino, “O Livro Negro do Comunismo”, é tão fiável como os outros livros negros que se conhecem: do cristianismo, do capitalismo, dos descobrimentos e por aí fora. Eu não acredito neles. Não acredito, porque foram escritos por pessoas contrárias a essas ideologias ou doutrinas. É tudo gente suspeita.
Mas o último artigo que publicou no “Repórter do Marão” teve a virtude de me abrir os olhos. Fiquei a saber que Hitler, Mussolini, Primo de Rivera, Franco, Salazar, Caetano, Pinochet, entre outros, eram ateus. Boa!
Mas eu não vim aqui para falar de ateus, mas sim da democracia da Aliança Democrática (AD), que outros tempos andou por aí e de que afinal o senhor tanto gostou, tendo em conta o que disse na última edição do “Pasquim de Paredes”.
Vamos então falar um pouco da AD, que era composta pelo PPD, pelo CDS e pelo PPM. que ganhou muitas eleições, com homens de “grande valor” à frente, como foi o caso de Amaro da Costa e Sá Carneiro, os nomeados por Antonino de Sousa.
Amaro da Costa, não conheço obra a que ele esteja ligado, ponto final. Quanto a Sá Carneiro é um falso mito. Sá Carneiro foi um político ligado ao antigo regime. Foi deputado na Assembleia Nacional eleito pelo partido único Acção Nacional Popular de inspiração salazarista. Depois convenientemente aderiu ao 25 de Abril, revolução para a qual, ele em nada contribuiu. Nada. Não venham dizer que ele era da ala liberal, que não cabe aqui. Ele foi tão liberal como Marcelo Caetano, que continuou com a podridão do regime.
Depois, Sá Carneiro foi primeiro-ministro de Portugal apenas 11 meses, o suficiente para não se saber o que fez ou queria fazer. No entanto sabemos que andou a destruir uma já frágil reforma agrária no Alentejo, juntamente com a Rádio Renascença e seus apaniguados católicos.
Na noite em que “os comunas mataram Sá Carneiro”, este primeiro-ministro preparava-se para apresentar no Porto, o candidato à presidência da república Soares Carneiro, mais conhecido como o general de S. Nicolau, que fazia “coisas de encantar” com os “pretos” de Angola. Claro que perdeu as eleições. Como tal, esta pergunta impõe-se: Se Sá Carneiro era um grande político, tinha uma visão de grande estadista, onde foi ele desencantar um candidato daqueles para destronar Ramalho Eanes? Definitivamente, Sá Carneiro não foi aquilo, que ainda muitos dizem que foi. Hoje não passa de um falso mito.
No entanto, depois da sua morte, este país entrou em delírio. Foi uma esteria colectiva, quando começaram a atribuir o seu nome em tudo quanto era sítio. Foram praças, avenidas, ruas, ruelas, calçadas, vielas, cantos e esquinas, rotundas e até um aeroporto que, quer queiram ou não, será sempre conhecido como Pedras Rubras. O mesmo sucede com a Praça Velasques, ali perto das Antas. Prefiro o nome deste pintor espanhol, que o nome de um vira casacas. Aquela onda, fanática, foi a maior pouca vergonha a que eu pude assistir. A AD era assim.
Sá Carneiro, foi o fundador do PPD e da Aliança Democrática, mas tão democrática, que num dos seus governos, teve um ministro dos Assuntos Sociais, creio que se chamava Luís Barbosa, do CDS, que impôs o pagamento de uma taxa moderadora por cada receita passada pelos médicos aos doentes. Esta história é fantástica. Eu explico:
A um doente, que precisasse de remédios para curar as suas mazelas, era-lhe passada uma receita por cada medicamento (digo outra vez: uma receita por cada medicamento) tinha que pagar uma taxa. Por exemplo, se eu fosse ao médico e se ele visse que eu necessitava de quatro ou cinco medicamentos, logo me passava quatro ou cinco receitas. Depois na farmácia tínhamos de abrir os cordões à bolsa e pagar quatro ou cinco taxas. Mas atenção, estas taxas não eram aplicadas aos funcionários públicos. Eram só para os “outros”. Muito democrática esta aliança. Muito democrática…

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A MINHA CIDADE DE PENAFIEL QUE TANTO SOFRE...

"Depois de na última semana ter sido apresentado, na cidade espanhola de Ferrol, a Estratégia de Transportes da euro região do Eixo Atlântico, Penafiel será a primeira cidade desta região a ter um plano estratégico para a mobilidade, acrescenta a vereadora da mobilidade."

Este é parte de um texto que vem num jornal da região.

Mais uma vez Penafiel vai ser a primeira cidade a ter mais alguma coisa. Desta vez é um plano estratégico para a mobilidade.
Eu pergunto: Aquela bandeira dourada, que acaricia o nariz do Egas Moniz, quando está vento, não foi entregue a Penafiel por ser a maior em mobilidade? Tem mobilidade ou não tem mobilidade? Se tem bandeira é porque tem. Mas se vai ser sujeita a um plano estratégico para a mobilidade, é porque não tem. Em que ficamos?

Um dia destes ainda me vou pronunciar sobre a propalada regeneração que a Câmara pretende para a zona histórica da cidade, nos próximos tempos. Se calhar deve ser para arrasar o que falta do centro da cidade. Vamos esperar, para desesperar...
Diz a vereadora Paula Teles que daqui a quatro anos a cidade vai ficar mais bonita. Eu só digo que se for para continuar com a destruição e descaracterização da cidade, bem se podia virar para outro lado...

Coitada da minha terra...

sábado, 12 de dezembro de 2009

ESTE VALE DO SOUSA...

O exCelso presidente da Câmara Municipal de Paredes, vai levantar o mastro.O homem vai gastar um milhão de euros numa bandeira portuguesa que se vai ver num raio de cinco quilómetros. Diz ele que vai ser a maior de Portugal e uma das maiores do mundo.
Isto é no mínimo um insulto à inteligência. Políticos destes deviam ser presos.
Ainda há poucos dias veio a público que em Paredes há gente a passar fome.

Há tempos, Alberto Santos falou numa sessão da Assembleia Municipal da construção de um edifício muito alto em Novelas. O tal "edifício marcante", como lhe chamou.
Pronto e andamos nisto...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

UM BICO DE OBRA...

No momento em que escrevo estas linhas passa pouco das 23 horas e há cerca de uma hora, aquele desproporcionado, mal ajangrado, disparatado e agressivo bico originou mais um acidente. Esta pequena enormidade fica na rotunda perto do paiol. Um carro bateu ali violentamente. Eu vi. Ainda se lá vê a mancha de óleo derramado.
Como se sabe este lindo serviço foi feito pelos socialistas. Mas porque será que os posteriores executivos nunca viram esta anomalia? Sabemos também que a cidade de Penafiel não tem Junta de Freguesia. Por isso faço um apelo ao pelouro do trânsito da Câmara Municipal para ver se elimina aquele abcesso.
Porque será que o actual executivo camarário vira sempre as costas aos erros de executivos anteriores? Vá-se lá saber...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Omessa. Claro que a foto do artigo anterior é do António Vitorino do PS.
Recebi milhares de chamadas telefónicas e toda a gente acertou. Táva-se mesmo a ver!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

QUEM É ELE?

