quarta-feira, 30 de setembro de 2009

CAPÍTULO XVII - O Dia dos Avós

Este dia que até podia ser um dia especial, é uma data em que os políticos cá da terra entendem que não é dia de poupança, e zás. Toca a abrir os cordões à bolsa dos contribuintes e pegar nos avós cá da terra e pimba ir com eles à missa a Fátima. Sim porque isto de ser católico praticante tem as suas responsabilidades: Não há domingo sem missa, não é verdade?
Depois gastar dinheiro com os nossos “simpáticos velhinhos” é um investimento como outro qualquer. Venham a nós os vossos votos. Há também o negócio dos bonés, das t-shirts, mais uma tigelinhas, e pronto estão criadas todas as condições para se Sentir Penafiel, precisamente como o poder mais gosta: landum.
Mas o que me parece e pelas fotos que chegam sempre que acontece este tipo de excursões, quem mais festeja, quem mais se diverte, quem mais pula, quem mais dança, são mesmo os mandantes da festa. Vejam só a foto que ilustra este texto. É elucidativa. A “Penafiel Verde” ao lado da Junta de Freguesia.
Alberto Santos sabe quem tem. Conhece como ninguém os gostos e desgosto dos seus acompanhantes de gabinetes. Não há festa como esta. Como disse o nosso presidente da Câmara em Pombal em 2008: para o ano vai ser melhor. E foi. Parece que de facto foi uma batalha de Aljubarromba É nesta matéria que este executivo dá cartas, verdade seja dita…

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CAPÍTULO XVI - Os Assessores da Câmara Municipal de Penafiel

A nossa Câmara Municipal tem muitos assessores. Muitíssimos. Muito mais que os que devia ter. Há quem fale em 25. Não sei se é verdade este número.
É raro eu entrar na edilidade. Mas quando lá vou, constato a imensidão de pessoas bem pagas que fazem pouco ou nada. Eu não sei se é verdade se o trabalho deles é levar o café, o chá ou a laranjada aos gabinetes dos vereadores e presidente. Eu só sei que é muita gente a andar de lado para lado a passar modelos e a ganhar uma valente nota, tudo à conta do erário público.
Mas o que mais incomoda nesta matéria é, quando questionados com esta situação de excesso de assessores, os senhores presidente e vereadores, vêm com uma lacónica resposta: “a lei prevê”. Com se isto dito assim, justificasse tudo. Profundamente lamentável o uso e abuso de dinheiros públicos em meras futilidades. Sim porque se calhar a maior parte dos assessores até se estorvam uns aos outros.
Em outros executivos anteriores isto não acontecia. Os assessores eram os próprios funcionários da Câmara. Toda a gente sabe isso. Mas Alberto Santos veio inaugurar uma forma de gastar dinheiro sem conta, peso ou medida. Se houver medida ela é feita à imagem de um executivo e nunca à imagem de uma terra. Da nossa terra. Da nossa Penafiel, que é no fim de contas a principal prejudicada.

CAPÍTULO XV - A Esplanada do Calvário

Tenho óptimas recordações desta esplanada. Chegou a ter um pequeno espaço de dança. A melhor esplanada da cidade, que era das coisa mais lindas da cidade, está hoje reduzida a um retrato a preto e branco de muito má qualidade. Foi este o segundo Verão que aquele espaço não funcionou. Foi o segundo ano que aquele espaço de lazer não viu as portas a abrirem-se. Não falando dos muitos anos que o Jardim do Calvário não tem animação musical nocturna e diurna no Verão. Aqui a não obra também fala por si. E “esplanada” como apenas lhe chamávamos, hoje é um espaço degradado em que os políticos da coligação “Penafiel Quer” não mexeram uma palha para inverter a situação. Mais uma nódoa, mais um ponto regro, mais um buraco, mais um “Sentir Penafiel” a acrescentar a outros que estão por aí espalhados.
Eu sei que a Junta de Freguesia de Penafiel não existe, mas a Câmara deveria ter um pouco mais de atenção a estas coisas.
Mas OLHOS NOS OLHOS, eu prefiro a esplanada fechada, a abrir ali uma pizzaria, como já ouvi falar. Era o que faltava em matéria de mau gosto. Era o que faltava para que Penafiel batesse no fundo.

