sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CAPÍTULO XXV - Os Passeios da Cidade

Para quem só via o cinzento do tempo dos socialistas, precisa de tratamento quem anda curto das vistas. Diz alguém que eu bem conheço.
De que cor são aquelas coisas largas que estão perto das montras do nosso comércio tradicional? Claro que são cinzentas pintalgadas de pastilhas elásticas por todo o lado. São assim os nossos modernos passeios.
Haverá alguém que de boa fé ou não comprometido com as politiquices desta terra, goste do serviço que ali está? Eu acho que não. Basta ter alguma sensibilidade. A mais importante avenida de Penafiel está feiíssima. Foi mais um atentado, é mais um atentado à nossa penafidelidade. Perdeu-se ali uma grande oportunidade de requalificação, de uma verdadeira requalificação daquele espaço.
Alberto Santos perdeu uma grande oportunidade de fazer uma obra que, esta sim, esta é que falaria por si: uns passeios não tão largos (menos dois metros de cada lado), com calçada à portuguesa, decorados com motivos alegóricos penafidelenses. Deveria ter coragem de ter alargado o separador central, calcetado com granito em pequeninos cubos de várias cores e plantado árvores de dez em dez metros. Agora é só imaginar a beleza que dali sairia.
A Câmara quis homenagear o granito, dotando os nossos passeios com aquela cinzentice que não lembra a ninguém. Ali está mais um mau serviço prestado a Penafiel.
Já agora porque não homenageou o granito nas ruas da Vila Gualdina, que as atapetou com o negro, quente, e inestético alcatrão?

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