Dou uma imitação de Torta de S. Martinho, igual à aquelas que estavam à venda na Rua de Puços, numa prova de vinhos de S. Martinho, onde se encontava o artesanato, a quem souber quem é este gajo.
É político da nossa praça e muito conhecido...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A NINFA DO DOURO

Manuel Araújo da Cunha é o nome de um escritor natural de Rio Mau, freguesia de Penafiel. Já publicou quatro livros. Eu ainda só li um, o último: "A Ninfa do Douro". Tenho um défice para com este artista das letras. Estou a dever-lhe algumas horas de atenção. Estou a dever-lhe a leitura dos outros trabalhos anteriores. Um dia destes coloco a escrita em dia.
Falar d´"A Ninfa do Douro", não me será muito difícil, até porque o livro é de leitura fácil e compreensível.
Li-o de uma assentada. Gostei deste trabalho que gira à volta, melhor, sobe pelo rio Douro acima. Aquelas descrições das terras por onde o douro passa, são de certo modo uma série de postais, belíssimos postais ilustrados, do nosso Portugal mais ao norte.
É magistral a forma como o autor interrompe a descrição da viagem por este rio acima, com um belo diálogo entre Rogério e uma cigana. Penso que assim Cunha retirou a possibilidade de algum monotonismo na leitura até Rogério chegar a Barca d´Alva.
A forma como termina, é bonita e um tanto inesperada, na medida em que se calhar muito leitor ou leitora espera no final da história um reecontro entre o protagonista e a sua querida amiga e amada de infância Laura.
Os meus parabéns ao escritor Manuel Araújo da Cunha. Espero muitos mais livros destes, e obrigado por me ter proporcionado algumas horas de bom tempo...
Não queria terminar perguntando: onde estavam os intectualóides desta terra no dia 27 de Novembro à noite?
Não apareceram. E a vereadora da cultura da Câmara Municipal?
Pois é, o escritor não era propriamente o Saramago, nem o Urbano, nem o Rodrigues dos Santos, nem o Virgílio Castelo, nem o Júlio Magalhães ou o...
Este escritor é Manuel Araújo da Cunha, é de Penafiel e eu fico todo feliz por isso...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PIRUETAS & CANCONETAS

Eis as duas figuras mais importantes deste país, juntas. Estes são os maiores emblemas e referências desta nação cada vez mais culta. Piruetas e canconetas são o que continua a dar...
Há tempos, mudaram a estátua do Zeferino de Oliveira, para um local com menos visibilidade, lá junto ao antigo Hospital. Como sabem Zeferino de Oliveira foi uma figura de destaque no que concerne à construção e financiamento do referido estabelecimento hospitalar. As pessoas sabem disso. O que lá puseram foi uma escultura de um xinês qualquer, para comemorar os 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel.
O que é que eu penso disso? Penso bem. O Zeferino nem sequer está vivo para reagir. O que é que ele pode fazer? Nada!
Coitado do benemérito penafidelense que anda de um lado para outro sem que alguém lhe dedique algum respeito.
Eu só me lembrei de falar disto, porque veio hoje no jornal algo que envergonha qualquer penafidelense sensato. A Santa Casa de Misericórdia anda num "diz que diz" sobre a muita ou pouca alimentação que fornece aos seus utentes. O que ela sabe fazer e bem, é despedir e fazer belos almoços e jantares para as figuras ilustres desta terra.
Eu não acredito nesta instituição, que recebe dinheiro de todos os lados, até da Câmara, e que era suposto estar ao serviço dos mais desfavorecidos, dos mais mais pobres.

Também gostava de saber o que lá vão fazer tantos "irmãos"! Nem sei para que servem!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

KNOW HOW...

Este recorte de jornal, faz parte de uma notícia que fala a propósito da abertura do Infacts que funcionará a partir de Janeiro no antigo Magistério Primário, em Penafiel.
O que eu não sabia, era que lá vendiam know how. Fiquei tão feliz. Ao tempo que eu ando atrás dos know how. Eu nem acredito que em Penafiel já haja know how. Vejam lá como a nossa terra se vai desenvolvendo. Qual Bracalândia, qual Shopping, qual carapuça. Vamos todos ter que nos habituar a esta coisa dos know how.
Não vou deixar passar mais tempo e vou lá a ver se me arranjam um quarteirão deles. Aquilo é mesmo bom para acompanhar um arroz de tomates, ou feijão frade com molho verde...
Espectáculo!...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AS ÁRVORES DA AV. PEDRO GUEDES

Agora que o S. Martinho já terminou, vamos voltar às questões que mais interessam o cidadão penafidelense, concretamente os da cidade.
O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Penafiel, aquando da tomada de posse para mais um invisível mandato, disse que ia construir um centro escolar. Bom. O Sr. presidente da Câmara tem dito que vai construir mais nove centros escolares no concelho. Em que ficamos? Quantos são? Nove ou dez? Se for à dúzia é mais barato.
Já agora, eu só gostava de perguntar ao Sr. presidente da Junta desta cidade, se sabe quantas árvores faltam em apenas 200 metros da avenida de Pedro Guedes? Claro que não sabe. Se calhar em meia dúzia de anos a única vez que por lá passou foi agora aquando das eleições.

domingo, 15 de novembro de 2009

UM "CAPA NEGRA" IDIOTA...

No dia de S. Martinho de tarde, parei a conversar no meio da rua e daquele "pobo" todo, com um rapaz que trazia uma capa negra de estudante. A dada altura da conversa, veio uma frase preversa: "O Saramago é um idiota", disse ele.
Quem fala assim não é gago, quanto mais aluno do ensino superior. O que Saramago não é, é isso mesmo. Idiota porquê?
Reparem na foto que acompanha este texto. Para onde vai toda aquela gente? Claro que vai para os copos. E por onde tem de passar? Pois tem. Tem de passar por um túnel onde está cravada numa das paredes uma frase do Nobel da Literatura. Se calhar o autor de "Caím" não pensou nisso? Idiota, qual idiota?...

É evidente que a frase do aluno do ensino superior, dará para um outro texto bem mais sério e complexo. Vamos ver se volto ao assunto Saramago, até porque ainda não li o "Caím"...

PELO S. MARTINHO, O S. MIGUEL DA CÂMARA

A Câmara Municipal de Penafiel sabendo muito bem que "beber vinho é dar o pão a um milhão de portugueses", nada fez melhor que instalar a "Tasca dos Borrachões" na feira de S. Martinho. Esta feliz ideia já tem alguns anos. O povão fica todo feliz. Só tem é que comprar uma caneca de 4 euros ou uma tigela de 2,50. Porque o vinho é de borla. Deve ser é um rico negócio para o fabricante e vendedor destas canecas e tigelas com a romântica palavra "Sentir Penafiel". A Câmara Municipal pelo S. Martinho faz o S. Miguel.
Quem não deve gostar nada disto devem ser os outros tasqueiros, tanto os de Penafiel residentes, como os que vêm de fora, que se vêm instalar no Campo da Feira. Trata-se de facto de uma concorrência desleal. Quanto é que a "Tasca dos Borrachões" que é da Câmara, paga de imposto à Câmara Municipal?
Gostava de saber destas contas. Se o Sr. vereador das feiras me esclarecer, eu prometo arranjar outro nome para substituir o nome da "Tasca dos Borrachões", por um outro menos preverso.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UMA IDEIA LUMINOSA

Valeu a pena a Câmara municipal ter dado uma valente poda nas árvores à sua frente. Valeu a pena correr com a passarada.
De facto o nosso município precisava de ser iluminado. Já há algum tempo que andava às escuras...

