segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CAPÍTULO XIV - A Tasca dos Borrachões

Antes da coligação político-partidária “Penafiel Quer” surgir nesta terra, esta tasca estava remetida para a Praça da República. Não estava lá muito bem. Mas o que aconteceu a seguir foi bem pior.
Chegada que foi a modernidade, esta invadiu a cidade e foi o que já se sabe. Canecas e mais canecas, tigelas e mais tigelas “Sentir Penafiel” e muito, muito vinho a escorrer pelas gargantas até chegar com o dedo.
Os amantes da pinga, primeiro concentraram-se no espaço do antigo cinema. Ali mesmo no centro da cidade, a mostrar a quem nos visita que nesta matéria, somos grandes. Foi um belo postal turístico.
Depois foram para o Largo da Ajuda. Foi um sucesso total. Venderam-se muito bem as canecas e tigelas (um rico negócio para o fabricante) com o vinho, muito vinho a ser de borla, a fazer lembrar uma das doutrinas salazarentas: “Beber vinho é dar o pão a um milhão de portugueses (neste caso de penafidelenses)”.
Como é possível que um dos locais mais históricos e belos desta cidade seja reduzida a uma grostesca tasca de borrachões? Foi um atentado ao património cultural de Penafiel.
Se calhar a actual Feira do Livro foi ali parar por engano…

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