CAPÍTULO XIV - A Tasca dos Borrachões

Antes da coligação político-partidária “Penafiel Quer” surgir nesta terra, esta tasca estava remetida para a Praça da República. Não estava lá muito bem. Mas o que aconteceu a seguir foi bem pior.
Chegada que foi a modernidade, esta invadiu a cidade e foi o que já se sabe. Canecas e mais canecas, tigelas e mais tigelas “Sentir Penafiel” e muito, muito vinho a escorrer pelas gargantas até chegar com o dedo.
Os amantes da pinga, primeiro concentraram-se no espaço do antigo cinema. Ali mesmo no centro da cidade, a mostrar a quem nos visita que nesta matéria, somos grandes. Foi um belo postal turístico.
Depois foram para o Largo da Ajuda. Foi um sucesso total. Venderam-se muito bem as canecas e tigelas (um rico negócio para o fabricante) com o vinho, muito vinho a ser de borla, a fazer lembrar uma das doutrinas salazarentas: “Beber vinho é dar o pão a um milhão de portugueses (neste caso de penafidelenses)”.
Como é possível que um dos locais mais históricos e belos desta cidade seja reduzida a uma grostesca tasca de borrachões? Foi um atentado ao património cultural de Penafiel.
Se calhar a actual Feira do Livro foi ali parar por engano…

CAPÍTULO XIII - A Feira do Livro APE

Eu abençoo qualquer feira do livro. Seja onde for. Esta de Penafiel nem por isso. E não é pelo facto de a Associação de Empresários de Penafiel, não ter convidado os seus associados livreiros para a dita cuja, que verdade se diga, andou muito mal nesta história de ignorar quem vende livros em Penafiel. Há aqui muito oportunismo político.
Nos últimos oito anos, Penafiel não viu o padeiro em matéria de feiras de livro. E logo em ano de eleições, pimba apareceu uma no Largo da Ajuda.
Isto não foi um acto cultural, isto foi mais um acto político.
Depois Alberto Santos não devia estar lá na qualidade de presidente da Câmara Municipal de Penafiel, nem o Sr. Vereador da Cultura. Não senhor. Alberto Santos, devia estar ali na qualidade de cidadão ou de homem de letras, como é.
Depois claro, vieram as palavras, vieram os discursos e veio mais uma panóplia de projectos, de uns tantos milhões para investir aqui e ali e acolá.
Porquê que Alberto Santos não fez ali uma sessão de autógrafos do romance que escreveu no ano passado? Eu sei que já passou algum tempo, desde a sua saída, mas creio que não era nada desajustado. O meu exemplar está por autografar…
Dr. Alberto Santos, não havia necessidade de fazer política no meio de tanta literatura e em pleno dia de meditação eleitoral.
Só mais uma nota: porque razão não fizeram esta feira do livro, por alturas da vinda do escritor José Saramago? Pois é, já tinham passado as eleições autárquicas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CAPÍTULO XII - Prémio de Poesia Daniel Faria

Mais um “cancro” na cultura penafidelense. Mais um certificado de menoridade que foi passado aos escritores penafidelenses que escreveram e viveram na nossa urbe.
Já estou cansado de falar disto. Também já estou saturado de tanto silêncio por parte dos criadores deste prémio de poesia.
Alberto Santos “desculpa-se” dizendo que Daniel Faria é um poeta da região e acharam por bem homenagear este autor de Paredes, dando-o a conhecer. Talvez sejam sinais da globalização. Há também quem sustente que temos de ser mais abrangentes e deixarmo-nos de bairrismos excessivos. Mas o que fica para a história é que os poetas penafidelenses como José Júlio, Joaquim Araújo, Rodrigo Solano, entre outros, foram remetidos ao silêncio das estantes livrescas. Mas o que eu sei é que há muitos municípios no nosso país, que homenagearam os seus filhos da terra tornando-os patronos dos seus prémios literários. Não vale a pena vir com os nomes de dezenas de autores e respectivas localidades. Só vou lembrar o nome de José Luís Peixoto, que já venceu este prémio penafidelense (que visa o aparecimento de novos valores), tendo ao mesmo tempo o seu nome instituído num prémio de literatura em Soure, sua terra natal.
Isto é sintomático da tremenda injustiça que se está a praticar em Penafiel. Penafiel não se dá bem com os seus? Parece!