S. MARTINHO, BLUSÃO COM VINHO

A quem é que eu vou apresentar a conta? Alguém vai ter de me pagar um blusão novo. Parece-me que o Sr. Vereador Adolfo Amílcar vai entrar nas quentes. Eu explico:
No dia de S. Martinho de tarde, eu e um amigo fomos à procura do artesanato no Largo da Misericórdia. O meu amigo queria comprar um pião. Eu cismei que queria comprar um carro de bois em madeira numa carpintaria. Mas afinal artesanato em carpintaria tinha mudado para o quelho de Pussos.

Lá fomos. O problema é que tivemos de atravessar a "tasca dos borrachões". Tivemos que passar pelo meio deles, que eram aos milhares. Às tantas alguém de caneca "Sentir Penafiel" em punho, rodou sobre si e pimba vinho para cima de mim. O meu blusão que é azulado ficou com mais algumas cores.

De quem é a culpa? Para mim o culpado é o vereador responsável pelas feiras, Adolfo Amílcar, que não tinha nada que colocar o artesanato junto da copofonia. O artesanato devia estar no Largo da Ajuda. E a pingoleta está muito bem no local onde agora a puseram. Assim sim.

Agora tirem o artesanato dali.

Quanto ao blusão, a sorte do Sr. Vereador é que eu vou comprar um blusão aos chineses e a coisa pode ficar barata. Embora eu ache que a Câmara não deve ter problemas de dinheiro, porque a venda de tigelas e canecas, deve ser um negócio da china. As três funcionárias municipais não tinham mãos a medir...


Este texto é pura ficção...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CALÇADA À PORTUGUESA

Isto é calçada à penafidelense...


E isto é calçada à portuguesa...

CALÇADA À PORTUGUESA

Se isto é granito...


Isto é mais bonito...

CALÇADA À PORTUGUESA

Isto é calçada à penafidelense...

Isto é calçada à portuguesa...

Esta é calçada à penafidelense...


Esta é calçada à portuguesa...


CALÇADA À PORTUGUESA


Esta é calçada à penafidelense...

Esta é calçada à portuguesa...

Este Largo é em Penafiel


Este largo é em Barcelos
Esta rua é em Penafiel
Esta rua é nas Caldas da Rainha

sábado, 7 de novembro de 2009

OS CRUCIFIXOS

Que grande chatice. O Tribunal dos Direitos Humanos condenou a Itália por exibir nas escolas públicas o crucifixo. Lá vai o catolicismo pró maneta. Cruzes canhoto.

Quem não gostou nada da conversa foi o primeiro ministro italiano. Um modelo de cidadão, este Berlusconi. Não sei se já viram um vídeo dele que correu mundo, em que demonstra todo o seu civismo e educação, perante uma agente da autoridade.

Aqui em Portugal, e em Penafiel concretamente, quem já falou disto foi o "nosso" Lobo Xavier, que se escandalizou todo sobre a retirada daquela "coisa" das paredes das escolas.

Eu só digo que "aquilo" nunca lá devia ter parado. A mim aquilo faz-me lembrar as bruxarias, os exorcismos, o oculto, o negro, eu sei lá que mais. O crucifixo é algo de que não gosto absolutamente. É algo de fúnebre...

Houve um porta voz de uma qualquer instituição católica, que já disse um dia destes, que "qualquer dia vão querer retirar o sinal mais da matemática". Enfim, "vozes de burro..."

Se fosse noutros tempos, ou seja, na Itália nazi de Moussulini, ou no Portugal fascista de Salazar, estas divergências não aconteceriam, claro...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ANTONINO DE SOUSA SHOW

Li hoje mesmo (04/11/09) um artigo de opinião no jornal “Repórter do Marão”de autoria de Antonino de Sousa, vereador da Câmara Municipal de Penafiel, com o título “Saramago Show”.
Eu não vou tecer aqui qualquer comentário sobre José Saramago ou sobre a Bíblia. Até porque para falar duma instituição como é o nosso Nobel da Literatura e de um livro como a Bíblia, é preciso muita bagagem e a minha cabe apenas num Fiat 600.
Escrevo estas linhas, para fazer um reparo a algumas linhas que o Dr. Antonino escreveu. Então é assim:
A determinada altura do texto em questão, o colunista penafidelense diz: “Li, de resto, em vários locais que Saramago tem o direito de dizer os disparates que quiser sobre Deus, as religiões e a Bíblia. Pois claro que tem. Somos um país livre, democrático e tolerante. E felizmente, não li em lado nenhum que Saramago devia ser amordaçado. O mesmo não sucederia se vivêssemos sob o comunismo, doutrina que Saramago serve e que provocou milhões de mortos às mãos dos seus sequazes.”
Ó Dr. Antonino de Sousa que grande calinada que o Sr. deu, para não dizer valente disparate que o Sr. disse. Pense bem. Se calhar enganou-se. Mas pronto, um engano qualquer um tem, seja ele advogado, vereador, sapateiro ou trolha.
Então acha que um ateu comunista não poderia falar se vivêssemos sob o comunismo? Acha que um regime comunista iria amordaçar Saramago, por este falar contra Deus, contra as religiões ou contra a Bíblia?
Se pelo contrário, o senhor dissesse que José Saramago ao fazer as considerações que fez, iria logo para o Tarrafal se vivêssemos num regime católico-fascista, tipo Salazar/Cerejeira, eu ainda estaria de acordo. Se o senhor dissesse, que Saramago era logo queimado vivo, se vivêssemos num regime, em que a inquisição católica matava apenas quem ousasse apenas pensar, eu assinava por baixo. Assim não.
Dr. Antonino de Sousa, o que o senhor disse no jornal, é um erro tremendo que só desprestigia quem o profere.
Se calhar foi com a pressa em dizer na mesma frase que o comunismo matou não sei quantos milhões de pessoas. Já agora não esqueça o que andou por aí a fazer o cristianismo e posteriormente o catolicismo. Tenha cuidado com os critérios.
Depois, Dr. Antonino, já que o senhor falou em liberdade e democracia, que regime era aquele liderado por Cavaco Silva em 1993, quando Santana Lopes e Sousa Lara, vetaram o livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” de José Saramago, de concorrer a um prémio literário europeu? Teria sido comunista?
Eu sei que o Dr. Antonino de Sousa é de direita, que é um anti-comunista primário, mas o que desconhecia é que era um católico, assim a puxar ó para trás...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AUTISMO EM PENAFIEL

MAIS UMA VEZ OS HOMENS IGNORARAM OS ANIMAIS. O QUE NÃO ADMIRA, POIS SÃO OS MESMOS QUE TROUXERAM A ESTA PACÍFICA TERRA, UM DOS ESPECTÁCULOS MAIS VIOLENTOS QUE EXISTE EM PORTUGAL: A TOURADA...
DEPOIS HÁ QUEM DIGA QUE PENAFIEL É UMA TERRA DE AFECTOS!
NÃO DIGO MAIS NADA, PORQUE É CHOVER NO MOLHADO.
SÓ FICA NO AR ESTA PERGUNTA: PORQUE RAZÃO SE GANHA ELEIÇÕES COM TANTA FACILIDADE?...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

EM TERRA PELADA NÃO CANTAM AVES!



