Ex.mo Sr. Director do jornal “Verdadeiro Olhar”Sr. Francisco Coelho da Rocha
A redacção do seu jornal elegeu o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos, como a Personalidade do Ano (2009) no Vale do Sousa. Nomeação essa que, julgo, o Sr. Director não estar de acordo, tendo em conta as considerações que fez na minha presença e no seu gabinete, em relação ao autarca penafidelense em Fevereiro ou Março deste ano. Não se lembra? Claro que se lembra. Pois foi, o Sr. disse que Alberto Santos, era um dos piores presidentes de Câmara que Penafiel já teve. Disto não se pode fugir. Não se trata aqui de algum ressabiamento da minha parte, por eu ter levado um chuto do seu jornal. Nada disso. Não gosto do papel de vítima. Não me serve essa casaca.
Quanto à sua redacção, só mostra que os seus jornalistas (desculpe lá Roberto Bessa Moreira, já que tenho por si grande estima e consideração) andam um tanto distraídos, ou mal informados.
Segundo a redacção do seu jornal, Alberto Santos em 2009, fez regressar o ensino superior a Penafiel, criou nesta terra o Instituto de Investigação Ibérica, ganhou a batalha legal em relação ao Penafiel Center Stadium, a ser instalado em Novelas, inaugurou o Museu Municipal e venceu mais umas eleições autárquicas. Só não fez o pleno porque o “Paraíso da Brincadeira´” só vai ser inaugurado em Março. (aposto que esta cerimónia vai ser incluída no programa de comemorações dos 240 anos de elevação de Penafiel a cidade).
Só por isso o consideraram a “figura do ano”? Então e o resto, Sr. Director e senhoras e senhores jornalistas? Assim, como pode ser verdadeiro o vosso olhar em relação ao político e à pessoa do Sr. Presidente de Câmara? Esqueceram-se ou não sabem, de outras “coisas” que se calhar, iriam reforçar ainda mais esta vossa nomeação.
Por isso, aqui vos deixo um rol de actos e medidas protagonizadas por Alberto Santos em 2009, correndo é certo, o risco de me repetir, porque já falei destas matérias noutras ocasiões.
Assim temos: Içou a bandeira dourada da mobilidade da qual se diz que Penafiel é pioneira, mas que na prática, ainda não tem. Inaugurou um Museu de que, cuja obra apenas terminou, porque a sua localização e projecto, são de outra gente. Inaugurou um edifício (actual Instituto de Investigação Ibérica) cuja arquitectura é um atentado à paisagem penafidelense e à cultura em geral. “Inaugurou” um outro edifício na Rua da Saudade, que é outra aberração paisagística. Distribuiu mobiliário urbano (esplanadas) gratuito, em ano eleitoral, pelos cafés e restaurantes da cidade. Impôs pagamento à entrada do novo museu, numa atitude economicista e anti-cultura. Levou a passear a França, os presidentes de Junta de Freguesia de Penafiel protagonizando um esbanjamento de verbas considerável. Pagou com dinheiro dos contribuintes mais uma viagem a Fátima, a avós e não avós, a pobres e não pobres. Distribuiu “lindíssimas” placas toponímicas (pretas e cinzentas) um pouco por todo o concelho. Aplicou o negro alcatrão nos arruamentos da Vila Gualdina, contrariando dessa forma a sua própria tendência e apetência para o granito, com que acinzentou os passeios da cidade. Homenageou a título póstumo, ou seja tarde e más horas, em 3 de Março último, o ex-presidente de Câmara, Justino do Fundo com a medalha de ouro da cidade, quando podia ter acontecido com ele em vida. Teve todo o tempo do mundo para o fazer. E não me podia esquecer, que ignorou os grupos de teatro penafidelenses, ao contratar uma parelha de mímicos alemã, para actuar no Pavilhão da Agrival, no dia mundial do teatro.
Sr. Director, senhoras e senhores jornalistas, isto também aconteceu em 2009 e foi protagonizado pela vossa “Personalidade do Ano”.
Quanto aos acontecimentos que na vossa opinião contribuíram para a atribuição do Prémio Verdadeiro Olhar, eu só pergunto: o Penafiel Center Stadium é bom para Penafiel? O comércio tradicional penafidelense responderá mais tarde. E os projectos de teleféricos, “passereles aéreas”, elevadores e plataformas, que se prevêem para a cidade e que vêm publicados no luxuoso e pomposo livro verde da mobilidade, não serão mirabolantes?
Mas há mais “coisas” que Alberto Santos fez e não fez. Vamos às que fez: Fez campanha eleitoral no dia de reflexão para as eleições legislativas, na inauguração da Feira do Livro da AEP. Fez concorrência desleal a tendeiros, restaurantes e cafés da cidade, com aquela história da prova de vinhos gratuita no S. Martinho. Deixou que se destruísse o prédio dos “Machadinhos”, que podia ser uma mais valia para esta terra, se se pensasse na sua aquisição e recuperação. Continuou a ignorar o espectáculo degradante do espaço do antigo Cine-Teatro S. Martinho. Ignorou as várias dicas na Assembleia Municipal, sobre a mudança do feriado municipal para o dia 3 de Março. Abriu as portas do novo Museu a uma exposição de pintura durante quatro longos meses, remetendo outros pintores, outras exposições para a Biblioteca que não tem as mínimas condições para mostrar esse tipo de cultura.
Depois, também não fez algumas “coisas” como foram os casos de:
Não explicou a coincidência das presenças em Janeiro, de Mikael Carreira no sétimo aniversário da sua tomada de posse como presidente da edilidade e de Herman José na sua apresentação em Junho, como candidato da coligação “Penafiel Quer” à Câmara, em Paço de Sousa, com a presença posterior destes animadores na Agrival.
Não aboliu os funerais a pé, dentro da cidade, que são um tremendo obstáculo à tão propalada mobilidade que se deseja para Penafiel. Não deu sinais do local, onde poderá vir a ser instalado o novo cemitério da freguesia de Penafiel, sabendo-se como se sabe, que o actual está a rebentar pelas costuras. Não se pronunciou sobre o que vai fazer com o espaço da antiga serração. Não arborizou a cidade. Não resolveu a contento de moradores e comerciantes, o problema do trânsito da zona pedonal. Não se pronunciou sobre o que vai fazer com o espaço do Estádio 25 de Abril, tendo em conta a sua deslocação para Novelas. Não recuperou a esplanada do Jardim do Calvário, etc., etc..
Sr. Director e senhores e senhoras jornalistas, como podem constatar aqui, havia matéria mais que suficiente para dar outra plenitude, outra dimensão ao Prémio “Personalidade do Ano” do jornal Verdadeiro Olhar. Jornal este, que um dia de 2009, deu um “democrático” biqueiro no traseiro de alguém que a coberto de “artista plástico”, andava a fazer campanha eleitoral a favor da candidatura de Sousa Pinto à Câmara Municipal de Penafiel.
Fico-me por aqui, antes que elabore mais uma lista do que fez e não Alberto Santos por esta terra…
Ah, já me estava a esquecer de dizer que no espumoso e voluptuoso livro verde da mobilidade, em 2009 apresentado, vem assinalado a criação de uma praça de homenagem a António Nobre, o que me parece nada razoável. Alberto Santos devia ter-se lembrado de Daniel Faria mais uma vez.
Até sempre
Cumprimentos
É só bons políticos,nessa minha terra adorada,mas em Paredes onde resido, vamos ter uma bandeira que só custa um milhão de euros.....
ResponderEliminarviva quem é rico.
Um abraço meu amigo.