CAPÍTULO XI - As Touradas em Penafiel

Não me podia esquecer desta torpeza, desta inanidade. Não podia deixar passar em branco um dos acontecimentos mais infames que por cá apareceu. Nunca imaginei que Penafiel descesse tão baixo.
Este executivo “Penafiel Quer” fez regressar a esta terra um espectáculo, que outros políticos dos mesmos partidos, já tinham trazido nos idos anos 76/77. É caso para dizer: Tais pais… tais filhos.
Não satisfeitos com estes feitos, Alberto Santos e companhia, resolveram mudar um pouco e eis que fomos depois “Rodeados” com mais algumas animalescas virtudes. Foram as piores Agrivais de sempre.
Penafiel viveu de facto alguns momentos de terror, alguns tempos de escuridão, em que animais, sem serem tidos nem achados, foram torturados, foram gozados, derramando o seu sangue para gáudio de acéfalos penafidelenses. Alberto Santos na altura disse: “Há quem goste”, como se aquilo fosse uma questão de gosto. As touradas reflectem o atraso, isso sim, das gentes de um fraco país. Foi mau de mais para ser verdade.
Muitos pensarão: “Está preocupado com os touros e esquece-se dos homens, das mulheres e das crianças, que a cada minuto sofrem e morrem em circunstâncias ainda mais degradantes”. Nada disso. Eu preocupo-me com os touros e com os homens, mulheres e crianças. Preocupo-me com tudo o que vive, sente e sofre. Preocupo-me e ocupo-me. E é preocupando-me que me ocorre ter algumas certezas.
Penafiel não merecia ser invadida por alantejoulados e alantejouladas toureiros e toureiras. Não merecia ser invadida por esta foleira e apalhaçada marialvice. Penafiel ganhou nada com isso. Esperemos que não se repitam estas descidas às profundezas do inferno.

CAPÍTULO X - Escritarias

Claro que gosto de Urbano Tavares Rodrigues. Naturalmente que aprecio o nosso Nobel da Literatura, José Saramago (é só "comunas") porque nem só de circo vive o homem. Portanto uma colher de cultura sempre nos alivia a alma do resultado de algumas palhaçadas que por aí vão ocorrendo.
Não vou pelas Escritarias. Penafiel não se devia preocupar tanto com nomes que são vistos, lidos e apreciados todos os dias e em qualquer lugar deste país e não só. Para que se há-de projectar uma cultura mais que projectada? É a mania das grandezas, que por aqui paira. Nomes de estaleca. Gente conhecida sempre é outra coisa.
O ridículo da Escritaria, por exemplo do ano passado, foi que nem sequer o homenageado passou por cá. A nossa Câmara Municipal homenageou um escritor que se calhar desconhece onde fica Penafiel. Eu só gostava de saber como tudo começou. Quem se lembrou do nome do Urbano Tavares Rodrigues? A título de quê?
Na minha perspectiva, as Escritarias são o logótipo de uma certa cultura elitista que assentou arraiais nesta terra de há uns tempos a esta parte.
Termino esta razão pela qual não voto Alberto Santos, perguntando ao Sr. presidente, se conhece o poeta penafidelense Jorge Nunes Pereira, se sabe onde e como vive?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CAPÍTULO IX - Penafiel Verde

Para mim a empresa municipal “Penafiel Verde” é um defeito nesta terra e a sua gestão é uma das razões para não votar na coligação supra direitista nas próximas eleições locais. Para Alberto Santos é uma mais valia em Penafiel.
É bom que se saiba (e para quem não sabe, ou se sabe faz de conta que não sabe) que em menos de três anos a tarifa do lixo subiu 96 por cento e a taxa de disponibilidade doméstica (antigo aluguer do contador) subiu 67 por cento. Eu gostaria de saber porque razão estas taxas não foram aumentadas na mesma proporção do preço da água que “apenas” subiu 11 por cento, no mesmo período de tempo. Porque se os aumentos daquelas taxas fossem iguais à subida do preço da água, cada consumidor não estaria a pagar a mais 35 euros por ano.
Claro que o dinheiro é preciso para fazer face às constantes despesas desta empresa pública, como jantares de aniversário, feitura de revistas, lançamento de livro que para obtê-lo é necessário fazer uma requisição atempada. Claro que não me esqueci do financiamento de publicidade nas camisolas do F C Penafiel.
É assim a Penafiel Verde, empresa que, aquando da sua constituição, Alberto Santos disse que não era necessário admitir mais funcionários do que os oriundos dos serviços de água da Câmara Municipal. Afinal parece que não é bem assim.
Até nem falei do abuso das duas facturas, primeiro a menos em 2006 e depois a mais em 2007 e 2008, o que constituiu um embolsamento para aquela empresa municipal de cerca de vinte mil contos...