PENAFIEL E LAMEGO IRMÃS NA DESVENTURA!
Acidentalmente encontrei este texto, que na minha pespectiva serve à medida para me referir a Penafiel, que há tempos decidiu plantar árvores de granito, como as fotos denunciam. Pelos vistos não é preciso ir a Lamego para ver uma terra pelada. Em Penafiel se não houver árvores de granito, fica a nudez do chão granítica, o que de facto é lindíssimo. Aliás a nossa terra está cada vez mais bonita. Ó poetas e pintores desta terra venham cá para fora pintar estas ruas, avenidas e praças que elas estão capazes de desafiar qualquer paleta...

«Eu adoro Lamego, mas, qualquer dia... deixo de lá ir. Consta-me que a velha cidade, para se modernizar, adoptou o único processo modernizador conhecido em algumas cidades e vilas portuguesas. Esse processo consiste em arrancar árvores e pôr no lugar delas o cimento armado em forma de pias, gamelas, caixotes, alqueires, quartas, meias-quartas e tudo o mais que seja frio, chato, liso, cúbico, prismático. Lamego, pelo que me consta, vai ficar sem uma árvore para ficar com miríades de pias - salvo seja. (...) Não concebo esta cidade sem grandes troncos e copas guedelhudas. Sinto mais que se derrua uma árvore do que se destrua monumento de outra espécie. (...) Pedras, só pedras, sem a doçura de uma mancha verde, só servem para cansar a vista. Lamego sem árvores é uma velha com o caco ao léu. É uma caveira. Poderá rir, mas, a respeito de sorriso, disse! (...)

O que acontece em Lamego tem acontecido em quase todas as terras do país. Os grandes reformadores de província reformam, destruindo. Se precisam de construir uma choupana, destroem um palácio. Se lhes falta um jardim, cortam um bosque. Se querem erigir um candeeiro, abatem uma árvore. (...) O lado perigoso da maior parte dos vícios reformatórios sertanejos está na complacência de toda a gente com eles. Se o maioral de uma terra quiser secar o rio que banha essa terra, ninguém lhe impede a obra secativa. Nas farmácias e nas barbearias, toda a gente murmura contra a mão secadora, mas, se essa mão surgir de repente a pedir uma barba ou uma pastilha, toda a gente a beija.

Não me parece nobre de mais esta atitude dos murmuradores. Nobilíssimo seria que procurassem o lorde maior e lhe dissessem:- Senhor, não seque o rio! Deixe-o continuar húmido. Olhe que um rio, senhor, parece-nos que tem alguma utilidade...

Quem diz rio diz árvores; tanto diz economia como diz beleza - diz quanto é sagrado.»João de Araújo Correia, Três meses de inferno (1947)P.S. (de 2004).

E que entendimento têm hoje das árvores no espaço urbano os novos autarcas do Portugal democrático? É caso para dizer: mudam-se os tempos, ficam as más vontades. Porque, embrulhada num novo discurso, quantas vezes enfeitado com chavões ambientalistas, persiste a vontade de modernizar a régua e esquadro, com sacrifício de todas as árvores que não se encaixem na geometria do projecto. As vilas e cidades de Portugal parecem, cada vez mais, cenários postiços acabados de inaugurar: não há uma árvore que as ligue ao seu passado.

Para dar mais um triste exemplo, foi noticiado anteontem no Público que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim aprovou a construção de um parque de estacionamento subterrâneo ao longo de uma avenida com 1 Km de extensão. (Os parques subterrâneos são a nova fétiche dos autarcas portugueses: já não têm conta as praças destruídas e as árvores derrubadas por essa praga.) A notícia informa que «à superfície irá desaparecer a actual faixa central para peões - onde pontificam grandes e frondosas árvores cujas raízes tornaram o pavimento ondulado». Quantas árvores isso dá: 50, 100? A oposição votou contra, mas, pelo conteúdo da notícia, ninguém considerou que o abate de tão grande número de árvores adultas fosse razão para desistir da obra. Terá algum vereador, num assomo de desculpável lirismo e só para constar do livro de actas, ousado exprimir alguma leve compunção? Ou não pode usar-se de indulgência, ainda que retórica, com árvores que se atreveram a «tornar o pavimento ondulado»?

A conclusão é que há um assunto em que toda a nossa classe política - a de ontem e a de hoje, a de esquerda e a de direita, a de todas as cores do arco-íris e de todos os pontos do compasso - está em perfeito acordo. Esse credo unânime foi há tempos brilhantemente sintetizado pelo Arq. Ricardo Figueiredo, recém-desempossado vereador da Câmara do Porto: «Há que acompanhar a evolução natural das coisas. Uma obra não vai deixar de ser erguida por causa de meia dúzia de árvores. Há que ajustar e modernizar (...)»

domingo, 1 de novembro de 2009

MILAGRE EM PENAFIEL

UM MILAGRE ACONTECEU
NESTA TERRA COM CERTEZA!
O GRANITO O LUGAR DEU
À CALÇADA À PORTUGUESA!




sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (4 e último)

Este quarto e último passo é para dar conta do seguinte: A determinada altura do seu discurso, o Sr. presidente da Câmara diz: "No fundo, queremos que muita gente e o país continuem a perguntar: porque é que determinadas coisas acontecem em Penafiel? Para daqui a algum tempo: “Ah… em Penafiel?!, claro, só podia ser, naquela magnífica cidade!”
Eu pergunto: o que é que aconteceu, ou o que vai acontecer em Penafiel, para provocar estes pontos de admiração? Algum concerto do Fernando Tordo, do Paulo de Carvalho, do Pedro Barroso ou do Jorge Palma? Claro que não. Não temos sala de espectáculo para isso. Teria sido então alguma alusão às bordalezas que insistentemente vão dando à costa? Ou espampanantes e caríssimos "enduros" e fotogénicas chegadas e partidas de Volta a Portugal em bicicleta?

Quanto à "magnífica cidade", de facto Penafiel podia sê-lo, não fosse este executivo estar acompanhado de arquitectos que só sabem arquitectar obtusidades paisagísticas. Não faltam por aí alguns “bons exemplos”.

No final da página quatro, lá está algo que tinha de estar. Eu penso que aqui já é falta de argumento. Ó Dr. Alberto Santos, isso já foi. Não era pior se virasse o disco. Porém lá foi dizendo:
"Há contudo alguns temas para os quais não assumiremos a nossa tolerância: Qualquer tentativa de assomo de grupos ou bandos como os que afligiram a vida dos penafidelenses nos anos 90, terá a nossa viva reprovação, repúdio e intolerância".
Nesta matéria era bom que o nosso executivo se virasse para os constantes assaltos e outras violências, de que a nossa cidade tem sido vítima. O Sr. presidente sabe muito bem que a insegurança em Penafiel aumentou exponencialmente. O Sr. sabe muito bem que a partir das oito da noite, não se vê um agente da GNR a percorrer a cidade, ficando esta à mercê de energúmenos nocturnos, que apenas querem derreter energias. Mas para este executivo o mal foi nos anos 90. Às tantas ainda poderão dizer que este recente assassinato em Rio de Moinhos foi perpetrado pelos “ratinhos” de outras eras.

