Eu abençoo qualquer feira do livro. Seja onde for. Esta de Penafiel nem por isso. E não é pelo facto de a Associação de Empresários de Penafiel, não ter convidado os seus associados livreiros para a dita cuja, que verdade se diga, andou muito mal nesta história de ignorar quem vende livros em Penafiel. Há aqui muito oportunismo político.Nos últimos oito anos, Penafiel não viu o padeiro em matéria de feiras de livro. E logo em ano de eleições, pimba apareceu uma no Largo da Ajuda.
Isto não foi um acto cultural, isto foi mais um acto político.
Depois Alberto Santos não devia estar lá na qualidade de presidente da Câmara Municipal de Penafiel, nem o Sr. Vereador da Cultura. Não senhor. Alberto Santos, devia estar ali na qualidade de cidadão ou de homem de letras, como é.
Depois claro, vieram as palavras, vieram os discursos e veio mais uma panóplia de projectos, de uns tantos milhões para investir aqui e ali e acolá.
Porquê que Alberto Santos não fez ali uma sessão de autógrafos do romance que escreveu no ano passado? Eu sei que já passou algum tempo, desde a sua saída, mas creio que não era nada desajustado. O meu exemplar está por autografar…
Dr. Alberto Santos, não havia necessidade de fazer política no meio de tanta literatura e em pleno dia de meditação eleitoral.
Só mais uma nota: porque razão não fizeram esta feira do livro, por alturas da vinda do escritor José Saramago? Pois é, já tinham passado as eleições autárquicas.
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