CAPÍTULO VIII - Os Papa- Chiclas

Esta história até teve honras de televisão. A nossa Câmara Municipal, vá-se lá saber porquê, entendeu gastar uns bons milhares de euros em quê? Em papa-chiclas, que estão espalhados pela cidade. Eu perguntei e volto a perguntar porquê e para quê? Aquilo tem alguma utilidade? Não. Os passeios estão mais limpos? Não. Os passeios continuam pintalgados e feios? Sim. Aliás com ou sem pastilhas elásticas esborrachadas no chão, os passeios da cidade continuam feios. Mas isto é assunto para outro capítulo.
Uma vez depositei uma pastilha elástica numa dessas coisas, e o que me aconteceu foi que, os meus dedos tiveram contacto com um outro chicla lá depositado. Nunca mais.
Nesta altura de gripes, os papa-chiclas podem ser um foco de contágios, na medida em que qualquer cidadão está sujeito a ficar com os dedos sujos de outros chiclas já usados. Eu se fosse presidente da Câmara mandava já retirar todas aquelas inutilidades. Os papa-chiclas podem ser um perigo para a saúde pública.
Mal por mal é preferível deitar os chiclas nos recipientes do lixo. Eu assim faço. É uma espécie de prática de sexo seguro.
Esta história dos papa-chiclas, chega a roçar o ridículo. Parece brincadeiras de crianças. Enfim… Mentir Penafiel é assim!

CAPÍTULO VII - O S. Bartolomeu de 2008

Porque será que o S. Bartolomeu de 2008, é uma das razões para não votar na coligação de direita liderada por Alberto Santos? É simples.
No dia 24 de Agosto de 2008, a RTP com a Tânia Ribas de Oliveira e Francisco Mendes, veio a Penafiel fazer uma reportagem sobre a feira de S. Bartolomeu e da Agrival. Até houve música pimba na voz desse extraordinário José Malhoa, que toda a gente aplaudiu e gostou.
Quando o Sr. presidente da Câmara de Penafiel (e ele estava ali nessa qualidade), fez a sua intervenção, em lugar de falar da rurbanidade de Penafiel, das feiras do S. Bartolomeu, da Agrival e do seu programa, o fez para falar do seu livro “A Escrava de Córdova”, obra recém-editada.
Claro que não caiu bem. Alberto Santos não devia sequer ter abordado a história da sua obra literária, porque não foi para ali chamada. Claro que há locais próprios para isso. Devia era ter aproveitado esta rara oportunidade para projectar a sua terra para todos os cantos do mundo.
No final o que ficou, pode até doer aos penafidelenses, foi que daquela transmissão televisiva, a imagem que passou para o exterior, foi de uma terreola qualquer, lá nos confins do mundo, tão fracas foram as intervenções, tão fraco foi esse programa, apesar do belo local onde tudo se passou, o Largo da Ajuda.

CAPÍTULO VI - As Torres de Milhundos

Estas três obras de arte parecem construções “legos” dos putos. Estas três torres gémeas, parecem estar a precisar da visita de um aviãozito com um piloto mais destemido.
Estas três torres à entrada de Milhundos são o corolário de um certo desvairamento do pelouro do urbanismo da Câmara Municipal de Penafiel. Gostava de ouvir Adolfo Amílcar a falar disto. Para quem tanto criticava as obras do tempo dos outros senhores, é caso para perguntar: “Então o que é aquilo que ali está?”
Quem assinou este projecto (e tenho a informação de que esta obra é deste executivo) atentou contra a inteligência do mais simples ser humano. Como se pode fazer uma coisa destas à entrada de uma localidade? Que lindo postal ilustrado de Milhundos. Que linda paisagem! Como através da altura se pode chegar tão baixo!
Alberto Santos pode não perder com isto, mas Milhundos e Penafiel perdem com certeza. A nossa terra paulatinamente lá se vai-se acantonando nas teias de um urbanismo terceiro mundista. E eu que pensei que a febre da construção já tivesse passado.
Mas atenção, estas horripilantes três torres, sempre estão melhor que uma arena de tortura animal, que ali se instalou há uns anos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CAPÍTULO V - A Mobilidade em Penafiel