E sobre o discurso do Sr. presidente da Câmara proferido na tarde de quarta feira, só digo que o achei triunfalista e arrogante o que para mim é uma surpresa. Aliás, tudo, ou quase tudo, era arrogância naquela sala. Vi vereadores "inchados" que pareciam cucos. Vi assessores pedantes e arrogantes. Vi presidentes de Junta que só o são no nome. Vi muita gente, apenas muita gente. Alguma substância, se calhar ficou lá fora…

Terminaria transcrevendo o final do discurso: “É com esta consciência do dever cumprido, que aqui chegamos hoje, e que queremos voltar a chegar daqui a quatro anos”.
Ó Dr. Alberto Santos, olhe que o Sr. não pode voltar a candidatar-se à Câmara, daqui a quatro anos. Quanto ao dever cumprido, creio que o senhor cumpriu os seus objectivos eleitorais, isso é verdade, mas o que falta é cumprir Penafiel. E sobre isso eu não tenho ilusões.

Até já, para continuar a falar da minha cidade, mesmo eivado de um suposto bairrismo paroquial. Não sei o que é isso, mas está bem…

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (3)

A terceira parte da intervenção do Sr. Presidente da Câmara foi para falar no centro da cidade de Penafiel: "Assim, (diz o texto) nos próximos tempos, o nosso burgo rejuvenescerá no projecto denominado CENTRO@SENTIDO, para o qual estão convocadas várias das suas forças vivas. Não temos dúvidas que daqui a quatro anos, todos os penafidelenses, terão ainda mais estima e orgulho na cidade de Penafiel".
Se a "correcção de mazelas que o tempo maculou a cidade", for igual às requalificações que já foram feitas, eu diria: não muito obrigado. É só olhar a pandemia do granito que se abateu sobre a cidade, que a deixou cinzenta, descaída, feia, doente...
Faz lembrar, e salvaguardando as devidas proporções, o que aconteceu no Porto, quando Rui Rio assassinou a Avenida dos Aliados. Penafiel está parecida, com aqueles calhaus a servir de passeios. É mau de mais para ser verdade.

O mais impressionante nesta história, é ouvir pessoas dizer que Penafiel está mais bonita. Eu não sei qual o conceito de beleza que esta gente tem. E para mal dos nosso pecados, parece que a "remodelação" vai continuar. Sr. Presidente da Câmara, o Sr. vai ficar na história de Penafiel como o grande predador de memórias. Eu lamento profundamente e a cidade também.

Vai dizer, se calhar que os recentes resultados eleitorais, lhe deram legitimidade para fazer o que entender deste nosso burgo. Eu acho que não.
Eu penso que um eleito de estragar não tem o direito.

Sr. presidente, ouve-se dizer por aí que a Praça Municipal vai ser alterada, ou antes, que vai ser destruída, dotando-a inclusive, de um piso como aquele dos passeios?

Um dia destes ainda vamos acordar e andar à procura de Penafiel...

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (2)

Na página dois do seu discurso, o Sr. presidente da Câmara, formula uma pergunta: "Como vamos poupar ao mesmo tempo que desenvolvemos o nosso território?"
Boa questão esta. Mas se Alberto Santos faz esta pergunta, é porque o verbo poupar nunca fez parte do seu vocabulário, nem da sua acção.

Será que vai deixar de gastar tanta verba, por exemplo, nas milhares de placas inaugurativas espalhadas pelo nosso território colocadas sem justificação, que não seja o nome do presidente perpetuado por tudo quanto é lado? Ou será que vai ser mais contido nas excursões para homenagear os avós do concelho?

Mais adiante é dito que: ... todos temos de colocar a razão à frente do sentimento bairrista e paroquial e decidirmos em função de critérios lógicos, para não virmos a ter equipamentos desnecessários e duplicados..."

Aqui não percebi a mensagem. Só se Alberto Santos, estiver a chamar a atenção para a possibilidade da existência de, num futuro próximo, de um Shopping e dois campos de futebol para o nosso maior embaixador FC de Penafiel, um em Leiras, o actual, e outro na futura e nova centralidade em Novelas.

Este ponto dois termina, com uma ponderação que o Sr. presidente fez na sua intervenção para valores como a pobreza, a solidão, a empregabilidade e a habitação. Eu só pergunto: O que é feito da "rede contra a pobreza" que foi apresentada na Câmara com pompa e circunstãncia, em 2004?

Alberto Santos, como dizia há dias um amigo, é um bom gestor de ilusões. E as pessoas ainda não perceberam isso. Nem chegarão a perceber.

Até já...

O DISCURSO DE ALBERTO SANTOS (1)

Eu queria falar aqui um pouco do discurso do Sr. presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos, proferido na cerimónia de tomada de posse de todos os eleitos em 11 de Outubro.
Começo por dizer que não gostei. Não gostei mesmo nada. Não gostei e passo a dizer porquê:

Praticamente no início do seu texto, diz assim, esperando não descontextualizar: "Os penafidelenses quiseram saber das propostas de cada projecto,(estamos a falar de eleições) detiveram-se na forma de fazer política de cada um dos protagonistas..."

Eu pergunto: mas que projecto, Sr. Dr. Alberto Santos? O Sr. não apresentou qualquer projecto. Depois teria havido algum votante na sua lista que se tenha preocupado com algum projecto para a partir daí exercer um voto consciente e eslarecido?

Os votantes, dirigentes e candidatos da coligação "Penafiel Quer" andaram preocupados, isso sim, foi se Sousa Pinto criticava ou não criticava, se Sousa Pinto era ou não maldizente. Se falava bem ou falava mal. Se era ou não do bota abaixo.

Mais adiante e ainda na primeira página eu retirei o seguinte: "Não nos perdoariam as futuras gerações se em vez de tratarmos do essencial, de agirmos pelo bem comum, de nos concentrarmos naqueles que de nós precisam para viver melhor, passássemos... procurássemos... ocupássemos..."

Claro que perdoariam, como perdoaram. O resultado está aí.

Para terminar esta primeira abordagem ao discurso do presidente da Câmara, faço notar o seguinte passo: "O povo, como sempre na sua diáfana sabedoria, sabe na hora certa separar o trigo do joio, sabe apartar a fruta da rama".

Aqui o meu silêncio é ensurdecedor...

Até já...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PENAFIEL, UMA TERRA DE AFECTOS

Hoje na cerimónia de tomada de posse do novo executivo camarário, a determinada altura da sessão, eu estava de pé e não havia mais lugares no auditório do museu. Entretanto chegou sua excelência o engenheiro Guedes da Aveleda e foram logo a correr buscar uma cadeira para o Sr. engenheiro se sentar. Eu continuei de pé. Tudo bem. Afinal eu preciso de crescer e o Sr. da Aveleda sempre tem um prestígio mais alto que o meu. Eu meço 1,70 e ele deve andar pelo 1,80.
Já tinham acontecido coisas destas quando cá esteve o José Saramago, em que o envolvido foi um Juiz, só que esta pessoa teve muito nível ao recusar um lugar nas filas da frente. Eu vi. Entretanto, Penafiel é uma terra de afectos, pelo menos há quem o diga.
Um dia destes vou falar do "discurso do método" de Alberto Santos, que hoje foi empossado mais uma vez como presidente da Câmara Municipal de Penafiel.

