sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CAPÍTULO XII - Prémio de Poesia Daniel Faria

Mais um “cancro” na cultura penafidelense. Mais um certificado de menoridade que foi passado aos escritores penafidelenses que escreveram e viveram na nossa urbe.
Já estou cansado de falar disto. Também já estou saturado de tanto silêncio por parte dos criadores deste prémio de poesia.
Alberto Santos “desculpa-se” dizendo que Daniel Faria é um poeta da região e acharam por bem homenagear este autor de Paredes, dando-o a conhecer. Talvez sejam sinais da globalização. Há também quem sustente que temos de ser mais abrangentes e deixarmo-nos de bairrismos excessivos. Mas o que fica para a história é que os poetas penafidelenses como José Júlio, Joaquim Araújo, Rodrigo Solano, entre outros, foram remetidos ao silêncio das estantes livrescas. Mas o que eu sei é que há muitos municípios no nosso país, que homenagearam os seus filhos da terra tornando-os patronos dos seus prémios literários. Não vale a pena vir com os nomes de dezenas de autores e respectivas localidades. Só vou lembrar o nome de José Luís Peixoto, que já venceu este prémio penafidelense (que visa o aparecimento de novos valores), tendo ao mesmo tempo o seu nome instituído num prémio de literatura em Soure, sua terra natal.
Isto é sintomático da tremenda injustiça que se está a praticar em Penafiel. Penafiel não se dá bem com os seus? Parece!

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