Eu chamo aqui a este folhetim o tema da mobilidade, para criticar o quê, se o nosso município até recebeu a bandeira dourada como prémio?
Penafiel foi mesmo o primeiro concelho deste país a receber tal galardão. Só que na prática, as coisas não são bem assim. Estão mesmo longe de estarem aceitáveis.
Vistas bem as coisas, a mobilidade em Penafiel poderá vir a ser uma realidade. Para já não. Para já a bandeira não se justifica a esvoaçar ali junto ao Egas Moniz.
Se andarmos um pouco pela cidade, e não é preciso andar muito, mais de metade dos edifícios públicos não têm acessos para toda a gente. Há barreiras arquitectónicas por todo o lado: à entrada da Câmara Municipal, nos passeios junto à edilidade, no gabinete dos Recursos Humanos, no Multibanco, no gabinete do Património e Notariado, à entrada do Tribunal Administrativo e Fiscal, etc.,etc.. Portanto, a bandeira dourada da mobilidade é uma mentira. Fico a pensar porque cargas de água, alguém chega aqui e diz: Tomai lá esta bandeira, porque vocês são os maiores nesta matéria, só que o meu amigo Joel não pode entrar nos vários departamentos públicos da cidade. Vamos eliminar todos os obstáculos arquitectónicos e então depois que venha a bandeira. Porque "bandeira" por "bandeira" já temos uma na "Penafiel Verde"
Aqui neste caso foi praticado aquele dito popular "andar com o carro à frente dos bois"...

CAPIÍTULO IV - O Museu Municipal

Há tempos quando fui assistir à apresentação do livro de quadras de Júlia Mota no Museu Municipal desta cidade, fui confrontado à entrada com um penduricalho que dizia “bilheteira”. Eu até pensei que estaria a entrar, não num espaço de cultura e conhecimento, mas num campo de futebol.
Então para se visitar o nosso museu construído com os nossos dinheiros, vai ser preciso pagar bilhete? E que bilhete? Superior, bancada, camarote ou peão?
Alberto Santos na sua visão economicista que tem das coisas, ou de muitas coisas, optou pelo mais fácil, que é facturar. Optou pelo negócio. Já agora, os intelectuais da nossa praça, estão contra ou a favor desta caça ao dinheiro? Já sei, estão a favor… da “nossa magnífica câmara” como Alfredo de Sousa catalogou o actual executivo há tempos.
Podem dizer que as coisas custam dinheiro. Que é preciso pagar aos funcionários. Que é necessário fazer a manutenção daquele espaço. E que afinal de contas há já muitos museus neste país a praticarem este tipo de gestão empresarial.
Claro que sim. Mas…se a cultura, o conhecimento e o saber, custam dinheiro, a requisição de frotas de camionetas para as constantes excursões levando milhares e milhares de “velhinhos” a Fátima, ao Pombal ou à Batalha, são de borla?
Pois é, saber gerir os dinheiros dos contribuintes, é um serviço público dos mais importantes que tem uma governação central ou local, mas parece que nesta terra, não é assim. Pagar para visitar o museu é uma aberração, é uma injustiça. Não é assim que se projecta o nome de Penafiel para fora.

CAPÍTULO III - A Urbanização de Penas

Eu já falei disto.
E não sei o que vai na cabeça dos nossos políticos, que quando urbanizam determinada zona, não pensam na cor verde.
Será assim tão complicado ou caro colocar manchas verdes onde se plantam manchas cinzas de betão?
A zona urbana de Penas, perto da Vila Gualdina é uma evidência. Aquilo não é um deserto porque lá vivem pessoas. No Verão até parece que o sol castiga mais. Não parece, é real. A Câmara Municipal de Penafiel e o presidente da Junta de Freguesia (se é que esta figura institucional existe) têm a noção do grave erro que ali foi gerado? Ou será que aquele local onde já mora muita gente, vem no seguimento de uma filosofia que vem de um centro de cidade completamente desnudado de árvores?
O pelouro do ambiente da CMP, tem aqui um enorme défice. Até parece que desconhecem as vantagens que uma árvore pode proporcionar em termos de qualidade de vida.
Para já (embora tenha belos nomes de rua) a Urbanização de Penas não é um local de referência de Penafiel. Pelo menos enquanto esta coligação política por cá andar, que não é dada para essas coisas. Estou ciente disso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CAPÍTULO II - A Zona Pedonal