Não tenho foto da cerimónia. O Napoleão atrasou-se. Eu queria "gamar-lhe" uma...

sábado, 24 de outubro de 2009

O CATÓLICO DIRECTOR

Fiquei muito surpreendido (pensando bem, se calhar até não) por um jornal de Paredes, que por acaso até tem nome de telenovela da TVI, não ter trazido na sua última edição, qualquer reportagem, qualquer notícia sobre um dos maiores acontecimentos a que Penafiel já assistiu: a visita de José Saramago envolto numa "Escritaria".

Mas o seu director, um empedernido (apesar de jovem) católico, no seu editorial disse tudo. Não gosta dele, não gosta do Saramago e ficou muito ofendido na sua sensibilidade pelas palavras proferidas pelo Nobel da Literatura. Se calhar este senhor, deve ser mais um dos que aplaudiram em 1993, a inquisitória atitude de Aníbal, Lopes e Lara, quando proibiram o "Evangelho Segundo Saramago" de participar num prémio de literatura internacional. Deve ser um tipo de atitude que conhece muito bem, na medida em que...

Há cerca de meio ano, eu ainda escrevia no tal jornal de Paredes. Então, e apropósito de nomes de rua de Penafiel eu disse (escrevi) num texto que o nosso padre Albano nem nome de rua merecia. Então o democrático director, cortou religiosamente essa frase porque, (disse ele) tinha muito respeito pelos párocos. Não acreditam? Acreditem que foi verdade.

Não vou falar do meu despacho pela porta fora, como cronista das páginas desse mesmo jornal. Já tudo foi dito acerca disso, em que elementos da democrática coligação "Penafiel Quer" também tiveram a sua cota parte de responsabilidade neste triste e salazarento episódio.
Por isso não me admira que o Sr. Director tenha "escondido" o Saramago, porque este não acredita em Deus nem na Bíblia.
Engraçado que eu também não...

AS BRIGADAS HIGIÉNICAS

Isto é uma foto que eu tirei a uma parte de um texto que vem num jornal de Paredes, assinado por um maníaco anti-animal. Tadinhas das crianças provincianas que não mais poderão contactar com o que apenas vêm pela televisão.
Sabe senhor maníaco anti-animal, estas brigadas higiénicas estão a pensar em sugerir aos Cardinais e Chens deste circense país, que em vez de leões, macacos ou tigres, utilizem "burros", como alguns que eu conheço, que andam por aí a aplaudir touradas e outros espectáculos de tortura...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ALBERTO SANTOS COMUNISTA?????????

Se não é comunista, então o que é? Não me refiro a José Saramago, estou a falar de Alberto Santos, o nosso presidente da Câmara. A sorte dele nas eleições, foi ter realizado estas “Escritarias” depois de 11 de Outubro, senão era como diz o outro: Já foste!

Esta malta de direita (a maioria) toda virada para o aimeudeus, fazia-lhe a cama. Fazia uma campanha eleitoral contra ele, que o presidente em vez de ir cantar vitória para o Campo da Feira, ainda acabava numa inquisitória fogueira. Penso que Alberto Santos calendarizou bem as coisas, não fosse Deus tecê-las.

Mas é comunista porquê? É comunista e está mesmo à vista de óculos.

Então logo nas duas primeiras “Escritarias” que se realizaram em Penafiel, vieram cá dois ateus, dois vermelhos, dois comunistas de primeira linha. Primeiro foi o estalinista Urbano e agora o anti-cristo Saramago. E depois sabem quem veio a acompanhar estes dois “comunas”? Foi um outro “comuna”: o José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores.
Alberto Santos não traz cá no próximo ano o “Manuel Tiago” porque o Álvaro Cunhal já nos deixou, porque senão era mais um terramoto com epicentro nesta cidade. Não havia escala de Richter que aguentasse.

Penafiel foi de facto epicentro de um terramoto, com Saramago a fazer algumas considerações, quanto a mim pertinentes e correctas, mas que virou tsunami, tenha-se em conta as reacções da velha e caduca igreja católica, com a padralhada logo a rezar mais alto: “Vozes de burro…”
Mas parece que os ecos do autor de “Caim”, chegaram a Jeruzalém. E agora? E se os judeus vierem por aí abaixo e lançarem umas “bombocas” em cima da Igreja da Misericórdia. Nem o Museu se safava. Também não fazia mal, era da maneira que já não pagávamos bilhete para lá entrar.

Ainda para ajudar a à missa, (salvo seja), a sorte de Saramago, de Alberto Santos e de Penafiel, é que Ariel Sharon está em coma há quatro anos e não leu “A Escrava de Córdova”. Vejam a nossa sorte. Não ficava pedra sobre pedra. É que o primeiro trabalho do novel escritor penafidelense é um hino à sociedade árabe. Ainda tínhamos de pedir socorro a um qualquer Azebulah.

Mas se algum atentado terrorista ocorresse em Penafiel, de quem era a culpa? A quém é que iríamos pedir contas? Bem sabemos que José Saramago foi quem falou. Que foi o Nobel quem escandalizou o mundo católico, com as suas afirmações. Que foi o “lanzarote” quem abanou algumas mentes inertes no escuro da ignorância. Mas quem o trouxe a Penafiel? Quem o convidou? Pois foi. Foi o “camarada” Alberto Santos que é useiro e vezeiro nestas coisas.
É que já foi a terceira vez que o nosso presidente “vermelho”, abriu as portas desta nossa cidade ao autor d´ “O Evangelho…”, o tal livro que os “laranjas” Silva, Lopes e Lara vetaram, que proibiram que concorresse a um prémio literário internacional em 1993. Lembram-se? claro que não se lembram.

Eu que até nem sou muito favorável às “Escritarias”, porque penso que aqui, há mais cultura da festa, do que festa da cultura, dou um “Bom” a este evento. Valeu a pena a esta cidade que foi grande, sendo ela pequena.

Não queria terminar este texto sem deixar no ar esta questão. Se de facto Alberto Santos é comunista, por que é que leva os avós de Penafiel à missa em Fátima? Vá-se lá saber…

Ilustro este texto com uma foto que é um hino ao amor. Saramago bebeu Pilar de uma trago…

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

UMA DESGRAÇA MOURA

Vou aqui reproduzir um texto de opinião que veio publicado no DN, desse grande intelectual, poeta, romancista, tradutor, ensaista e fascistóide, social democrata que dá por nome de Vasco Graça Moura:
Depois se quiserem ler algumas reacções a este mesmo artigo é logo a seguir.

