domingo, 4 de outubro de 2009

CAPÍTULO XXVIII - As Condecorações Camarárias

Eu tinha que trazer aqui as homenagens, nomeações e condecorações que todos os anos são atribuídas e distribuídas pela Câmara Municipal, no dia da cidade, no dia 3 de Março.
Já vem de trás uma certa mania de condecorar a torto e a direito, assim tipo “Foge cão, que te fazem barão. Para onde se me fazem, conde”.
Lembro-me de há uns anos este executivo, não sei porque carga de água, ter homenageado e condecorado um ex-presidente de Câmara, que por acaso foi o principal responsável pela destruição da antiga Praça do Mercado. Houve um ano que se condecoraram uns tantos padres. Vá-se lá saber porquê. Fiquei com sérias dúvidas quanto à justeza da atribuição desse galardão a esta gente. Mas tudo bem. Por aí não veio mal ao mundo. O mal foi a dualidade de critérios que veio a seguir. E então o nome de Justino do Fundo, não estava em agenda? Não se lembraram dele porquê?
Alberto Santos foi alertado para o seu nome que merecia igual tratamento. O executivo não quis saber, ignorou, tendo todo o tempo do mundo para o fazer ainda com vida, e com isso fazer justiça a um nome que fica para a história de Penafiel. Mas o silêncio foi total.
Veio a morte de Justino do Fundo, autor de uma obra ímpar nesta terra e então a edilidade logo tratou de disponibilizar uma data para a respectiva homenagem póstuma deste ilustre cidadão. Foi tarde e a más horas. Alberto Santos e companhia não estiveram à altura dos acontecimentos. Foi uma tremenda injustiça que foi praticada por este executivo. Foi um mau serviço prestado a Penafiel e a um dos seus maiores servidores.

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