Ora qui está outro problema que nestes oito anos só deu chatices. Aqui, a actual Câmara Municipal ainda acentuou mais as confusões já existentes. Fez e desfez posturas. Colocou sinais de trânsito sobre sinais de trânsito. Proibiu desproibiu a circulação de automóveis e neste momento há muita gente que nem sabe se aquela zona é ou não pedonal. Aquela zona nobre da cidade é o caos automóvel.
Prometeu-se para ali um mar de animações comerciais e culturais (não estou a falar dos "Sons de Verão") que deram em nada. Nem os moradores têm direito a estacionar as sua viaturas junto das suas residências. São remetidos para um estacionamento subterrâneo a pagar bem pago.
Fico com a impressão que Alberto Santos tem pouca apetência para resolver problemas criados pelos outros. Neste caso por Agostinho Gonçalves e o PS.
É uma tremenda falha da coligação que governa Penafiel há quase uma década.
Para mim aquela zona é pedonal, é pedonal. Os carros não deviam passar. Excepção feita a cargas e descargas a determinadas horas. As viaturas dos moradores e comerciantes deviam ter estacionamento (gratuito) no Parque que foi criado para esse efeito.

CAPÍTULO I - O Feriado Municipal

Comos todos sabem o nosso feriado municipal é comemorado no dia de S. Martinho, 11 de Novembro. Como todos sabem também, grande parte dos penafidelenses não o goza, porque o comércio está aberto nesse dia. Ora a mudança impõe-se. E a data mais desejada é o dia 3 de Março, dia da nossa universalidade. Dia em que faz anos que a nossa terra subiu de posto.
Penso que a mudança de data do feriado, não põe o que quer que seja em causa. Nem o S. Martinho sai diminuído, e ao dia 3 de Março é dado a relevância que merece.
Se calhar as cerimónias de comemorações desse dia, deixavam de ser um acto meramente político, para passar a ser um acto mais abrangente. Passava a ser um acontecimento para todos os penafidelenses.
Sabedor disso, Alberto Santos pura e simplesmente tem ignorado esta injustiça de todo o tamanho. O nosso presidente da Câmara podia e devia ter levado este assunto à assembleia municipal e resolvido uma situação pouco democrática que se arrasta há um bom par de anos: uns gozam o feriado, outros não...
Ou será que este tema não é assim tão importante como alguns "velhos" pensam?...

O FOLHETIM "MENTIR PENAFIEL"

Vou dar hoje início ao prometido folhetim "Mentir Penafiel", que terá não vinte, mas mais de 30 capítulos, ou seja, mais de trinta razões para não votar em Alberto Santos, ou na coligação "Penafiel Quer", no próximo dia 11 de Outubro, que se Deus e os eleitores quiserem, virará ao rubro. Estas pequenas notas, não serão para falar de mentiras. Serão para falar de verdades que mentem. Para falar de actos e de não acções.
Não vou ser exaustivo, porque corro o risco de não lerem, ou de não acompanharem esta blogonovela. Só falarei do que no meu entender está mal. Não trarei aqui algo que esteja bem. A minha filosofia é criticar o que penso ser negativo. Entendo que as coisas positivas falam por si.
Se me perguntarem porque razão eu faço isto, a minha resposta é só esta: assinalar uma tremenda desilusão por uma postura, uma forma, uma visão que Alberto Santos e sua equipa teve ou tem sobre e de Penafiel nestes longos oito anos.
Os assuntos, os temas serão mais ou menos importantes. Evidencia a minha perspectiva que eu tenho sobre a minha terra. Volto a referir que este trabalho é apenas de minha autoria. Ninguém me encomendou o que quer que seja.
Só para que fique claro.

domingo, 20 de setembro de 2009

FOLHETIM "Mentir Penafiel"

Um dia destes vou começar a publicar neste blogue o folhetim "As vinte razões (ou mais) para não votar em Alberto Santos".
Aguardem...

