quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CAPÍTULO XX - O Cine-Teatro S. Martinho

Aqui está um dos maiores falhanços de Alberto Santos, como presidente da Câmara desta terra. Nunca se incomodou com esta vergonha no coração da cidade. Um presidente e bairrista penafidelense, nunca devia ter voltado as costas a este buraco no centro do nosso mundo. Nunca se incomodou de aquilo já ter sido parque de estacionamento. Nunca se incomodou de também ter sido “tasca dos borrachões”. Não se incomoda de todos os dias por ali passar e ver um dos emblemas mais pobres e decadentes de Penafiel.
Oito anos depois do Cinema ir abaixo, Alberto Santos nunca disponibilizou verba para adquirir aquele espaço. Outras câmaras, não interessa quais, mais sensíveis nesta matéria o fizeram. Penafiel ficou para trás. Em vez de esbanjar fortunas em coisas mais que duvidosas, não interessa nomear, o executivo “Penafiel Quer” podia e devia ter feito ali qualquer coisa. Não fez. Alberto Santos, deve pensar que aquela história é coisa de velhos saudosistas. Não é não. O cinema ainda diz muito a muita gente. E aos mais novos, abrir-se-ia um novo espaço, uma nova realidade. E a cidade ficava mais completa, ficava mais cidade. Mas o que na verdade interessa para Penafiel, é o enduro, é o futebol, é a bordaleza, é a Volta a Portugal, são as excursões, são os papa-chiclas e outras coisas alimentares.
Dr. Alberto Santos, já agora OLHOS NOS OLHOS, diga-me como é que A OBRA FALA POR SI!

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