Então lá vai disto:


"Em matéria de eleições, sempre houve que distinguir entre legitimidade e razão. Não pode discutir-se a legitimidade dos resultados das legislativas. Já não é assim com a apreciação da razão que assista a quem votou neste ou naquele sentido. Se assim não fosse, não poderia discutir-se o resultado da eleição de Adolf Hitler em 1932 e as suas macabras consequências.
Por isso, não tenho uma vírgula a alterar ao artigo que publiquei há duas semanas no DN sob o título de "Mais do mesmo" e que me valeu as iras furibundas de uma harpia radiofónica e destemperada que não percebeu nada do que leu.
Não tenho tempo nem pachorra para armar em Pigmaleão de gajinhas analfabetas e espevitadas, mas sempre lhes direi que não é verdade ter ficado nos últimos lugares dos rankings, aliás absurdos, que a imprensa fez do trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu (as críticas que Jamila Madeira em tempos fez sobre o assunto são modelares e não vale a pena voltar a pegar nisso).
E tão pouco é verdade que, na área da cultura, segundo a conspícua criatura vociferava na rádio, se tenha esperado em vão que eu tivesse feito alguma coisa. Entre muitas outras matérias de que me ocupei, não apenas na área da cultura, e de que dão sumária conta as 500 páginas do meu livro AnotaçõesEuropeias (Lisboa, Bertrand, 2008), encontram-se os relatórios de que fui autor relativamente a dois diplomas essenciais para as políticas culturais da União: trata-se dos relatórios relativos aos programas-quadro Cultura 2000 e Cultura 2007-2013. Disto têm sobejo conhecimento todas as estruturas interessadas de agentes e operadores culturais nos Estadosmembros, incluindo Portugal e os gabinetes dos seus sucessivos primeiros-ministros e ministros com intervenção nessa área...
Mas não vale a pena gastar cera com ruins defuntas. O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou. Levará o País aceleradamente na pior das sendas. O Presidente da República não tem, nem pode ter, a mínima confiança na personalidade que vai ser forçado a indigitar para primeiro-ministro e, por identidade de razão, no seu Governo. Isto nunca poderá dar bom resultado.Outra evidência é a de José Sócrates nem sequer precisar de se preocupar com o recrutamento de novos ministros. Se ganhou as eleições com a inqualificável porcaria do Governo a que presidiu durante quatro anos - e era impossível ter governado pior -, bem pode continuar a esperar que em próximas eleições as coisas se passem de igual modo, pelo que mais lhe vale não mexer na equipa vencedora…
Sócrates não só é de uma incompetência clamorosa e verbosa, como é absolutamente incapaz de qualquer espécie de boa governação. Contaminará todos os membros da sua equipa que porventura tenham a veleidade de alterar o presente estado de coisas e de tirar o País do buraco sem remédio em que os socialistas o meteram. Se não contaminar, tratará de os pôr na rua ao fim de dois ou três meses, como aconteceu com Campos e Cunha.
Com esta ou outra qualquer tropa fandanga, Portugal está condenado à demagogia e ao facilitismo, à propaganda desenfreada da acção do Governo, a catadupas de medidas avulsas e desconexas, sem fundamentos sérios, sem pertinência e sem resultados positivos, ao desagregar do pouco que ainda se mantém de pé, à ruína completa de todas as dimensões da sua vida colectiva, à descaracterização total da sua identidade e até ao risco sério do fim da sua independência.
Por tudo isso, é essencial que Manuela Ferreira Leite cumpra o seu mandato até ao fim. Para já, no ensejo da discussão do Orçamento do Estado, só ela estará em condições de traduzir politicamente e tecnicamente na Assembleia da República as objecções de fundo que o projecto de Orça- mento não deixará de suscitar. Terão necessariamente de ser do seu comando e da sua responsabilidade, como chefe do maior partido de oposição, as reacções ao documento e a demonstração dos seus erros ou dos seus vícios ocultos. E, last but not least, a preparação das bases de uma continuidade consequente do PSD na oposição. É preciso acabar depressa com o próximo Governo!"

In DN - 14/10/2009



GeorgeRupp
14 Out 2009, às 12:26 - Portugal - Lisboa
A profunda estupidez deste artigo, revelando uma raiva descontrolada, demonstra "ad nauseam" a absoluta necessidade de VGR se dedicar a tempo inteiro a outras actividades, para as quais tem inegavelmente mais talento.

SeverinoSenior
14 Out 2009, às 12:10 - Portugal - Faro
Pouco letrado e apenas com a "Escola da Vida",eu responderia ao Homem da Cultura,Vasco Graça Moura,em duas curtas frases:- Sobre a sua obra...."quando o seu trabalho falar por Si,...não o interrompa"!. No problema do eleitorado:- "Substitua-se o Povo em vez dos dos Politicos"!. Parece-me um lema ditadorial!!!

Reinaldo Santos
14 Out 2009, às 12:07 - Portugal - Porto
O DN não pode ter um critério tão permissivo aos seus "opinadores", que lhes permita insultar duma forma tão suez , todo um povo, "a que este VGM" nos vem habituando. Com esta mente preversa e doentia,sinto-me ferido na honra, como qualquer português, motivo bastante para o processar juridicamente. Aguardo adesões e atitudes firmes do DN e ERC.

Nick Bolas
14 Out 2009, às 11:29 - Portugal - Lisboa
Concordo no fundamental com o artigo. O autor devia no entanto tentar perceber as razões pelas quais o povo português não percebeu a urgência da situação em que nos encontramos. Também me parece que é, cada vez mais, uma voz isolada neste jornal. Não me parece que os seus artigos interessem a militantes do PS.

vitor fortes
14 Out 2009, às 10:19 - Portugal - Lisboa
Defender cavaco na questão das escutas, ou culpar socrates pelo assunto, é tão profundamente estupido que nem merece comentário. VGM percebeu o que disse cavaco? é que só quem não entenda do assunto é que percebeu. e isso diz tudo. o que mais odiei em cavaco, foi que me pôs a concordar com a odiosa Ana Gomes: o presidente está xéxé, é patético e é preciso ter paciência.

Francisco Brotas
14 Out 2009, às 10:02 - Portugal
Relativamente aos comentários que faz sobre as eleições,não posso estar mais em desacordo.O Dr Salazar,se fosse vivo,decerto aplaudiria de pé.Eu compreendo que esteja mal disposto por o seu partido não ter ganho as eleições,mas não é preciso começar a disparar em todas as direcções.Saber perder é uma virtude.E deixe de chamar estúpido ao eleitorado.Afinal o povo é quem mais ordena.

DELFIM GOMES
14 Out 2009, às 09:52 - Portugal - Lisboa
"Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão ?"O povo só não revela estupidez quando vota nos "nossos"!.Democratas destes,não,obrigado !

