Se não é comunista, então o que é? Não me refiro a José Saramago, estou a falar de Alberto Santos, o nosso presidente da Câmara. A sorte dele nas eleições, foi ter realizado estas “Escritarias” depois de 11 de Outubro, senão era como diz o outro: Já foste!Esta malta de direita (a maioria) toda virada para o aimeudeus, fazia-lhe a cama. Fazia uma campanha eleitoral contra ele, que o presidente em vez de ir cantar vitória para o Campo da Feira, ainda acabava numa inquisitória fogueira. Penso que Alberto Santos calendarizou bem as coisas, não fosse Deus tecê-las.
Mas é comunista porquê? É comunista e está mesmo à vista de óculos.
Então logo nas duas primeiras “Escritarias” que se realizaram em Penafiel, vieram cá dois ateus, dois vermelhos, dois comunistas de primeira linha. Primeiro foi o estalinista Urbano e agora o anti-cristo Saramago. E depois sabem quem veio a acompanhar estes dois “comunas”? Foi um outro “comuna”: o José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores.
Alberto Santos não traz cá no próximo ano o “Manuel Tiago” porque o Álvaro Cunhal já nos deixou, porque senão era mais um terramoto com epicentro nesta cidade. Não havia escala de Richter que aguentasse.
Penafiel foi de facto epicentro de um terramoto, com Saramago a fazer algumas considerações, quanto a mim pertinentes e correctas, mas que virou tsunami, tenha-se em conta as reacções da velha e caduca igreja católica, com a padralhada logo a rezar mais alto: “Vozes de burro…”
Mas parece que os ecos do autor de “Caim”, chegaram a Jeruzalém. E agora? E se os judeus vierem por aí abaixo e lançarem umas “bombocas” em cima da Igreja da Misericórdia. Nem o Museu se safava. Também não fazia mal, era da maneira que já não pagávamos bilhete para lá entrar.
Ainda para ajudar a à missa, (salvo seja), a sorte de Saramago, de Alberto Santos e de Penafiel, é que Ariel Sharon está em coma há quatro anos e não leu “A Escrava de Córdova”. Vejam a nossa sorte. Não ficava pedra sobre pedra. É que o primeiro trabalho do novel escritor penafidelense é um hino à sociedade árabe. Ainda tínhamos de pedir socorro a um qualquer Azebulah.
Mas se algum atentado terrorista ocorresse em Penafiel, de quem era a culpa? A quém é que iríamos pedir contas? Bem sabemos que José Saramago foi quem falou. Que foi o Nobel quem escandalizou o mundo católico, com as suas afirmações. Que foi o “lanzarote” quem abanou algumas mentes inertes no escuro da ignorância. Mas quem o trouxe a Penafiel? Quem o convidou? Pois foi. Foi o “camarada” Alberto Santos que é useiro e vezeiro nestas coisas.
É que já foi a terceira vez que o nosso presidente “vermelho”, abriu as portas desta nossa cidade ao autor d´ “O Evangelho…”, o tal livro que os “laranjas” Silva, Lopes e Lara vetaram, que proibiram que concorresse a um prémio literário internacional em 1993. Lembram-se? claro que não se lembram.
Eu que até nem sou muito favorável às “Escritarias”, porque penso que aqui, há mais cultura da festa, do que festa da cultura, dou um “Bom” a este evento. Valeu a pena a esta cidade que foi grande, sendo ela pequena.
Não queria terminar este texto sem deixar no ar esta questão. Se de facto Alberto Santos é comunista, por que é que leva os avós de Penafiel à missa em Fátima? Vá-se lá saber…
Ilustro este texto com uma foto que é um hino ao amor. Saramago bebeu Pilar de uma trago…
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