Este quarto e último passo é para dar conta do seguinte: A determinada altura do seu discurso, o Sr. presidente da Câmara diz: "No fundo, queremos que muita gente e o país continuem a perguntar: porque é que determinadas coisas acontecem em Penafiel? Para daqui a algum tempo: “Ah… em Penafiel?!, claro, só podia ser, naquela magnífica cidade!”Eu pergunto: o que é que aconteceu, ou o que vai acontecer em Penafiel, para provocar estes pontos de admiração? Algum concerto do Fernando Tordo, do Paulo de Carvalho, do Pedro Barroso ou do Jorge Palma? Claro que não. Não temos sala de espectáculo para isso. Teria sido então alguma alusão às bordalezas que insistentemente vão dando à costa? Ou espampanantes e caríssimos "enduros" e fotogénicas chegadas e partidas de Volta a Portugal em bicicleta?
Quanto à "magnífica cidade", de facto Penafiel podia sê-lo, não fosse este executivo estar acompanhado de arquitectos que só sabem arquitectar obtusidades paisagísticas. Não faltam por aí alguns “bons exemplos”.
No final da página quatro, lá está algo que tinha de estar. Eu penso que aqui já é falta de argumento. Ó Dr. Alberto Santos, isso já foi. Não era pior se virasse o disco. Porém lá foi dizendo:
"Há contudo alguns temas para os quais não assumiremos a nossa tolerância: Qualquer tentativa de assomo de grupos ou bandos como os que afligiram a vida dos penafidelenses nos anos 90, terá a nossa viva reprovação, repúdio e intolerância".
Nesta matéria era bom que o nosso executivo se virasse para os constantes assaltos e outras violências, de que a nossa cidade tem sido vítima. O Sr. presidente sabe muito bem que a insegurança em Penafiel aumentou exponencialmente. O Sr. sabe muito bem que a partir das oito da noite, não se vê um agente da GNR a percorrer a cidade, ficando esta à mercê de energúmenos nocturnos, que apenas querem derreter energias. Mas para este executivo o mal foi nos anos 90. Às tantas ainda poderão dizer que este recente assassinato em Rio de Moinhos foi perpetrado pelos “ratinhos” de outras eras.
E sobre o discurso do Sr. presidente da Câmara proferido na tarde de quarta feira, só digo que o achei triunfalista e arrogante o que para mim é uma surpresa. Aliás, tudo, ou quase tudo, era arrogância naquela sala. Vi vereadores "inchados" que pareciam cucos. Vi assessores pedantes e arrogantes. Vi presidentes de Junta que só o são no nome. Vi muita gente, apenas muita gente. Alguma substância, se calhar ficou lá fora…
Terminaria transcrevendo o final do discurso: “É com esta consciência do dever cumprido, que aqui chegamos hoje, e que queremos voltar a chegar daqui a quatro anos”.
Ó Dr. Alberto Santos, olhe que o Sr. não pode voltar a candidatar-se à Câmara, daqui a quatro anos. Quanto ao dever cumprido, creio que o senhor cumpriu os seus objectivos eleitorais, isso é verdade, mas o que falta é cumprir Penafiel. E sobre isso eu não tenho ilusões.
Até já, para continuar a falar da minha cidade, mesmo eivado de um suposto bairrismo paroquial. Não sei o que é isso, mas está bem…
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