sábado, 19 de setembro de 2009

A PROPÓSITO DO ACIDENTE NA VARIANTE DO CAVALUM

O Sr. presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos e o vereador da protecção civil da mesma edilidade, Dr. Antonino de Sousa, estiveram no local do fatídico acidente na Variante de Cavalum na passada quarta feira e disseram, (sem querer descontextualizar):
(Alberto Santos) "Já estava em estudo prévio um projecto para a inclusão de zonas de circulação pedonal e de ciclovias e iluminação de todos os eventuais níveis de insegurança nesta e noutras estradas do concelho…"
(Antonino de Sousa) "O acidente aconteceu numa via propícia a acidentes, sobretudo quando o tempo está chuvoso e o piso escorregadio…"
A questão que se impõe é esta: Porque é que falaram assim? Tudo o que foi dito para além de lamentar o sucedido e das normais condolências aos familiares das vítimas, foi pura demagogia. Se já estavam em estudo prévio projectos da beneficiação desta via. Se a variante do Cavalum não tem segurança, porque razão em oito anos de "Penafiel Quer", nada quiseram e nada fizeram para tornar mais segura a estrada em causa? Acho que foram palavras a mais e com sabor a eleitoralismo com laivos degradantes, na medida em que o respeito pelas vítimas devia estar acima de tudo.
Depois aparece uma sondagem a dizer que 71 por cento dos penafidelenses acham que Alberto Santos tem um trabalho positivo ou muito positivo.
Vamos ser sérios!

VIOLÊNCIA EM PENAFIEL

Esta história dos outdoors do candidato à Câmara Municipal Dr. Sousa Pinto serem vandalizados, anda mal contada. Então não se percebe que quem faz este tipo de coisas, que quem são os arruaceiros, são mesmo os do Partido Socialista? Não se está mesmo a ver? Já algum dia passaria pela cabeça de alguém, que membros afectos à coligação "Penafiel Quer", fariam tal coisa? Para mim a destruição e vandalismo de cartazes do Sousa Pinto é obra dos socialistas só para encriminar e prejudicar a candidatura de Alberto Santos. Mai nada! Então não é?

Ainda a propósito de violência, perguntaram-me há dias porque razão, eu, que falo de quase tudo, não falei aqui neste blogue do sururu que houve na Agrival.
Eu não falei disto, primeiro porque não vi nada. Nem sequer estive no maior certame de "comes e bebes e karaoke" deste país. Depois o Graciano Alves é português e o outro é do Cavaquistão. Patriota e bairrista como eu sou, gosto mais da Rua do Carmo do que de Valpedre.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ADMIRADOR DO TOY

- Então o ex- socialista Sr. Vitorino Oliveira de Guilhufe, não era candidato independente à Junta daquela freguesia?
- Era e é.
- Então o que é que está ali a fazer em Galegos na apresentação dos candidatos da coligação "Penafiel Quer"?
- Ele é um fervoroso admirador do Toy. Só isso...

- Ah! Estupidamente apaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixonaaaaaaaaaaaaaaaaaaadooooooooo!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

POR AMOR A PENAFIEL

Sr. Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos.
O Sr. todos os dias estaciona o seu automóvel neste local (a viatura da foto é a sua). Eu pergunto-lhe: Não se incomoda sempre que sai do seu carro, de ser confrontado com aqueles três pontos horrorosos do lixo? Pois a mim incomoda muito. Muito mesmo. E há muito. Tanto por razões afectivas, como por razões de estética. Nasci, infantei, adolesci e adultei naquele local. Para mim aquele largo que já foi Praça do Peixe, Avenida Nova, Rua Camões e agora Faião Soares, será sempre "Atrás da Câmara".
Nem era necesário eu apelar aos sentimentos, para dizer que aquilo é um atentado à paisagem. Ou será que é preciso - dado ser um espaço muito agradável e bastante bucólico - chamar o Luís de Camões lá do altíssimo, para lhe dar um estatuto tal qual o da "Ilha dos Amores", de um dos Cantos dos seus "Lusíadas", para que aqueles Adamastores saiam dali?
É preferível os moradores daquela zona irem depositar os seus lixos uns metros mais longe. Eu pelo menos assim faria, para preserver uma das belezas de Penafiel. Assim como está, e já está há muito tempo, não está bem. Porque não faz uma MUDANÇA neste local, dando-lhe outro ROSTO? Espero por isso, para bem e por amor a Penafiel...

