sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CAPÍTULO X - Escritarias

Claro que gosto de Urbano Tavares Rodrigues. Naturalmente que aprecio o nosso Nobel da Literatura, José Saramago (é só "comunas") porque nem só de circo vive o homem. Portanto uma colher de cultura sempre nos alivia a alma do resultado de algumas palhaçadas que por aí vão ocorrendo.
Não vou pelas Escritarias. Penafiel não se devia preocupar tanto com nomes que são vistos, lidos e apreciados todos os dias e em qualquer lugar deste país e não só. Para que se há-de projectar uma cultura mais que projectada? É a mania das grandezas, que por aqui paira. Nomes de estaleca. Gente conhecida sempre é outra coisa.
O ridículo da Escritaria, por exemplo do ano passado, foi que nem sequer o homenageado passou por cá. A nossa Câmara Municipal homenageou um escritor que se calhar desconhece onde fica Penafiel. Eu só gostava de saber como tudo começou. Quem se lembrou do nome do Urbano Tavares Rodrigues? A título de quê?
Na minha perspectiva, as Escritarias são o logótipo de uma certa cultura elitista que assentou arraiais nesta terra de há uns tempos a esta parte.
Termino esta razão pela qual não voto Alberto Santos, perguntando ao Sr. presidente, se conhece o poeta penafidelense Jorge Nunes Pereira, se sabe onde e como vive?

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