Silva Ferreira
14 Out 2009, às 09:29 - Portugal - Lisboa
Este Senhor que se diz da área da cultura , é na verdade uma criatura sem educação nenhuma e com uma mentalidade obtusa, então só porque as pessoas não têm a mesma opinião dele são apelidadas de estúpidas, será que a inteligencia e a capacidade de opinar é só propriedade deste Senhor? relativamente ao seu partido o Senhor ainda não consegui perceber que os eleitores não o querem no governo?para u

Swimfan
14 Out 2009, às 08:55 - Switzerland
Para que conste: em Portugal, nunca votei socialista ou social democrata. Compreendo a frustração de VGM tendo em conta a "cruzada" que tem feito por Manuela Ferreira Leite, mas comparar, ainda que por sugestão, as últimas eleições legislativas com as que ditaram a subida ao poder de Hitler, deveria envergonhar quem assim pensa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O CIRCO SEM ANIMAIS

O dia 12 de Outubro foi um dia muito importante para mim. Muito importante, de facto. Devo dizer que foi um dia histórico. O que aconteceu tornou todos os resultados das eleições autárquicas uns simples fait-divers. Quero lá saber se Alberto Santos ganhou, ou se Sousa Pinto perdeu. O que eu sei é que a partir de ontem, é proibido por lei, o uso e a exibição de animais nos circos. A partir de ontem, quem gostar de circo vai ter se contentar com as piruetas dos homens e dos palhaços. Estou muito feliz. Muito mesmo...
Pode ser que com isto esteja mais perto o fim de qualquer tipo de touradas e dos rodeios que a nossa "magnífica" câmara municipal há tempos trouxe a Penafiel, lembram-se?
Só queria que vissem bem a foto que acompanha este texto.
O domador foi pó c...
Teria sido o Chen ou o Cardinali?
Vivam os animais. Vivam as pessoas, que respeitam os animais. Um abraço aos meus amigos Meireles, Ildebrando, Maria José e em especial à Senhora Margarida que está lá no céu a aplaudir esta medida...
Já agora se o Dr. Alberto Santos ler este blogue, eu peço-lhe, que não faça a poda das árvores em frente à câmara municipal. Deixe os pássaros procurar calma e naturalmente outro local para ficar...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

OBRIGADO PENAFIEL !

Não tem que agradecer, Dr. Alberto Santos.
Eu não sei até que ponto aquele painel se justifica. Eu acho que até é algo abusivo. Vamos por partes: O Sr. presidente da Câmara Municipal, agradece a Penafiel pela sua eleição, logo está agradecer a quem votou em si. Logicamente que não está a agradecer a quem não lhe deu voto. A questão é esta: de que terra serão as pessoas quem não votaram em si? E olhe que foi a maioria!
É verdade, a maioria dos eleitores penafidelenses não o reelegeu. Portanto o Sr. Dr. Alberto Santos, não tem que agradecer a Penafiel, mas sim aos 30 mil eleitores desta terra que lhe deram o voto de confiança.Sr. presidente da Câmara, Sr. Dr. Alberto Santos, de facto o Sr. ganhou as eleições. Mas a haver derrotados, esses não foram os que em si não votaram. A grande derrotada foi a nossa terra, foi a nossa cidade, foi Penafiel. O futuro (e queria estar enganado) o vai confirmar. Tendo em conta os oito anos anteriores...
Voltando atrás. Afinal de que terra serão os que não votam em si?

domingo, 4 de outubro de 2009

FIM DO FOLHETIM - Mentir Penafiel

Chegou assim ao fim esta trepidante aventura, em que se contaram, em que deu nota das trinta razões para não se votar em Alberto Santos nas próximas eleições autárquicas.
Falei de muitas coisa. Não falei de tudo. Não mencionei por exemplo, os problemas relacionados com o ambiente, o esbanjamento de dinheiros públicos, o défice democrático, a baixa eleitoralista do IMI, a toponímia, os comícios municipais, a bracalândia, o teleférico, o prédio dos machadinhos, o esquecimento” de funcionários da edilidade por razões ideológicas, o caldo e a bordaleza etc., etc.
Agradeço a todos os que me leram. Quem gostou, tudo bem. Quem não gostou, que ponha na beira do prato, que eu também não gosto de muita coisa que por aí se vai dizendo, fazendo ou não fazendo.

Pode ser que depois das eleições, eu venha aqui falar de algumas razões porque se devia ter votado em Alberto Santos...

CAPÍTULO XXX - Tanto Espaço Abandonado

Neste folhetim eu teria que incluir um capítulo dedicado ao grande espaço camarário que está defronte às Mercearias Pedro, na rua Abílio Miranda.
Há tanto tempo que ali está imprestável. Serve de vez em quando para colocar os carros dos bombeiros ao sol.
Houve quem quisesse ali construir uns novos Paço do Concelho que não me pareceu uma grande solução. Câmara temos nós que chegue. Temos e de que maneira, tanta que Alberto Santos até se deu ao luxo de ceder o espaço do antigo magistério para a ensino superior.
Alberto Santos não pega naquele espaço porquê? Porque não constrói ali alguma coisa que venha a beneficiar esta terra e os penafidelenses? Será que já estamos bem servidos de tudo? Não temos carências ao nível mais básico? Está tudo bem então?
Claro que não está tudo bem. É evidente que há muitas coisas que faltam em Penafiel. Por isso é que eu vim para aqui com este folhetim. Eu vou falar de algo de extrema importância. Vou lançar um lamiré, correndo o risco de ser um tanto demagogo ou delirante, o que não me parece, porque nada é impossível.
O Dr. Alberto Santos, ou alguém do seu executivo, precisou de cuidados médicos no hospital Padre Américo? Nunca lá esteve nessa qualidade? Vá lá e veja o que se passa. Se lá for nem acredita como aquilo funciona. Eu só digo e não exagero. Até tenho medo de lá ir. São montes de doentes em cima de montes de outros doentes à espera de chamada. Muita gente espera muito tempo, para ser atendida. Uma desgraça. Uma miséria. Até faz doer tudo e muito.
Mas o Dr. Alberto Santos não vai lá. Não sabe, que é necessário mais uma unidade hospitalar em Penafiel para suprir problemas como estes. Penafiel não tem unidades de saúde que chegue. Esta falta é gritante.
No espaço da antiga serração, podia-se criar, em articulação com o poder central, um banco de urgências, para libertar o hospital do Vale do Sousa da asfixiante afluência de uma região inteira que só prejudica a saúde dos mais pobres. Alberto Santos não é arrojado, não tem coragem, nem apetência para resolver problemas como este. Um problema gravíssimo afinal.

CAPÍTULO XXIX - As Placas Inaugurativas

Não tenho dúvidas. Penafiel inventou uma nova modalidade na área do atletismo. Sabemos pois da existência nesta área desportiva, do lançamento do peso, do martelo e do dardo. O que desconhecíamos era o lançamento de primeiras pedras em que o nosso executivo é mestre.
Quase todas as semanas deste ano houve provas destas. E a entrega-las à posteridade, para além das fotos dos jornais locais, estão as respectivas placas referentes a tais cometimentos.
Serão milhares estas placas pelo concelho. Serão milhões se a estas juntarmos as placas relacionadas com reabilitações, recuperações, requalificações e outras manifestações. A mais pequena obra tem direito à sua placa. Eu nunca tinha assistido a semelhante obsessão pela colocação destas tabuletas por tudo quanto é canto desta terra. Um bom negócio para o fabricante, que não deve ter mãos a medir.
É o culto da personalidade, em que o nome é mais importante que a própria obra. Veja-se a diferença de atitude entre dois presidentes desta terra. Um, Justino do Fundo, que foi quem construiu e inaugurou o pavilhão Fernanda Ribeiro, em que a placa inaugurativa não contém o seu nome. Outro, Alberto Santos, que apenas fez obras de reparação no mesmo pavilhão, teve direito a uma placa com o seu nome gravado.
Paradigmático…