Não duvido que aquele espaço seja ou venha a ser muito positivo para a cidade de Penafiel. Não duvido que o interior do edifício do Paço esteja uma categoria. Até porque o regresso do ensino superior a Penafiel é sempre de aplaudir. Mas também não duvido que o seu exterior seja lamentável, seja um atentado à paisagem penafidelense.Como se pode confundir o velho com o novo. Eu aceito o modernismo, quando ele é de raiz. E respeitar o classicismo é respeitar a matriz, diz alguém e tem razão.
Poderão alvitrar, que há quem goste e quem não goste, como se estivéssemos a falar de gastronomia. Podem dizer que é subjectivo, como aquilo estivesse confrontado com algum grau de subjectividade. O que ali está é de facto uma obra de muito mau gosto. Todos nós sabemos que de obras estava a precisar. Mas o que não precisavam era de aquele espaço encaixotar. Está ali uma obra que não dignifica quem quer que seja, seja quem traçou, seja quem assinou tal projecto. Aliás, aquilo até está torto. A obra moderna, não está paralela com a antiga fachada. Isto não devia ter acontecido. Como diziam na antiguidade: até as coisas úteis podem ser belas”. Mas em Penafiel isso não acontece. E não é só por esta obra. Há mais, a gritar em plenos pulmões da sua feiosidade. E se calhar ainda vamos ver mais coisas tristes, como esta. De modernidade em modernidade, Penafiel lá vai sucumbindo.
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