
O 4 de Abril será uma data a não esquecer. A tarde deste dia vai com certeza ficar na memória dos penafidelenses, na medida em que marcará de forma indelével o início de uma caminhada rumo à mudança de Penafiel.
O partido socialista apresentou a seu candidato. Sousa Pinto apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal de Penafiel.
Não foi necessário recorrer à música plástica que faz “Carreira” nesta terra. Não foi preciso deitar a mão a estratégias festivas e folclóricas para atrair gente e mais gente ao espaço onde decorreu a apresentação. Não houve comes e bebes. Não houve bonés, nem cachecóis.
Estiveram presentes, para além da multidão anónima, entre outros, o ministro do trabalho, Vieira da Silva, os presidentes do Hospital Padre Américo e dos Bombeiros de Penafiel, o deputado Agostinho Gonçalves e o deputado europeu Manuel dos Santos.
Sousa Pinto, não foi recebido em apoteose sob uma avalancha de aplausos delirantes, porque foi o primeiro a chegar ao local do acontecimento. Ele não faz compassos de espera. Ninguém espera por ele. Sendo ele um homem de trabalho, não trabalha para a fotografia, não faz pose. O culto da personalidade e a cultura da imagem, na cabem no projecto social e cultural que Sousa Pinto tem para Penafiel.
É isto que marca a diferença. Esta candidatura logo no seu início marca pontos, na medida que o que dela transparece, nada é virtual, nada é mentira, nada é fantasia, nada é fogo de vista. É uma candidatura realista baseada em algo que falta a muitos aspirantes à cadeira do poder local por este país fora: alma, essência e conteúdo, em detrimento do corpo, da matéria e da forma. Esta candidatura tem tudo para ter um final feliz.
Eu acredito nela. Porque (e usando aqui algumas frases do discurso do candidato) “é aberta e livre de preconceitos e tem a ambição de gerir o que é de todos para todos. Vai derrubar paredes de gabinetes, para dar a conhecer aos penafidelenses em geral, as razões de determinadas medidas. Vai estabelecer padrões de governação local exigentes, baseados na reciprocidade e no respeito pelas diversas sensibilidades de opinião”.
Eu acredito nesta candidatura porque vai romper com algumas políticas do actual executivo. Mormente aquelas que dizem respeito à gestão dos dinheiros públicos e à cultura elitista que têm sido praticadas por Alberto Santos e companhia.
No campo da gestão dos dinheiros dos contribuintes, sendo aqui que mora o maior “crime deste executivo, eu gostaria de perguntar quanto custou a “Escritaria” que homenageou Urbano Tavares Rodrigues? Quanto custou o foguetório de artificio de inauguração das iluminações do último natal? Quanto custou o par de actores alemães, que actuou no auditório da Agrival, no recente Dia Mundial do Teatro, quando em Penafiel há vários grupos que praticam essa modalidade cultural? Quanto custaram as excursões ao Pombal e a França? Quanto custou a Volta a Portugal em bicicleta que aqui parou? Quanto custaram as “motoquices” que enduraram recentemente Penafiel? Quanto custa o Prémio de Poesia Daniel Faria, que está longe de atingir os objectivos para que foi criado?
Ao esbanjar balúrdios, atrás de balúrdios, o actual executivo camarário, não tem o mínimo respeito pelos cidadãos que vivem o dia a dia com extremas dificuldades financeiras.
Não se pede caridade à Câmara. Ninguém vai pedir esmola à edilidade. Mas que há penafidelenses com muitos problemas para chegar ao fim do mês de cara levantada, eu sei que há.
É por isso que Sousa Pinto tem razão quando no seu discurso, disse que: “As opções autárquicas nestes últimos sete/oito anos, levaram a uma política de esbanjamento dos recursos, em que o mote visa apenas a promoção pessoal dos líderes responsáveis. Fruto dessas acções inconsequentes, o concelho está num estado de letargia geral”.
E é também por isso que eu acredito nesta candidatura. Ela tem verdade. Ela tem substância. É uma candidatura baseada numa política muito mais próxima dos cidadãos, muito mais próxima dos munícipes, logo muito mais perto dos interesses da cidade e do concelho em geral.
Estou convencido que esta candidatura vai agarrar os penafidelenses. Estou convencido que Sousa Pinto vai conseguir virar a página nesta história de Penafiel. E é por isso que, e interpretem como entenderem isto que vou aqui dizer: nas próximas eleições autárquicas, o candidato da coligação de direita, Alberto Santos, vai ter que pedalar, vai ter que andar, vai ter que trabalhar muito, vai ter que suar as estopinhas, vai ter que se desunhar todo, para… perder por poucos!
E termino este texto, tirando o meu chapéu aos quatro músicos que vieram dar mais brilho à cerimónia de apresentação desta candidatura socialista à presidência da Câmara Municipal de Penafiel. Este quarteto de cordas executou obras de Vivaldi que deliciou os presentes. Foi lindo de ver e ouvir.
Não tiro o meu chapéu ao Sr. presidente da Junta de Freguesia de Guilhufe, que virou a casaca. Este político, que não esteve presente, vendeu-se, como diz o outro, por um prato de feijão galego.
E pronto, só me resta acrescentar que a banda sonora deste “filme” esteve a cargo de Jacques Brel, de que destaco e recomendo o incontornável “Ne Me Quitte Pas“.
É engraçado ler estes textos passado algum tempo...
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