domingo, 4 de outubro de 2009

CAPÍTULO XXX - Tanto Espaço Abandonado

Neste folhetim eu teria que incluir um capítulo dedicado ao grande espaço camarário que está defronte às Mercearias Pedro, na rua Abílio Miranda.
Há tanto tempo que ali está imprestável. Serve de vez em quando para colocar os carros dos bombeiros ao sol.
Houve quem quisesse ali construir uns novos Paço do Concelho que não me pareceu uma grande solução. Câmara temos nós que chegue. Temos e de que maneira, tanta que Alberto Santos até se deu ao luxo de ceder o espaço do antigo magistério para a ensino superior.
Alberto Santos não pega naquele espaço porquê? Porque não constrói ali alguma coisa que venha a beneficiar esta terra e os penafidelenses? Será que já estamos bem servidos de tudo? Não temos carências ao nível mais básico? Está tudo bem então?
Claro que não está tudo bem. É evidente que há muitas coisas que faltam em Penafiel. Por isso é que eu vim para aqui com este folhetim. Eu vou falar de algo de extrema importância. Vou lançar um lamiré, correndo o risco de ser um tanto demagogo ou delirante, o que não me parece, porque nada é impossível.
O Dr. Alberto Santos, ou alguém do seu executivo, precisou de cuidados médicos no hospital Padre Américo? Nunca lá esteve nessa qualidade? Vá lá e veja o que se passa. Se lá for nem acredita como aquilo funciona. Eu só digo e não exagero. Até tenho medo de lá ir. São montes de doentes em cima de montes de outros doentes à espera de chamada. Muita gente espera muito tempo, para ser atendida. Uma desgraça. Uma miséria. Até faz doer tudo e muito.
Mas o Dr. Alberto Santos não vai lá. Não sabe, que é necessário mais uma unidade hospitalar em Penafiel para suprir problemas como estes. Penafiel não tem unidades de saúde que chegue. Esta falta é gritante.
No espaço da antiga serração, podia-se criar, em articulação com o poder central, um banco de urgências, para libertar o hospital do Vale do Sousa da asfixiante afluência de uma região inteira que só prejudica a saúde dos mais pobres. Alberto Santos não é arrojado, não tem coragem, nem apetência para resolver problemas como este. Um problema gravíssimo afinal.

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