PENAFIEL VERDE

Bem eu podia esperar sentado.
Um dia destes, via email, eu solicitei ao SR. PRESIDENTE DA ADMINISTRAÇÃO da Empresa Municipal "Penafiel Verde", Dr. Mario Magalhães, um resumo das despesas que esta empresa teve recentemente. Mais concretamente, eu quis saber quanto é que a empresa das águas penafidelense gastou em alguns fernicoques, como por exemplo: duas luxuosas revistas (uma da empresa e outra de um jornal) só numa semana; um lauto jantar e o lançamento de um livro só numa noite, tudo em redor do terceiro aniversário daquela empresa, que segundo "bocas" tem um défice orçamental de 3 milhões de euros. Eu quis saber mais. Quis saber quanto custa a esta empresa, a publicidade que está apensa nas camisolas do FC de Penafiel.
Ninguém me respodeu. Parece que eu, um simples consumidor pagador desta empresa não tenho o direito de saber tanto como os Srs. Adminisradores. Já tinha acontecido o mesmo quando foi do envio das facturas a mais, nos anos de 2007 e 2008, que deu para meter ao bolso da empresa, cerca de vinte mil contos, contas feitas por alto.
Desafio publicamente o Dr. Mário Magalhães a convocar-me para uma reunião no seu gabinete e esclarecer-me estas contas. E não se faça o que se fez da outra vez, em que eu fui chamado para falar com o eng.º Vitorino Ferreira no seu gabinete, para me ser dito o que eu já estava farto de saber.
Sr. Dr. Mário Magalhães, se quiser falar comigo, marque o dia com antecedência pois eu posso ter a agenda sobrecarregada e assim poder não estar disponível. É que eu sou muito importante. Nesta empresa, um consumidor é mais importante que um mero administrador. Esta empresa sobreveria sem administradores, mas nunca sem consumidores...
Já agora se eu pudesse saber quanto ganha cada um dos administradores da "Penafiel Verde"...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

DÉFICE DEMOCRÁTICO EM PENAFIEL

Se calhar o tema que aqui vou focar, tem alguma profundidade. Só que a mim não me apetece circular até às profundas do inferno. Poderei quanto muito, fazer uma abordagem a este tema muito em voga por caudsa da asfixia da democracia.
Eu acho que a democracia e a liberdade de cada um, estão na razão proporcional do enchimento da sua carteira ou do tamanho da sua conta bancária. Quem tem mais dinheiro sempre é mais livre e a democracia está para com ele em pé de igualdade. Quem for pobre, quem não tiver poder económico, não tem poder nenhum, está fodido que não tem resposta para nada, não tem voto na matéria. Só tem que se submeter à onda rolante, isto é, depender sempre de quem é maior que ele.
Podem dizer que toda a gente é livre, que até vota nas eleições, e tem o direito de falar, porque o regime que nós vivemos é democrático. Só que na prática as coisas não são assim. E quem assim fala, o faz de barriga cheia.
Eu não vou falar da democracia da Madeira de que a Manela tanto aplaude. Porque lá o que há, é defice democrático. Não vou falar do "intelectual", do pró guerra do iraque, do social-democrata Pacheco Pereira, que até quis dizer alto aos jornalistas na Assembleia da República. Não vou falar destes democratas de alguidar.
Eu quero falar da qualidade da democracia que se vive em Penafiel.
Há dias, um albertosantista convicto, bem conhecido da nossa praça, a propósito da Agrival, em que eu disse que esta feira se tornou uma grande tasca de comes e bebes, fez o seguinte comentário visando a minha pessoa. "Olha tem cuidado, devias estar calado. Falas muito e não trabalhas". Foi tal e qual assim. Mal educado e arrogante. Como se ele soubesse da minha vida pessoal. Como se ele soubesse se eu trabalho ou não. É este tipo de gente "muito democrática" que circula à volta e vota na coligação "Penafiel Quer".
Mas há muita gente assim em Penafiel. Ou por ignorância, por má fé, ou por uma questão cultural ou genética, a direita penafidelense, é assim mesmo, não sabe, nunca soube viver em democracia. A direita penafidelense é ameaçadora e revanchista. Eu tenho nojo e vergonha disso.
Para que não hajam dúvidas, aqui vão mais algumas dicas sobre a democracia penafidelense:
Porque razão (e não era aqui que eu queria chegar) eu leveu um biqueiro no cu dos jornais "Notícias de Penafiel" em 2007 e do "Verdadeiro Olhar" em 2009? Porque seria? Seria, ou é
porque o PSD e o CDS, gostam mais de falar sozinhos.
Estou de facto à vontade para dizer que há um claro défice democrático em Penafiel de Alberto Santos, se calhar mais agressivo que na Madeira de Alberto João. E eu nunca imaginei vir aqui dizer estas coisas. É com mágoa que o faço.
Em Penafiel não existe uma verdadeira democracia, tenho provas disso. Por isso era bom que as coisas em Outubro mudassem.
"Os meus amigos são todos aqueles que votam em mim, e de mim dizem melhor", podia ser um slogan político que podia andar por aí nos autdoors espalhados por este concelho.